Entre cucas, embutidos, panificados e receitas que atravessam décadas, uma nova geração mostra que continuar no campo também significa transformar. No Pavilhão da Agricultura Familiar da 49ª Expointer, histórias de jovens que assumiram ou passaram a dividir a gestão das agroindústrias com pais, sogros, entre outros familiares, revelando um movimento de renovação que preserva tradições sem abrir mão de novos caminhos.
Direto de Barão, no Vale do Caí, a história da agroindústria Nona Diva tem a idade de Júlia Sandrin, 20 anos. O empreendimento recebeu o nome da avó paterna, Diva, uma das responsáveis pelo início da padaria, ao lado dos pais de Júlia. Representando a família na feira, Júlia cresceu entre pães e cucas e, hoje, atua principalmente na área comercial. “A minha parte é o comercial, eu só sei vender. As cucas eu deixo para a minha mãe fazer”, brinca. A cuca de uva segue como carro-chefe, enquanto sabores como banoffee, costela com requeijão e geleia de pimenta com bacon mostram que inovar também faz parte da receita. Aos 83 anos, a nona ainda mantém o hábito de fazer pão em casa. Para Júlia, preservar esse legado é manter viva uma história que nasceu com ela.
Em Ijuí, a sucessão ganhou espaço dentro da Agroindústria Krawechuka. Aos 27 anos, Marcelo Daniels assumiu funções que vão da produção à prospecção de clientes e ao marketing. O convite para integrar mais diretamente o negócio partiu do sogro, Amauri Krawechuka, há cerca de dois anos, embora Marcelo já participasse das feiras.
Direto de Barão, no Vale do Caí, a história da agroindústria Nona Diva tem a idade de Júlia Sandrin, 20 anos. O empreendimento recebeu o nome da avó paterna, Diva, uma das responsáveis pelo início da padaria, ao lado dos pais de Júlia. Representando a família na feira, Júlia cresceu entre pães e cucas e, hoje, atua principalmente na área comercial. “A minha parte é o comercial, eu só sei vender. As cucas eu deixo para a minha mãe fazer”, brinca. A cuca de uva segue como carro-chefe, enquanto sabores como banoffee, costela com requeijão e geleia de pimenta com bacon mostram que inovar também faz parte da receita. Aos 83 anos, a nona ainda mantém o hábito de fazer pão em casa. Para Júlia, preservar esse legado é manter viva uma história que nasceu com ela.
Gabirel Schimidt e Júlia Sandrin são continuidade ao legado da Nona Diva
ISADORA JACOBY/ESPECIAL/JC
Em Ijuí, a sucessão ganhou espaço dentro da Agroindústria Krawechuka. Aos 27 anos, Marcelo Daniels assumiu funções que vão da produção à prospecção de clientes e ao marketing. O convite para integrar mais diretamente o negócio partiu do sogro, Amauri Krawechuka, há cerca de dois anos, embora Marcelo já participasse das feiras.
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A agroindústria, fundada há aproximadamente duas décadas, produz embutidos defumados em fogão a lenha e atende mercados, escolas e até o Exército Brasileiro. Na Expointer, a novidade é o salame italiano, com moagem mais grosseira, em uma tentativa de preservar a origem e a tradição do produto. Para Marcelo, a tecnologia pode ajudar a levar o negócio adiante sem apagar suas raízes. “O ser humano sempre busca evoluir, mas a gente nunca pode esquecer de onde a gente veio, das tradições, da nossa cultura, e a gente explica isso por meio do alimento”, resume Marcelo.
A renovação também aparece em empreendimentos mais recentes. Na Agroindústria Campeiro Panificados, Niquely Vahl Ribeiro acompanha a expansão de um negócio iniciado pela tia, Márcia Eliane Macedo Vargas, depois de anos de vendas de porta em porta. A formalização veio no ano passado, e a participação em feiras abriu uma nova etapa para a família. Na Expointer, a jovem vive a primeira experiência de apresentar os produtos a um público ainda maior.
A agroindústria, fundada há aproximadamente duas décadas, produz embutidos defumados em fogão a lenha e atende mercados, escolas e até o Exército Brasileiro. Na Expointer, a novidade é o salame italiano, com moagem mais grosseira, em uma tentativa de preservar a origem e a tradição do produto. Para Marcelo, a tecnologia pode ajudar a levar o negócio adiante sem apagar suas raízes. “O ser humano sempre busca evoluir, mas a gente nunca pode esquecer de onde a gente veio, das tradições, da nossa cultura, e a gente explica isso por meio do alimento”, resume Marcelo.
Marcelo Daniels trabalha ao lado do sogro, Amauri Krawechuka, na Agroindústria Krawechuka
ISADORA JACOBY/ESPECIAL/JC
A renovação também aparece em empreendimentos mais recentes. Na Agroindústria Campeiro Panificados, Niquely Vahl Ribeiro acompanha a expansão de um negócio iniciado pela tia, Márcia Eliane Macedo Vargas, depois de anos de vendas de porta em porta. A formalização veio no ano passado, e a participação em feiras abriu uma nova etapa para a família. Na Expointer, a jovem vive a primeira experiência de apresentar os produtos a um público ainda maior.
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Na Agroindústria Müller, a sucessão já alcança três gerações. Bianca Müller deixou o trabalho fora da propriedade para ajudar os pais e, há dez anos, está à frente do negócio ao lado da mãe. O retorno permitiu ampliar a variedade de produtos, conquistar novos clientes e chegar às feiras. Neste ano, Bianca participa pela primeira vez da Expointer, enquanto sua filha, de 16 anos, já ajuda na propriedade e começa a trilhar o mesmo caminho. “Para mim é emocionante saber de todo o esforço e da vitória dos meus pais, e dar continuidade a isso é muito importante, tanto que minha filha, com 16 anos, já está ajudando na propriedade e também vai dar continuidade a esse trabalho”, destaca.
Na Agroindústria Müller, a sucessão já alcança três gerações. Bianca Müller deixou o trabalho fora da propriedade para ajudar os pais e, há dez anos, está à frente do negócio ao lado da mãe. O retorno permitiu ampliar a variedade de produtos, conquistar novos clientes e chegar às feiras. Neste ano, Bianca participa pela primeira vez da Expointer, enquanto sua filha, de 16 anos, já ajuda na propriedade e começa a trilhar o mesmo caminho. “Para mim é emocionante saber de todo o esforço e da vitória dos meus pais, e dar continuidade a isso é muito importante, tanto que minha filha, com 16 anos, já está ajudando na propriedade e também vai dar continuidade a esse trabalho”, destaca.

