Manuela Cassano Estagiária


Gastronomia

Rede de cantinas da Região Metropolitana aposta na alimentação saudável e inclusiva

A Tia Lala Cantinas está presente em seis instituições de ensino e projeta expansão
Com base na memória afetiva e no atendimento humanizado, a rede Tia Lala Cantinas opera na Região Metropolitana ofertando desde salgados assados até almoços caseiros em ambiente escolar. Somando seis unidades, o empreendimento está realizando investimentos internos em meio à expansão de operações.
Com base na memória afetiva e no atendimento humanizado, a rede Tia Lala Cantinas opera na Região Metropolitana ofertando desde salgados assados até almoços caseiros em ambiente escolar. Somando seis unidades, o empreendimento está realizando investimentos internos em meio à expansão de operações.
"Nossa missão é servir com amor nas escolas", conta Laura Flores, empreendedora à frente do negócio. A frase, slogan da rede, reflete o objetivo da Tia Lala Cantinas em oferecer atendimento humanizado e que desperte memórias afetivas, processo descrito pela empreendedora como diferencial.

"Vimos que era sobre memória afetiva nas crianças e que nós poderíamos fazer a diferença na vida delas, trazendo amor e atendendo com carinho", compartilha Laura.

À frente do negócio junto ao marido, Cristiano Fleck, Laura optou por investir no segmento para passar mais tempo ao lado dos filhos. Segundo a empreendedora, após a abertura da primeira unidade, em fevereiro de 2020, o negócio passou por dificuldades em meio à pandemia de Covid-19. 

"Aproveitei esse momento para estudar, fiz técnica em alimentação escolar", lembra.

Ao longo dos seis anos de operação, o crescimento da rede ocorreu de forma orgânica, culminando, atualmente, em uma unidade em uma instituição de Estância Velha e cinco unidades em escolas de Novo Hamburgo.

"As unidades, nenhuma eu vou atrás. Então, atribuo mesmo às pessoas enxergarem o nosso trabalho. É no boca a boca", compartilha a empreendedora, explicando que as parcerias são firmadas em contratos de aluguel pelos espaços das cantinas.

Alimentação saudável e inclusiva

Operando com cerca de 30 colaboradores, o negócio busca manter em todas as unidades o incentivo à alimentação saudável, incluindo opções adaptadas para alunos com restrições e adesão total à legislação, que proíbe a venda de itens como frituras, refrigerantes e balas. "É tudo assado, não tem nada de frituras e refrigerantes", garante a empreendedora. 

Entre os principais produtos disponibilizados nas cantinas, os sócios optaram pelo investimento em pastéis assados de diferentes sabores, como queijo, calabresa e carne, assim como na variedade de sucos naturais.

"Isso é um ponto que investimos bastante. Não tem só o suco de laranja ou de uva, temos abacaxi, pêssego, caju, goiaba, tem tudo que é sabor de suco", detalha Laura.

Ela ainda enfatiza que os doces à venda são todos artesanais e preparados em uma confeitaria própria da marca localizada em uma das unidades. "São produzidos os doces, como cupcakes, brownies e, então, realizamos a distribuição."

Em algumas das operações, Laura e Cristiano também optaram pela oferta de almoços, que são preparados diariamente e podem variar conforme o público das instituições de ensino. "Na unidade da Fundação, por exemplo, nós servimos 200 almoços em 30 minutos. O nosso operacional conta muito."
Os sócios optaram pelo investimento em pastéis assados de diferentes sabores, como queijo, calabresa e carne | Tia Lala Catinas/divulgação/JC
Os sócios optaram pelo investimento em pastéis assados de diferentes sabores, como queijo, calabresa e carne Tia Lala Catinas/divulgação/JC

Prospecções futuras e expansão

Conciliando a operação de seis cantinas escolares, a empreendedora prevê a necessidade de incrementar a administração das unidades.

"A dificuldade é ter o padrão. Nós estamos levantando pessoas para nos ajudar nessa missão de padronizar as coisas. A nossa ideia é ter uma gerente em cada unidade.", conta Laura, explicando que, atualmente, ela divide sua atenção entre todos os pontos. 
Com entregas sendo feitas em todas as instituições de ensino, a empreendedora prospecta implementar um centro administrativo físico para receber entregas e centralizar a confeitaria.
"Cada unidade pede 50 kg de arroz, 20 kg de feijão, e assim vai sendo entregue. Estamos vendo que, nesse crescimento, vamos ter que ter um centro de distribuição", conta.