Júlia Fernandes

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Repórter

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Negócios

Copa do Mundo: o que negócios podem e não podem fazer no marketing

Especislita compartilha dicas e destaca os principais cuidados que os negócios devem ter durante o evento esportivo
Em um período marcado pela comoção coletiva e pelo forte apelo emocional do futebol no Brasil, marcas de diferentes portes aproveitam o momento para criar campanhas temáticas, experiências imersivas e ações promocionais. Mas, para além do hype, o desafio está em construir conexões autênticas e coerentes com a identidade de cada negócio.
Em um período marcado pela comoção coletiva e pelo forte apelo emocional do futebol no Brasil, marcas de diferentes portes aproveitam o momento para criar campanhas temáticas, experiências imersivas e ações promocionais. Mas, para além do hype, o desafio está em construir conexões autênticas e coerentes com a identidade de cada negócio.
Para Luisa Merello, gestora de estratégia da Agência Bumbo, o sucesso durante a Copa não depende apenas de entrar na conversa do momento, mas de entender como transformar o interesse temporário em relacionamento duradouro com o consumidor.

1. Copa como oportunidade cultural

Mais do que um evento esportivo, a Copa é vista como um fenômeno cultural no Brasil. Segundo Luisa, até mesmo pessoas que não acompanham futebol ao longo do ano acabam se envolvendo com o torneio, criando um ambiente favorável para campanhas que despertam emoção, pertencimento e experiência.

2. Experiência vale mais do que oportunismo

Na avaliação da especialista, qualquer empresa pode aproveitar o período, sejam as grandes marcas ou pequenos negócios. O diferencial está menos no tamanho da operação e mais na capacidade de criar experiências conectadas ao universo da Copa. Promoções, ambientações temáticas e ações presenciais ajudam a fortalecer a relação entre marca e consumidor.

3. O erro é perder a essência da marca

Para Luisa, um dos principais equívocos das empresas durante grandes eventos é abandonar o próprio posicionamento para tentar seguir tendências. Ela destaca que nem toda marca precisa entrar em memes ou adotar uma linguagem exageradamente descontraída. O importante é adaptar a comunicação sem perder identidade, tom de voz e diferenciação.

4. Nem todo conteúdo funciona igual em todas as redes

A especialista também chama atenção para a necessidade de adaptar campanhas conforme a plataforma. Enquanto o TikTok favorece entretenimento e conteúdos rápidos, o X concentra conversas em tempo real e informação. Já o Instagram tende a valorizar a comunidade e conexão entre marca e público. Replicar o mesmo conteúdo em todas as redes, segundo ela, pode reduzir o desempenho das campanhas.

5. Promoção atrai, mas conexão fideliza

Campanhas promocionais ligadas ao desempenho da Seleção, como descontos vinculados ao placar dos jogos, seguem sendo uma aposta forte para gerar engajamento imediato. Ainda assim, Luisa ressalta que apenas promoções não garantem fidelização. Para transformar audiência em resultado de longo prazo, as empresas precisam investir também em conteúdos emocionais e experiências que fortaleçam vínculo com o consumidor.

6. Atenção às regras da FIFA

Apesar do potencial comercial do período, existem limitações legais importantes. O uso de símbolos oficiais, expressões ligadas à Copa do Mundo e elementos registrados pela FIFA exige cuidado. Segundo Luisa, marcas devem evitar o uso de termos oficiais, logotipos e referências protegidas, buscando alternativas criativas para se conectar ao evento sem infringir direitos.

7. IA acelera conteúdos, mas exige cautela

Com a popularização da Inteligência Artificial, a expectativa é de uma enxurrada de conteúdos produzidos em tempo real durante a Copa. Para a especialista, a tecnologia pode ajudar na agilidade e criatividade das campanhas, mas o excesso ou o uso artificial demais pode gerar distanciamento do público. O desafio será equilibrar velocidade com autenticidade.

8. A tendência é investir em experiências

Entre as principais tendências para o período, Luisa aponta a busca por experiências mais memoráveis e participativas. Mais do que surfar no momento, empresas que conseguirem criar interação genuína e sensação de pertencimento terão mais chances de transformar o engajamento da Copa em relacionamento contínuo com o consumidor.