Apenas 15 anos e mais de 3 mil brownies vendidos em menos de 90 dias: esses são alguns números que ajudam a entender a ascensão que vem sendo vivida pela adolescente Maria Amélia Comas, dona do Brownie da Memé (@brownie_da_meme). O sobrenome e o talento vêm de uma família de mão cheia: Maria Amélia é neta de Aninha Comas, renomada cozinheira de Porto Alegre que lhe ensinou a receita, e filha de Maria Eduarda Comas, artista visual que também auxilia no preparo dos doces.
O começo, aliás, foi ainda mais cedo, com 9 anos. A pequena Memé, como é carinhosamente chamada pela família, já produzia fornadas de brownies nessa idade. Acompanhando os dotes culinários da avó ao longo da infância, os bolinhos destinavam-se inicialmente aos colegas de escola e parentes, este último grupo responsável por garantir as primeiras vendas e a primeira remuneração de Maria Amélia, usada para comprar suas bonecas.
O começo, aliás, foi ainda mais cedo, com 9 anos. A pequena Memé, como é carinhosamente chamada pela família, já produzia fornadas de brownies nessa idade. Acompanhando os dotes culinários da avó ao longo da infância, os bolinhos destinavam-se inicialmente aos colegas de escola e parentes, este último grupo responsável por garantir as primeiras vendas e a primeira remuneração de Maria Amélia, usada para comprar suas bonecas.
Maria Amélia, Aninha Comas e Maria Eduarda são as responsáveis pelo Brownie da Memé
FABIOLA CORREA/JC
"Todos os colegas diziam assim: 'ah, lanche coletivo, tem brownie da Memé'. Era uma loucura o tal do brownie", recorda a mãe, da época em que a marca já possuía até um perfil criado, logotipo e adesivos próprios, mas ainda não havia alçado voos maiores.
Debutando no empreendedorismo
Foi durante uma viagem de comemoração de seus 15 anos à Europa, quando debutou e participou ao lado da avó de um curso de um dia na Le Cordon Bleu, em Paris, que Memé teve a certeza de que queria seguir na gastronomia profissionalmente.
No fim de 2025, buscando estruturar a profissionalização da marca no mercado, a família passou a pensar em detalhes burocráticos, como alvará de saúde, notas fiscais e demais questões necessárias para dar suporte à jovem, que ainda está no colégio.
Eis que, em fevereiro deste ano, decidiram oferecer o produto a uma cafeteria de Porto Alegre que vendia brownies semelhantes aos de Memé, mas sofreram uma negativa.
No fim de 2025, buscando estruturar a profissionalização da marca no mercado, a família passou a pensar em detalhes burocráticos, como alvará de saúde, notas fiscais e demais questões necessárias para dar suporte à jovem, que ainda está no colégio.
Eis que, em fevereiro deste ano, decidiram oferecer o produto a uma cafeteria de Porto Alegre que vendia brownies semelhantes aos de Memé, mas sofreram uma negativa.
Brownie de brigadeiro é o carro-chefe, enquanto o de branquinho está prestes a ser lançado
FABIOLA CORREA/JC
"A gente levou uma amostra, eles gostaram do brownie, mas não queriam trocar de fornecedor, então decidimos ir para o colégio", diz Maria Eduarda, sobre a mudança para o Bar do Zé, no Colégio Farroupilha, onde Maria Amélia estuda.
Febre no recreio
Na escola, o resultado foi surpreendente. No primeiro dia de venda, em 16 de março, os 15 brownies produzidos pela menina saíram rapidamente do expositor.
"Em 5 minutos, já tinha esgotado tudo", lembra Memé, do sucesso que resultou em 500 brownies comercializados em apenas duas semanas.
Hoje, além do Bar do Zé — onde são entregues cerca de 150 unidades por semana —, os brownies estão disponíveis no Bar da Piscina, na Associação Leopoldina Juvenil, com o aval do chef Volmir, na Cantina do Colégio Província de São Pedro, na loja física da avó e também por encomendas e delivery via iFood.
Hoje, além do Bar do Zé — onde são entregues cerca de 150 unidades por semana —, os brownies estão disponíveis no Bar da Piscina, na Associação Leopoldina Juvenil, com o aval do chef Volmir, na Cantina do Colégio Província de São Pedro, na loja física da avó e também por encomendas e delivery via iFood.
Maria Amélia divide a rotina de produção dos doces com o colégio
FABIOLA CORREA/JC
Uma das maiores demandas — e desafios — que a família encontrou foi durante a Páscoa. O aumento dos pedidos, somado ao período de provas de Maria Amélia, fez com que a família toda colocasse a mão na massa para não deixar os clientes na mão.
"Foi uma loucura. Era encomenda atrás de encomenda, e ela estava entrando na semana de provas. Aí eu olhei para ela e disse: 'não te preocupes, eu vou te abraçar'. Então, os dias foram assim: eu na cozinha, ela estudando, e nós fazendo brownies das 10h às 22h", rememora.
Receita para o futuro
Apesar da idade, Maria Amélia já tem seu horizonte traçado na ponta do lápis. Memé quer seguir o legado da avó, mas com foco em doces, já que Aninha é especialista em pratos salgados e tem, desde 1982, uma loja de alimentos congelados que leva seu nome no bairro Auxiliadora.
A adolescente soube que queria se profissionalizar na gastronomia depois de participar de um curso na Le Cordon Bleu, em Paris, na França
FABIOLA CORREA/JC
A menina quer se formar em gastronomia, viajar o mundo para experimentar diferentes culturas e culinárias e abrir uma doceria no futuro. No curto prazo, a família busca expandir os sabores de brownie, que, segundo Maria Amélia, exigem várias fornadas de testes até bater o martelo, já que ela utiliza a textura fudgy, característica que garante um brownie mais cremoso e úmido. Além disso, alcançar novos pontos comerciais para revenda também está nos planos — atualmente, o brownie é vendido aos lojistas por R$ 10,00. Para a volta às aulas, no segundo semestre, a marca terá novidades: receita de branquinho feita com leite condensado.

