Gustavo Marchant

Gustavo Marchant Estagiário do GeraçãoE


Expointer

Primas empreendedoras criam nova forma de vender na Expointer

A integração entre os negócios atrai clientes e diversifica experiências de compra
Tem famílias que vêm para a Expointer curtir, ver os animais e consumir. Já outras aproveitam o movimento dos milhares de visitantes da feira para vender. É o caso das primas Flora Galvão, Karoline Branco, Patrícia Kuywen, Silvana Frederich e Vera Schneider, que, juntas, dividem o mesmo espaço, na quadra 47, ao lado do Pavilhão dos Pequenos Animais.
Tem famílias que vêm para a Expointer curtir, ver os animais e consumir. Já outras aproveitam o movimento dos milhares de visitantes da feira para vender. É o caso das primas Flora Galvão, Karoline Branco, Patrícia Kuywen, Silvana Frederich e Vera Schneider, que, juntas, dividem o mesmo espaço, na quadra 47, ao lado do Pavilhão dos Pequenos Animais.
A empreitada funciona de forma colaborativa: cada uma tem seu próprio negócio, e, por consequência, o cliente de uma acaba atraído pelo produto da outra. Faz quatro anos que essa parceria acontece e reúne várias especialidades autorais e artesanais em roupas femininas e acessórios para diferentes gostos.
A loja das primas fica ao lado do Pavilhão dos Pequenos Animais | Dani Villar/Especial/JC
A loja das primas fica ao lado do Pavilhão dos Pequenos Animais Dani Villar/Especial/JC
A Karoline Branco participa pela primeira vez com as primas. Ela é dona da The White Candles, uma perfumaria para ambientes que traz em seu catálogo velas, difusores, águas perfumadas e essências na sua mais nova coleção chamada Made In Brazil, que remete aos aromas do Brasil, como bergamota, café, coco, manga e bergamota. Essa mesma diversidade cultural é um dos aspectos que ela mais admirou como novata na feira. "O legal está sendo essa troca de experiência, de conhecer pessoas novas, do Brasil inteiro. Vem gente de todos os cantos do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso, Goiás, do Uruguai e Argentina", relata. A empreendedora também tem um ponto físico desde o ano passado na Galeria Champs Elysees, que fica na Rua 24 de Outubro, nº 435, loja 21.
É primeira vez de Karoline Branco, dona da The White Candles, vendendo na Expointer | Dani Villar/Especial/JC
É primeira vez de Karoline Branco, dona da The White Candles, vendendo na Expointer Dani Villar/Especial/JC
Já sua prima Flora Galvão, empreende desde 2016 e já fez parceria com as parentes em anos anteriores, mas, nesta edição, está apenas expondo seu negócio especializado em couros exóticos. Com bolsas e calçados que utilizam matérias-primas como couro de cobra python e do peixe pirarucu, ela destaca que o pescado é amplamente consumido na Amazônia, onde a pele, que antes era descartada e poluía os rios, virou uma fonte de renda sustentável. Flora também tem uma loja física que leva seu nome e fica na Rua Florêncio Ygartua, nº 105.
Flora Galvão expõe, junto às suas primas, calçados e bolsas com couros exóticos | Dani Villar/Especial/JC
Flora Galvão expõe, junto às suas primas, calçados e bolsas com couros exóticos Dani Villar/Especial/JC
Na mesma rua, no número 180, fica o espaço de Vera Schneider, proprietária da Benta Casa, negócio que nasceu em 2016 e trabalha com itens para o lar e uso pessoal em couro. Seu catálogo inclui jogos americanos estampados com animais como vaca e cavalo, além de porta-guardanapos, porta-papel higiênico e nécessaires. Assim como suas primas, o trabalho de Vera é 100% autoral, criado e feito por ela mesma, sem processos industrializados.

Vinda de Canoas, Patrícia, do Patrícia Kuywen, do Yven Studio Art comercializa biojoias autorais de cerâmica e porcelana. Ex-estatística que migrou para o artesanato há um ano, ela molda as peças à mão com argila úmida, que vão ao forno em temperaturas que chegam a 1240° até atingirem o aspecto vidrado. Depois desse processo, elas transformam o material em joias exclusivas em harmonia com metais, couros e cordas.
Patricia Kuywen faz biojoias de cerâmica e porcenala na Yven Studio Art | Dani Villar/Especial/JC
Patricia Kuywen faz biojoias de cerâmica e porcenala na Yven Studio Art Dani Villar/Especial/JC
"Eu trabalhava só com números, mas resolvi fazer uma transição de carreira, mudar totalmente. Estou bem impressionada com o movimento desta edição, a gente percebeu que a feira em si como um todo está maior, e isso reflete em mais pessoas entrando na loja também", observa a prima, que também possui ateliê em casa e vende seus produtos no e-commerce.

Já a integrante que vende há mais tempo na Expointer, Silvana Frederich, é de São Borja, onde também possui sua loja, a Campesina Gally. Formada em moda, Silvana produz camisaria e bombachas femininas utilizando a técnica de costura com favos, a qual ela patenteou. Seu trabalho possui grande reconhecimento, já tendo sido premiado como destaque na Expointer. Ela diz que a veia empreendedora da família é fruto da criatividade. "Nossa família é muito criativa. E cada um tem um produto legal e que atrai o público. Nós fomos convidadas a participar porque os nossos produtos são diferenciados", orgulha-se.
Silvana Frederich, empreendedora à frente da Campesina Gally, se diz pioneira na confeccção de roupas de favo | Dani Villar/Especial/JC
Silvana Frederich, empreendedora à frente da Campesina Gally, se diz pioneira na confeccção de roupas de favo Dani Villar/Especial/JC
Nesta edição, além da percepção de um movimento maior, as primas comemoram a nova localização. Se antes ficavam em um espaço mais restrito e escuro próximo aos búfalos, onde não era possível observar a vitrine, hoje elas ocupam um ponto mais visível no centro da feira, bem ao lado frente do Pavilhão dos Pequenos Animais.