Em 2026, a Rota das Cafeterias chega a um recorde ao reunir 39 negócios. Só no último ano, em quatro meses de ação, foram movimentados R$ 300 mil nos cafés locais, com um público aproximado de 1,5 mil pessoas.
Para participar da ação, é necessário realizar a aquisição de um passaporte da Rota das Cafeterias. Cada estabelecimento participante tem um selo, que será adicionado no passaporte do cliente, no momento em que ele realiza a compra de um café no local inserido na rota. O participante que, até o fim de novembro, completar o passaporte com os adesivos das 39 cafeterias, leva um kit com café e caneca exclusivos e outros brindes de apoiadores da ação. Durante o Caféstival, o passaporte foi comercializado por R$ 25,00. Para o público que não realizou a compra durante o evento, alguns cafés participantes ainda estão realizando a venda.
A proposta da iniciativa é explorar locais dedicados exclusivamente aos cafés de especialidade. Este ano, há negócios que participam da ação pela primeira vez, entre eles o La Stella, cafeteria e microtorrefação.
A proposta da iniciativa é explorar locais dedicados exclusivamente aos cafés de especialidade. Este ano, há negócios que participam da ação pela primeira vez, entre eles o La Stella, cafeteria e microtorrefação.
A história do La Stella Cafés Especiais e Criações Artesanais já tem alguns anos. O sonho do negócio iniciou há pelo menos 10 anos, quando, em 2015, Maristela Tamborindeguy França, o marido e seus três filhos passaram um ano na Espanha. “Trabalhei 30 anos na área da saúde, como fonoaudióloga. Quando fiz meu doutorado, fomos morar na Espanha e lá aprendemos a ter o hábito dos cafés”, conta Maristela, uma das sócias do La Stella.
Além dela, suas filhas, Antônia e Laura Tamborindeguy França também comandam o negócio. Laura, a filha mais velha, é psicóloga e hoje atua na parte administrativa do café. Já Antônia, estudante de nutrição, faz parte da operação ao lado da mãe, além de toda a produção.
“Na Espanha, percebemos que o pessoal tinha essa cultura dos encontros em cafés. Na cidade onde estávamos, era uma galera mais velha que realizava esses momentos de troca e gostávamos muito de presenciar”, lembra Antônia.
Após um ano no país estrangeiro, a família retornou para o Brasil, mas a semente do negócio próprio já havia sido plantada. “Voltamos para a cidade outras vezes para matar a saudade e encontrar nossos amigos de lá nos cafés”, comenta Maristela, afirmando que sempre teve o desejo de investir no segmento.
Em 2019, a família passou a estudar sobre cafés especiais e entender de que forma poderiam dar o primeiro passo do negócio. “Nós fomos muito inspiradas por marcas como a Willians and Sons, entre outras torrefações de Porto Alegre”, destaca Maristela, que teve que adiar o sonho com a chegada da pandemia de Covid-19.
“Na Espanha, percebemos que o pessoal tinha essa cultura dos encontros em cafés. Na cidade onde estávamos, era uma galera mais velha que realizava esses momentos de troca e gostávamos muito de presenciar”, lembra Antônia.
Após um ano no país estrangeiro, a família retornou para o Brasil, mas a semente do negócio próprio já havia sido plantada. “Voltamos para a cidade outras vezes para matar a saudade e encontrar nossos amigos de lá nos cafés”, comenta Maristela, afirmando que sempre teve o desejo de investir no segmento.
Em 2019, a família passou a estudar sobre cafés especiais e entender de que forma poderiam dar o primeiro passo do negócio. “Nós fomos muito inspiradas por marcas como a Willians and Sons, entre outras torrefações de Porto Alegre”, destaca Maristela, que teve que adiar o sonho com a chegada da pandemia de Covid-19.
“Sempre gostamos de cozinhar em casa e tínhamos o costume de consumir produtos artesanais. Na pandemia, isso aumentou muito, tudo que podíamos produzir em casa e não comprar a gente fazia”, explica Antônia, assumindo que o primeiro produto da marca La Stella surgiu de forma não proposital e quase como uma consequência da época.
Na parte dos salgados, o carro-chefe é a Torta de Redinha, por R$ 22,00
JÚLIA FERNANDES/ESPECIAL/JC
O negócio surgiu com a produção de granolas e, em 2020, antes das granolas salgadas se popularizarem nos supermercados, a família passou a vender o produto por WhatsApp e Instagram. “Foi um sucesso, e a gente sempre priorizou por insumos de qualidade”, destaca Maristela, afirmando que o momento deu às sócias uma bagagem de empreendedorismo familiar.
Com as vendas online crescendo, as empreendedoras passaram a ter alguns desafios relacionados ao volume de produção e foi necessário pisar no freio, antes de dar um passo maior e não planejado. Após dois anos de marca, em 2024, Maristela decidiu se afastar de forma definitiva da área da saúde e se dedicar totalmente à marca da família.
“Nesse mesmo ano, compramos o torrefador e começamos a torrar café. A partir daí, passamos a comercializar além das granolas, os cafés especiais”, conta Maristela. Segundo Antônia, desde o início do negócio, a marca tinha um propósito bem estabelecido. “Decidimos trabalhar só com produtos que realmente fizessem sentido para a gente e com pequenos produtores de cafés especiais. Inclusive, um dos nossos produtores atuais está com a gente desde o início, o Ivan Santana”, comenta a empreendedora, sobre o produtor premiado da cidade de Cabo Verde, no sul de Minas Gerais.
A virada de chave
Em 2025, mesmo ainda sem ponto físico, o La Stella participou pela primeira vez do Caféstival. “Foi a primeira participação e vendemos todo o café que levamos. Este ano fomos mais preparados e sentimos que, a cada edição, o nosso trabalho é mais validado”, observa Maristela. “Foi muito importante para nós, porque tivemos esse reconhecimento e percebemos que estávamos no caminho certo”, complementa Antônia.
Meses após a participação do evento, em novembro, a família alugou o ponto onde o café opera hoje, no bairro Auxiliadora. Além da cafeteria, o espaço abriga a microtorrefação do La Stella, que funciona no segundo andar do espaço. O cardápio conta com opções de doces e salgados, todos produzidos de forma artesanal por Antônia e Maristela.
Meses após a participação do evento, em novembro, a família alugou o ponto onde o café opera hoje, no bairro Auxiliadora. Além da cafeteria, o espaço abriga a microtorrefação do La Stella, que funciona no segundo andar do espaço. O cardápio conta com opções de doces e salgados, todos produzidos de forma artesanal por Antônia e Maristela.
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Na parte dos salgados, pães de queijo, muffin de espinafre e o carro-chefe, a Torta de Redinha, estão entre as opções que variam entre R$ 10,00 e R$ 22,00. "A torrada leva esse nome, porque, quando a Antônia era pequena, ela pedia a 'torrada de redinha', que é quando o queijo espicha muito e forma uma redinha", explica Maristela, comentando que todas as opções do cardápio contam um pouco das histórias da família.
Na parte dos doces está o brigadeiro de parmesão, receita da mãe de Maristela que leva chocolate branco e queijo parmesão é o destaque. Já os cafés do local contam com diferentes técnicas de preparo. As opções como espresso, ristretto e o lungo partem de R$ 10,00.
"É a primeira vez que participamos da Rota das Cafeterias e estamos muito animadas com o público, que já estamos recebendo. Um dos nossos pontos fortes aqui, além dos cafés, é a hospitalidade e esperamos que o público se sinta em casa", conclui Maristela.
Endereço e horário de funcionamento:
O La Stella Caffè está localizado na rua Anita Garibaldi, nº 694, no bairro Auxiliadora. O café opera de terça a sábado, das 9h às 18h.

