Júlia Fernandes

Júlia Fernandes Repórter


Agenda

Há 22 anos no Menino Deus, Bar do Alexandre realiza vaquinha para cobrir prejuízos de incêndio

O fogo foi provocado por uma pane na fritadeira do estabelecimento
Operando há 22 anos no bairro Menino Deus, o Bar do Alexandre pegou fogo na última semana. O incêndio teve início por volta das 19h do dia 5 de agosto, na cozinha do local. Segundo Alexandre Kohls, proprietário do estabelecimento, o fogo foi provocado por uma pane na fritadeira e se espalhou rapidamente pela coifa acima do equipamento, afetando toda a cozinha do bar.

Apenas uma funcionária trabalhava na cozinha do local no momento do incêndio, que não deixou feridos. Apesar disso, a cozinha inteira da operação foi impactada, com perdas estruturais, de materiais e equipamentos. “O prejuízo ainda não foi avaliado. Nesta semana, foi realizada a perícia e uma vistoria do seguro”, contextualiza Alexandre. Prevendo os prejuízos, apoiadores e clientes do bar se reuniram para organizar um financiamento coletivo, através do site Vakinha. A meta é de R$ 30 mil, e as doações serão destinadas à reconstrução do local

“O bar tem muitos amigos, que eu quase chamo de sócios, porque são os parceiros que estão todos os dias aqui”, reconhece o proprietário, agradecido pela ação dos clientes em realizar a vaquinha. “O Bar do Alexandre existe desde 2004. A proposta sempre foi ser um boteco de bairro”, explica.
Operando há 22 anos no bairro Menino Deus, o Bar do Alexandre pegou fogo na última semana. O incêndio teve início por volta das 19h do dia 5 de agosto, na cozinha do local. Segundo Alexandre Kohls, proprietário do estabelecimento, o fogo foi provocado por uma pane na fritadeira e se espalhou rapidamente pela coifa acima do equipamento, afetando toda a cozinha do bar.

Apenas uma funcionária trabalhava na cozinha do local no momento do incêndio, que não deixou feridos. Apesar disso, a cozinha inteira da operação foi impactada, com perdas estruturais, de materiais e equipamentos. “O prejuízo ainda não foi avaliado. Nesta semana, foi realizada a perícia e uma vistoria do seguro”, contextualiza Alexandre. Prevendo os prejuízos, apoiadores e clientes do bar se reuniram para organizar um financiamento coletivo, através do site Vakinha. A meta é de R$ 30 mil, e as doações serão destinadas à reconstrução do local

“O bar tem muitos amigos, que eu quase chamo de sócios, porque são os parceiros que estão todos os dias aqui”, reconhece o proprietário, agradecido pela ação dos clientes em realizar a vaquinha. “O Bar do Alexandre existe desde 2004. A proposta sempre foi ser um boteco de bairro”, explica.
LEIA TAMBÉM > Tradicional restaurante da Rodoviária de Porto Alegre celebra 30 anos e passa por sucessão familiar

Antes de apostar no negócio próprio, Alexandre atuava como garçom em um estabelecimento no Centro de Porto Alegre. “Estava um pouco cansado do Centro e queria um lugar mais tranquilo”, conta o empreendedor, que já havia morado no Menino Deus e decidiu apostar no bairro para abrir o bar. “A ideia era essa proposta bem focada no bairro, na comunidade local.”

O ponto na esquina das ruas Saldanha Marinho e Gonçalves Dias faz parte da história do bairro. Segundo o empreendedor, antes mesmo de o Bar do Alexandre ocupar o local, o ponto já abrigava outro negócio há 83 anos. “Sempre foi um lugar de encontro, era um secos e molhados, aqueles armazéns antigos. Então, sempre foi um ponto de referência da comunidade”, resume Alexandre, sobre a história do local.

O legado da esquina seguiu quando o empreendedor tomou o ponto. Operando das 11h à meia-noite de forma ininterrupta, o local servia pratos feitos e à la minutas o dia inteiro. “Nesses 22 anos, a gente fez muitos clientes, amigos. O próprio Bloco do Cururu nasceu aqui e, agora, essa galera toda está ajudando. Isso dá força para seguir depois de uma tragédia dessas”, afirma.
LEIA TAMBÉM > Mãe e filho abrem restaurante que mistura diferentes culturas em Porto Alegre

A ideia é reabrir o negócio em até dois meses. Segundo Alexandre, o verão é um período de alta no movimento, já que a maioria das mesas fica espalhada na calçada do estabelecimento.