Localizada na Zona Sul de Porto Alegre, a recém-inaugurada Casa Viva busca operar como um ecossistema de convivência, colaboração e crescimento, sob um viés de impulsionamento feminino. Funcionando através de três frentes, a arte, o bem-estar e as conexões, o novo ambiente de encontro para comunidades tem um propósito, em que tanto o empreendedorismo quanto essas três frentes se conectem de forma orgânica.
A escolha das frentes de operação da Casa Viva não é aleatória, já que acompanha o histórico de cada uma de suas três fundadoras. Juliane Mousquer, artista com ateliê próprio, Eliana Mensch, psicóloga, e Florinda Gabaldón, mentora estratégica de marca e negócios, formam o trio de empreendedoras à frente do negócio.
Eliana e Juliane já administravam um projeto paralelo de roda de conversa entre mulheres. Com o tempo, elas viram a necessidade de um espaço próprio para essa ideia. Já Florinda entrou na sociedade como mentora estratégica. As três enfatizam a iniciativa como um espaço de acolhimento para combater a solidão, principalmente para empreendedoras.
"Aqui, elas se conectam não só para uma troca, mas para ir para novos projetos. Desde o que deu errado, o que deu certo e como a gente pode se ajudar", explica Juliane.
Segundo as fundadoras, o espaço busca impulsionar um equilíbrio entre o pessoal e o profissional, promovendo eventos, rodas de conversa, vivências artísticas, espaços de trabalho colaborativos, operando sempre conforme o conceito de netweaving, que vai contra os tradicionais pitchs de 30 segundos, segundo Florinda.
"Networking fala de conexões de trabalho. Netweaving é um novo conceito que nós acolhemos muito, porque são conexões em rede, como em um tecido", conta.
Até o momento, a agenda mensal da Casa Viva realizou mais de 15 eventos, que reuniram em torno de 100 pessoas. Entre os destaques da programação estão o Chimarrão com estratégia, a Oficina Artística para Mulheres, com pintura de taças, e a Roda de Conversa. As empreendedoras afirmam que o estabelecimento não descarta a presença masculina. No entanto, possui uma essência feminina em seu ecossistema vivo.
Entre as atividades da Casa, se destacam as oficinas com foco na arte, como a de pintura em taças, ministrada por Juliane.
Manuela Cassano/Especial/JC
"A gente começou a se conectar com outras mulheres e começou a ver que a gente precisa continuar conversando, falando, trocando, porque é uma necessidade do universo feminino", explica Eliana.
Promoção do empreendedorismo
A Casa Viva apresenta em seus cômodos mais do que locais de acolhimento e pertencimento. Os espaços buscam fomentar o empreendedorismo autoral formando um showroom. Os produtos não estão só à venda, mas compõem o ambiente da casa, como decoração.
"Quando o cliente entra aqui, ele não é direcionado a olhar o meu produto. Ele é direcionado a olhar a casa, a conhecer a casa. E aí talvez ele se conecte", detalha Juliane.
Os produtos da marca de Juliane ficam expostos na sala principal
Manuela Cassano/Especial/JC
Entre as marcas expostas na Casa Viva se destacam a Lucente, que integra a iluminação dos cômodos com suas luminárias e o Laboratório Criativo, com trabalhos em macramê.
Já entre as salas do estabelecimento, existem espaços destinados ao uso de outros profissionais, principalmente na área do bem-estar. Atualmente, já integram o ambiente profissionais de nutrição, fonoaudiologia e laserterapia, além de Eliana, que estabeleceu seu consultório no local.
Entre os ambientes, existe uma sala que pode ser utilizada para diversos atendimentos na área do bem-estar
Manuela Cassano/Especial/JC
"Se uma vai bem, todo mundo vai bem. Nós, juntas, criamos uma força. Todo mundo vai se ajudar e vai ir bem", compartilha Juliane.
Por mais que as atividades da casa operem muitas vezes sob sistema de inscrições, as empreendedoras destacam que o local busca funcionar em formato de portas abertas. "A casa tem muito essa proposta de estar aberta para quem precisar ou para quem quiser chegar, até mesmo para uma informação", conta Eliane.
Prospecções futuras
Entre os planos para o futuro do negócio, as amigas e sócias destacam a expansão da área externa, para aproveitar todo o potencial ao ar livre e a reforma do espaço de uma das salas, visando potencializar maior variedade de usos do local, inclusive com atividades físicas, como a yoga.
Juliane destaca que todo esse ecossistema tem como premissa inicial fomentar a movimentação da zona sul da capital.
"Nossa ideia é que nós potencializemos a Zona Sul. Que as pessoas venham para a Zona Sul ou que as pessoas se mantenham na Zona Sul", detalha Juliane.
Endereço e horário de funcionamento
A Casa Viva está localizada na avenida Saul Nonnenmacher, n°117, Ipanema. O estabelecimento opera das 9h às 18h, de segunda-feira a sábado.