Em vias da tão esperada 41ª Maratona Internacional de Porto Alegre, que acontece nos dias 30 e 31 de maio, negócios da Capital aproveitam o gancho da corrida para surfar na onda da competição, que espera receber cerca de 30 mil atletas vindos de todos os estados do Brasil e de 26 países.
Para se ter ideia, somente em 2025, a cidade sediou 91 provas e chegou a ter mais de 128,4 mil participantes — mais que o dobro de competições em relação ao ano anterior. Neste ano, o calendário já conta com 77 corridas de rua previstas.
A expansão desse nicho foi tanta que o crescimento da modalidade levou à aprovação da Lei 271/2025, em agosto do ano passado, oficializando Porto Alegre como a Capital da Corrida de Rua.
Embora o estirão seja recente, há quem já venha preparando entusiastas para competir no esporte há 21 anos. Com uma trajetória que começou com treinos na esteira e culminou em agrupar dezenas de pessoas para correr no Parcão e na Redenção, o Clube da Endorfina (@clubedaendorfina), equipe de corrida e centro de treinamento funcional, nasceu do estilo de vida do treinador Gabriel Espindôla.
Atleta de elite do ciclismo pelo Grêmio Náutico Gaúcho, ele migrou para o triatlo e, a partir daí, conheceu a corrida. No início, com expertise da bicicleta, deu aulas de spinning na academia da Associação Leopoldina Juvenil, mas logo direcionou seus esforços para a corrida. Ele conta que, em dias de chuva, os treinos se limitavam à esteira. Já em dias de sol, a comitiva queria ir para a rua, deslocando-se para os parques da cidade.
“A partir disso, percebi que existia uma necessidade: o pessoal queria um treino mais aprimorado, mais orientação. Não só aquela aula do dia a dia, as pessoas queriam correr também nos fins de semana”, conta o treinador.
O negócio, que foi um dos pioneiros nesse formato de grupos de corrida em Porto Alegre, estima que mais de 1 mil alunos já passaram pelo projeto. Para a maratona que se aproxima, “praticamente todo mundo” irá competir, inclusive quem ainda não tem familiaridade com o esporte.
Para se ter ideia, somente em 2025, a cidade sediou 91 provas e chegou a ter mais de 128,4 mil participantes — mais que o dobro de competições em relação ao ano anterior. Neste ano, o calendário já conta com 77 corridas de rua previstas.
A expansão desse nicho foi tanta que o crescimento da modalidade levou à aprovação da Lei 271/2025, em agosto do ano passado, oficializando Porto Alegre como a Capital da Corrida de Rua.
Embora o estirão seja recente, há quem já venha preparando entusiastas para competir no esporte há 21 anos. Com uma trajetória que começou com treinos na esteira e culminou em agrupar dezenas de pessoas para correr no Parcão e na Redenção, o Clube da Endorfina (@clubedaendorfina), equipe de corrida e centro de treinamento funcional, nasceu do estilo de vida do treinador Gabriel Espindôla.
Atleta de elite do ciclismo pelo Grêmio Náutico Gaúcho, ele migrou para o triatlo e, a partir daí, conheceu a corrida. No início, com expertise da bicicleta, deu aulas de spinning na academia da Associação Leopoldina Juvenil, mas logo direcionou seus esforços para a corrida. Ele conta que, em dias de chuva, os treinos se limitavam à esteira. Já em dias de sol, a comitiva queria ir para a rua, deslocando-se para os parques da cidade.
“A partir disso, percebi que existia uma necessidade: o pessoal queria um treino mais aprimorado, mais orientação. Não só aquela aula do dia a dia, as pessoas queriam correr também nos fins de semana”, conta o treinador.
O negócio, que foi um dos pioneiros nesse formato de grupos de corrida em Porto Alegre, estima que mais de 1 mil alunos já passaram pelo projeto. Para a maratona que se aproxima, “praticamente todo mundo” irá competir, inclusive quem ainda não tem familiaridade com o esporte.
A corrida é para todo mundo
Essa premissa só se torna possível pois o treinador idealizou uma turma separada para iniciantes, com o objetivo de quebrar a barreira do medo e da frustração de quem acha que “não é capaz de correr”.
“O aluno vai encontrar, principalmente, pessoas que também estão começando. Por isso, o sistema é mais light, mais tranquilo, até as conversas são outras. A ideia é que a pessoa evolua no tempo dela: começa com caminhada, corridinhas bem curtas, e o processo vai evoluindo até progredir para a turma convencional”, destaca.
Gabriel enfatiza que a modalidade funciona como uma “porta de entrada” para quem está começando. Na maratona gaúcha, esse grupo vai encarar os 5 km e os 10 km, enquanto os mais experientes disputarão as provas de 21 km e 42 km.
Para que tudo ocorra da melhor forma, o Clube da Endorfina desenvolveu sua própria metodologia e estrutura de treinamento. O treinador acredita em um modelo humanizado que, embora utilize métricas e planilhas como as demais assessorias de corrida, não segue uma "receita de bolo".
“Não existe um treino perfeito. O mais importante é estar conectado com as pessoas. Cada indivíduo precisa ser enxergado de forma única naquele momento. Pode até fazer a mesma distância, mas não vai ser o mesmo treino”, explica.
Além da corrida, o clube conta com um CT funcional na rua Miguel Tostes. O espaço atende tanto corredores quanto o público em geral, como pessoas incentivadas a treinar por recomendação médica.
“Senti a necessidade de ter um treino diferente da academia de musculação, onde os aparelhos apenas simulam os movimentos. Vem gente treinar que não necessariamente quer praticar corrida, tem o pessoal da vizinhança, que quer apenas se exercitar com boa orientação, aqueles alunos que chegam por indicação de fisioterapeuta", pontua o treinador.
“O aluno vai encontrar, principalmente, pessoas que também estão começando. Por isso, o sistema é mais light, mais tranquilo, até as conversas são outras. A ideia é que a pessoa evolua no tempo dela: começa com caminhada, corridinhas bem curtas, e o processo vai evoluindo até progredir para a turma convencional”, destaca.
Gabriel enfatiza que a modalidade funciona como uma “porta de entrada” para quem está começando. Na maratona gaúcha, esse grupo vai encarar os 5 km e os 10 km, enquanto os mais experientes disputarão as provas de 21 km e 42 km.
Para que tudo ocorra da melhor forma, o Clube da Endorfina desenvolveu sua própria metodologia e estrutura de treinamento. O treinador acredita em um modelo humanizado que, embora utilize métricas e planilhas como as demais assessorias de corrida, não segue uma "receita de bolo".
“Não existe um treino perfeito. O mais importante é estar conectado com as pessoas. Cada indivíduo precisa ser enxergado de forma única naquele momento. Pode até fazer a mesma distância, mas não vai ser o mesmo treino”, explica.
Além da corrida, o clube conta com um CT funcional na rua Miguel Tostes. O espaço atende tanto corredores quanto o público em geral, como pessoas incentivadas a treinar por recomendação médica.
“Senti a necessidade de ter um treino diferente da academia de musculação, onde os aparelhos apenas simulam os movimentos. Vem gente treinar que não necessariamente quer praticar corrida, tem o pessoal da vizinhança, que quer apenas se exercitar com boa orientação, aqueles alunos que chegam por indicação de fisioterapeuta", pontua o treinador.
Boom é consequência da nova geração
Para Gabriel, os jovens vêm ditando a regra e, junto ao período pós-pandemia — marcado pela busca por atividades físicas e qualidade de vida —, formam o público massivo dessa nova onda de atletas. Ele define a corrida como a “nova balada”, ou seja, o esporte está substituindo gradualmente a vida noturna.
“Hoje, até tem algumas casas noturnas em Porto Alegre, mas são poucas e tudo termina cedo. Na nossa época, o jovem ficava na balada até 4h, 5h. Hoje, nesse horário, ele está acordando pra treinar. A orla do Guaíba já está lotada cedo, principalmente aos sábados. E não é só treino, virou um estilo de vida, uma comunidade. Eles trocam conexões, tomam um café depois, criam amizade, viajam para provas”, observa.
“Hoje, até tem algumas casas noturnas em Porto Alegre, mas são poucas e tudo termina cedo. Na nossa época, o jovem ficava na balada até 4h, 5h. Hoje, nesse horário, ele está acordando pra treinar. A orla do Guaíba já está lotada cedo, principalmente aos sábados. E não é só treino, virou um estilo de vida, uma comunidade. Eles trocam conexões, tomam um café depois, criam amizade, viajam para provas”, observa.
Impacto da Maratona Internacional de Porto Alegre
Um ciclo de preparação de 16 semanas — envolvendo treinos, acompanhamento nutricional e encontros temáticos — marca os primeiros seis meses do ano dos maratonistas porto-alegrenses. Isso porque a principal prova da Capital exige dedicação exclusiva por parte dos atletas.
“O mundo da corrida vive muito pela Maratona Internacional de Porto Alegre. O primeiro semestre todo é de preparação para ela. Basta ver o quanto movimenta a hotelaria, é algo muito grande. No ano passado, se não me engano, havia mais paulistas nos 42 km do que gaúchos”, afirma o treinador.
“O mundo da corrida vive muito pela Maratona Internacional de Porto Alegre. O primeiro semestre todo é de preparação para ela. Basta ver o quanto movimenta a hotelaria, é algo muito grande. No ano passado, se não me engano, havia mais paulistas nos 42 km do que gaúchos”, afirma o treinador.
Durante as corridas de rua dos dias 30 e 31 de maio, como forma de incentivar os competidores, o Clube da Endorfina montará stands com bolos, pizzas e até quentão ao longo do percurso, permitindo que amigos e familiares ofereçam apoio aos corredores.
Iniciativa que promove corridas coletivas em Porto Alegre se destaca por engajamento com grandes marcas
A Salve Corre, parceiira da Maratona Internacional de Porto Alegre, já possui grandes nomes do mercado como patrocinadores em apenas dois anos de operação
Salve Corre é uma iniciativa que propõe promover a leveza no universo do esporte a partir de corridas coletivas que ocorrem todas as quintas-feiras em Porto Alegre. O projeto, que tem como base ser gratuito, acessível e recorrente, acontece há dois anos na Capital com um modelo de geração de valor diferenciado. Em pouco tempo, a iniciativa chamou a atenção de grandes marcas, principalmente por conta da boa aderência de público aos eventos.
As corridas da Salve Corre funcionam sob um modelo de crew, em que corredores amadores se unem para praticar o esporte. Essa prática se diferencia das assessorias esportivas, já que é um ambiente não competitivo e focado na construção de comunidade.
"Uma das vantagens desse negócio é que ele tem mobilidade. Geralmente, todo mundo vai entrar caminhando nos locais de partida. Então, não precisa entrar em carros, não vai precisar entrar estrutura, ou tenda", explica Luis Felipe Ogro, empreendedor à frente do negócio.
Os já tradicionais encontros ocorrem todas as quintas-feiras à noite, sendo abertos a pessoas com tipos diversos de condicionamento físico. Os pontos de encontro são definidos semanalmente e divulgados via Instagram. Atualmente, a equipe de organização conta com coordenadores, professores de educação física, pacers responsáveis por controlar o ritmo da corrida, junto a seguranças e ambulâncias em eventos que ultrapassam grandes quantidades de participantes.
Das bikes para a corrida
Com o objetivo de encontrar uma forma viável de atingir as marcas pela internet, surgiu a Salve Corre. Idealizada pelo também corredor, a iniciativa começou em 2024 com a promoção de corridas coletivas não competitivas. Luis Felipe já tinha experiências que relacionavam os segmentos do esporte e da internet, partindo da atuação no nicho das bicicletas.
Durante a pandemia de Covid-19, ele trabalhou como influencer de bikes, realizando compras, vendas e desempenhando o papel de mecânico. Foi após a pandemia, momento de saturação desse mercado, que Luís idealizou o novo projeto, em um contexto que, segundo ele, é um diferencial do seu negócio.
"Pensei que essa ideia pudesse dar certo, então, sem investir em nenhum recurso, criei esse negócio do zero, sem botar dinheiro do meu bolso", explica.
Modelo flexível de negócio
Sem nenhum tipo de investimento inicial, o negócio começou as suas atividades em um encontro com cerca de 20 corredores. Em poucas semanas, atingiu a média de 400 pessoas, número que acompanha os eventos da Salve até hoje.
Foi deste grande público e da reprodução das corridas no mundo digital que grandes marcas começaram a prestar atenção no projeto. Para o empreendedor, essas aproximações foram naturais e, muitas vezes, partiram do interesse das próprias empresas, que sentiam falta de uma comunidade organizada em Porto Alegre."Tratando a Salve como modelo de negócio, consegui criar ela na hora certa. Se eu não fizesse naquele momento, outra pessoa faria", avalia.
Hoje, as corridas funcionam como um modelo de negócios diretamente atrelado ao apoio dessas grandes marcas. O valor atual da empresa está constantemente relacionado ao acesso direto que ela proporciona a um público atento e engajado, os corredores.
"Corredor não é um público específico. Eu acho que o público corredor é basicamente todo o público hoje", pontua Luis Felipe.
Para o empreendedor, esse formato de negócio permite estratégias flexíveis, proporcionando diversas categorias de idealizações e parcerias. "Ofereço contrapartidas pras empresas que estão junto comigo, anualmente, semestralmente ou até para momentos pontuais." Segundo Luis Felipe, é possível desenvolver propostas específicas para a necessidade de cada cliente. Isso pode incluir desde a escolha de um bar específico para o encerramento da corrida até o fornecimento do mailing dos participantes dos eventos.
Estratégias na vida real
O Salve Corre conta com parceiras de grandes nomes do mercado, como Olympikus e Viação Ouro e Prata. Entre as formas mais frequentes de concretização de patrocínios e ações estão a concentração dos corredores, como é o caso de duas corridas realizadas recentemente para o aquecimento da Maratona Internacional de Porto Alegre, uma parceira oficial da organização. Esses eventos foram realizados a partir do BarraShoppingSul e contaram inclusive com ações específicas, como sorteios de itens.
Existem, também, estratégias de endomarketing, que se caracterizam por serem focadas no público interno de uma organização, como é o caso da relação comercial da organização com a Viação Ouro e Prata. Nesta ação, funcionários da empresa de transporte rodoviário formaram um time para correr junto com o grupo de corrida, ganhando visibilidade nas redes sociais da Salve.
Para Luis, o formato de operação da empresa proporciona várias oportunidades para o Salve Corre como marca, inclusive a possibilidade de sair da bolha do marketing digital e se estabilizar no mundo real.
"Acredito que o maior poder de garantir essa influência é saber que as pessoas vão estar lá presencialmente. Acredito que isso tem um peso muito grande para a marca. É saber que essas pessoas estão antenadas, estão ligadas nos anúncios, estão ligadas nas coisas que eu falo e confiam em mim para organizar esse trajeto", compartilha o empreendedor.
Marca aposta em meias personalizados para corredores
A Partenza Sports lançou recentemente meias temáticas para a Copa do Mundo 2026 para provar que o produto pode ir além da performance esportiva e também dialogar com o estilo
Não são apenas as avenidas que entram em movimento com as corridas de rua crescendo em larga escala. O Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, diz que o comércio gaúcho, por sua vez, age em harmonia. Os estudos apontam que 59,3% dos lojistas do setor esportivo identificam as provas de corrida como uma oportunidade de alavancar as vendas.
Reparando nesse movimento, nasceu a Partenza Sports (@partenza.sports), marca esportiva focada na criação de artigos para corredores, focada, principalmente, na venda de meias personalizadas. A loja pertence a Daniel Norato, que não tinha experiência no setor têxtil, mas já havia se aventurado no ramo gastronômico.
O empreendedor, que enxergou potencial no segmento, assumiu o desafio de construir algo com identidade própria e uma proposta diferente do que já era praticado dentro do mercado esportivo.
"Hoje, a corrida vai muito além do esporte: ela virou estilo de vida. Dentro desse universo, a meia deixou de ser apenas um acessório para se tornar parte essencial da experiência do corredor”, acredita Daniel.
A Partenza desenvolve meias personalizadas pensando nas necessidades reais de quem corre, como tecnologia, respirabilidade e ajuste adequado, mas sem abrir mão do design e da escolha do cliente.
"Enquanto muitas meias convencionais focam apenas no básico, nós entregamos um produto que também fortalece marcas, eventos e equipes, criando conexão e memória para quem usa”, argumenta o empreendedor.
A funcionalidade desses itens começa com a escolha do tamanho do cano. O proprietário explica que canos altos oferecem proteção, compressão e prevenção de atrito, enquanto os curtos são focados em leveza e discrição.
"Nosso objetivo é oferecer opções que atendam diferentes perfis de consumidores. Hoje, muitos corredores escolhem a meia também pela estética que ela agrega no look esportivo”, entende o CEO da marca.
Daniel percebe que a busca por saúde, qualidade de vida e bem-estar está muito mais forte, e a corrida acabou se tornando uma "atividade acessível” para diferentes públicos, já que a modalidade não exige equipamentos.
"Nós enxergamos esse movimento de forma muito positiva, porque ele fortalece todo o ecossistema do esporte", analisa.
De olho na Maratona (e na Copa)
Marcando presença com stands na Feira da Maratona, que acontece entre os dias 27 e 30 de maio no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, a marca apresentará uma novidade no quesito embalagem: as meias serão entregues em um baldinho, parecido com o de pipoca.
"A ideia da embalagem surgiu para transformar a entrega em uma experiência, não só um produto. Queríamos algo criativo, memorável e conectivo, dentro do universo descontraído da corrida, com um toque colecionável e compartilhável”, explica Daniel, da aposta no instagramável.
Visando o início da Copa do Mundo 2026, que começa em 11 de junho, a Partenza lançou meias temáticas para o Mundial. Essa coleção, segundo o CEO, nasceu justamente para mostrar que o artigo pode ir além da performance esportiva, conversando também com o estilo.
"O esporte continua sendo nossa essência, mas entendemos que hoje muitas pessoas usam peças esportivas também no dia a dia, como forma de expressão”, observa.
Como funciona o processo de criação das meias
Daniel define a personalização como uma das maiores valências da Partenza. Com colaboração mútua, ele explica que o penso da marca parte do pressuposto de que a criatividade e identidade visual do produto têm que caminhar lado a lado com a performance.
"Tudo começa pelo conceito da coleção ou do cliente, entendendo o propósito, o público e a mensagem. A partir disso, desenvolvemos o design e produzimos com foco em qualidade, conforto e durabilidade, e, por fim, cuidamos da experiência final, da embalagem à entrega, diz Gabriel, entendendo que o artigo precisa entregar não só funcionalidade, mas também uma espécie de elo com quem o veste.
Expectativas em 2026
Para agregar à discussão, o nicho esportivo que se popularizou nas redes sociais também vem digitalizando o varejo para que ele acompanhe o corredor. A pesquisa da entidade lojista mostra, ainda, que 76% das lojas possuem presença online, com o Instagram e o WhatsApp sendo os canais mais efetivos, com mais de 72% de conversão, superando sites próprios. Isso se dá, segundo a pesquisa, pela força do chamado social commerce, nome dado a prática na qual o consumidor adquire produtos diretamente pelas redes sociais e prefere uma interação mais direta e personalizada, sem rodeios.
"Nosso atendimento é 100% humano, você não fala com chat automático, jamais”, assegura Daniel. No site da marca, é possível comprar direto, como um ecommerce normal, ou ser redirecionado ao Whatsapp. As meias mais simples, de cano curto, partem de R$ 19,90 e vão até os meiões aeróbicos, de cano alto, que chegam a R$ 54,90. Na vitrine, ainda é possível encontrar macaquinhos, tops, leggings, croppeds, camisetas, shorts, garrafas, bonés, cintos e outros acessórios de corrida.
A Partenza, segundo o empreendedor, já atendeu desde corredores individuais até grandes eventos e empresas, e, embora o Rio Grande do Sul seja um mercado forte — onde a marca já está consolidada — a procura de outros CEPs cresce diariamente. "Hoje, já nos vemos ganhando espaço em diferentes regiões do Brasil, o que mostra que existe uma demanda nacional por produtos personalizados com identidade, qualidade e propósito”, projeta.

