Gustavo Marchant

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Estagiário do GeraçãoE

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Gustavo Marchant Estagiário do GeraçãoE


Agenda

Startups de diferentes frentes marcam presença na quinta edição do South Summit

Startups apresentaram soluções que vão de drones agrícolas a terapias inovadoras para o câncer
Desde 2022, virou tradição: todos os anos, a capital gaúcha recebe, na Orla do Guaíba, o South Summit, uma das maiores conferências de inovação e empreendedorismo do mundo, que chega à quinta edição no Brasil.

Como de costume, o Marketplace — espaço dedicado a empreendedores, startups, investidores, corporações e instituições para geração de negócios e conexões — esteve movimentado na manhã desta quarta-feira (25), no Cais Mauá.

Entre os destaques está a LinkLei, legaltech voltada à advocacia autônoma e a pequenos escritórios. Unindo tecnologia da informação ao Direito, a startup aposta na praticidade e mobilidade para ampliar o acesso a ferramentas digitais no setor jurídico. "A ideia é facilitar a rotina e dar mais eficiência para quem não tem uma grande estrutura", explica Rober Zanotto, CTO da LinkLei.

O sistema funciona totalmente na web, com integração de inteligência artificial, e reúne serviços que vão desde a gestão de processos e clientes (CRM) até controle financeiro e videochamadas. Atualmente, a plataforma conta com cerca de 1,8 mil assinantes pagos e mais de 30 mil usuários no plano gratuito. "O advogado consegue trabalhar de qualquer lugar, seja na audiência ou no deslocamento", acrescenta a advogada Caroline Francescato, CEO da iniciativa.

A área da saúde também marcou presença na primeira manhã do evento. É o caso da healthtech Let Me Try, que busca democratizar o acesso a estudos clínicos ao conectar pacientes, médicos e centros de pesquisa por meio de uma plataforma digital.

Presente na edição anterior do South Summit, a startup vê no evento uma oportunidade de ampliar conexões. "É um evento que, todo ano, tem prestígio, importância e relevância. E este ano não vai ser diferente", afirma a coordenadora de operações, Júlia Lima.

Com foco inicial em oncologia, a solução permite que pacientes e médicos busquem estudos clínicos por tipo de doença, localização e linha de tratamento, além de oferecer suporte direto durante o processo.

"Hoje é muito difícil saber onde estão os estudos clínicos e quem pode participar. Muitos tratamentos disponíveis em estudos nem chegaram ainda ao Brasil", destaca Júlia, ao comentar o desafio de ampliar o acesso a terapias inovadoras.

A startup também atua na identificação de pacientes elegíveis, inclusive em parceria com operadoras de saúde, e desenvolve projetos com inteligência artificial para automatizar essa busca em sistemas hospitalares, ampliando o alcance da solução.

Não é novidade que o agronegócio passa por transformações constantes. Nesse cenário, a Agrohawk chegou ao South Summit pela primeira vez para apresentar novas possibilidades no uso de drones agrícolas.

A startup nasceu com o objetivo de transformar a pulverização em lavouras de soja, algodão e cana-de-açúcar. A proposta é substituir, no médio e longo prazo, aeronaves agrícolas tradicionais, que hoje são tripuladas e apresentam alto índice de acidentes no país. Com asas fixas e decolagem em pista, o equipamento mantém desempenho semelhante ao de aviões convencionais, mas com operação remota, aumentando a segurança.

"Nosso equipamento tem desempenho semelhante ao de aviões agrícolas, mas sem piloto a bordo. O operador pode controlar à distância, em até 30 quilômetros", afirma o fundador Arthur Appelt, que espera, durante o evento, fazer conexões e encontrar parceiros.

A presença feminina na tecnologia também ganhou destaque no evento. Com 22 anos de atuação em Porto Alegre, a Aquasoft participa pela primeira vez do South Summit em busca de novas conexões e maior leitura de mercado.

"Queremos conversar com as pessoas e entender as demandas do setor de tecnologia", afirma a fundadora Luciane Simões Lopes.

A participação no Marketplace também reforça uma pauta interna da empresa: ampliar a presença de mulheres na área de TI, ainda marcada pela predominância masculina. "A gente está fazendo uma força-tarefa para incluir mais mulheres na área. Esse é um paradigma que vem sendo quebrado, mas ainda há um caminho longo", destaca.

Luciane esteve no estande acompanhada da sócia Clarissa Medeiros Leão e das colaboradoras Vanessa Dunker e Caroline Câmara.
Desde 2022, virou tradição: todos os anos, a capital gaúcha recebe, na Orla do Guaíba, o South Summit, uma das maiores conferências de inovação e empreendedorismo do mundo, que chega à quinta edição no Brasil.

Como de costume, o Marketplace — espaço dedicado a empreendedores, startups, investidores, corporações e instituições para geração de negócios e conexões — esteve movimentado na manhã desta quarta-feira (25), no Cais Mauá.

Entre os destaques está a LinkLei, legaltech voltada à advocacia autônoma e a pequenos escritórios. Unindo tecnologia da informação ao Direito, a startup aposta na praticidade e mobilidade para ampliar o acesso a ferramentas digitais no setor jurídico. "A ideia é facilitar a rotina e dar mais eficiência para quem não tem uma grande estrutura", explica Rober Zanotto, CTO da LinkLei.

O sistema funciona totalmente na web, com integração de inteligência artificial, e reúne serviços que vão desde a gestão de processos e clientes (CRM) até controle financeiro e videochamadas. Atualmente, a plataforma conta com cerca de 1,8 mil assinantes pagos e mais de 30 mil usuários no plano gratuito. "O advogado consegue trabalhar de qualquer lugar, seja na audiência ou no deslocamento", acrescenta a advogada Caroline Francescato, CEO da iniciativa.

A área da saúde também marcou presença na primeira manhã do evento. É o caso da healthtech Let Me Try, que busca democratizar o acesso a estudos clínicos ao conectar pacientes, médicos e centros de pesquisa por meio de uma plataforma digital.

Presente na edição anterior do South Summit, a startup vê no evento uma oportunidade de ampliar conexões. "É um evento que, todo ano, tem prestígio, importância e relevância. E este ano não vai ser diferente", afirma a coordenadora de operações, Júlia Lima.

Com foco inicial em oncologia, a solução permite que pacientes e médicos busquem estudos clínicos por tipo de doença, localização e linha de tratamento, além de oferecer suporte direto durante o processo.

"Hoje é muito difícil saber onde estão os estudos clínicos e quem pode participar. Muitos tratamentos disponíveis em estudos nem chegaram ainda ao Brasil", destaca Júlia, ao comentar o desafio de ampliar o acesso a terapias inovadoras.

A startup também atua na identificação de pacientes elegíveis, inclusive em parceria com operadoras de saúde, e desenvolve projetos com inteligência artificial para automatizar essa busca em sistemas hospitalares, ampliando o alcance da solução.

Não é novidade que o agronegócio passa por transformações constantes. Nesse cenário, a Agrohawk chegou ao South Summit pela primeira vez para apresentar novas possibilidades no uso de drones agrícolas.

A startup nasceu com o objetivo de transformar a pulverização em lavouras de soja, algodão e cana-de-açúcar. A proposta é substituir, no médio e longo prazo, aeronaves agrícolas tradicionais, que hoje são tripuladas e apresentam alto índice de acidentes no país. Com asas fixas e decolagem em pista, o equipamento mantém desempenho semelhante ao de aviões convencionais, mas com operação remota, aumentando a segurança.

"Nosso equipamento tem desempenho semelhante ao de aviões agrícolas, mas sem piloto a bordo. O operador pode controlar à distância, em até 30 quilômetros", afirma o fundador Arthur Appelt, que espera, durante o evento, fazer conexões e encontrar parceiros.

A presença feminina na tecnologia também ganhou destaque no evento. Com 22 anos de atuação em Porto Alegre, a Aquasoft participa pela primeira vez do South Summit em busca de novas conexões e maior leitura de mercado.

"Queremos conversar com as pessoas e entender as demandas do setor de tecnologia", afirma a fundadora Luciane Simões Lopes.

A participação no Marketplace também reforça uma pauta interna da empresa: ampliar a presença de mulheres na área de TI, ainda marcada pela predominância masculina. "A gente está fazendo uma força-tarefa para incluir mais mulheres na área. Esse é um paradigma que vem sendo quebrado, mas ainda há um caminho longo", destaca.

Luciane esteve no estande acompanhada da sócia Clarissa Medeiros Leão e das colaboradoras Vanessa Dunker e Caroline Câmara.

Competição de Startups

Na metade da manhã, às 10h, o The Next Big Thing Stage recebeu os dez finalistas da Startup Competition Health. No palco, cada um teve a oportunidade de apresentar seu pitch e disputar uma vaga na finalíssima, que acontece na sexta-feira (27) e reúne todas as categorias: Enterprise, Digital & Tech Solutions, Industry 5.0 e Sustainability & Climate Tech.

Ao todo, o South Summit recebeu 2.378 inscrições de 66 países. Após a avaliação de jurados especialistas, 51 startups foram selecionadas — sendo 25 brasileiras e 26 internacionais. Elas concorrem nas categorias Melhor Equipe, Mais Escalável, Mais Disruptiva, Mais Sustentável e Winner Global.

No campo da bioeconomia, a Ages Bioactive participou pela primeira vez do evento com a proposta de dar protagonismo à biodiversidade brasileira, desenvolvendo produtos voltados à prevenção e modulação de doenças crônicas ligadas ao envelhecimento.

O fundador, Caio Stenio Agmont, explica que a operação da empresa está sediada em São Paulo, enquanto o centro de pesquisa e desenvolvimento fica em Macapá (AP).

"Normalmente, não é o perfil de projeto que a gente prioriza, porque atuamos mais em palcos de saúde. Mas estar no South Summit é dar uma voz global para a biodiversidade brasileira", afirma.

Entre as motivações do projeto está o paradoxo de o Brasil, mesmo sendo um dos países mais ricos em biodiversidade do mundo, ainda depender da importação desses insumos. "O Brasil tem os melhores ativos do mundo, mas ainda importa praticamente todos. Queremos transformar produtos brasileiros em produtos globais", completa.

Também na competição, a startup iOZ Biotech apresentou uma proposta baseada em terapias virais inovadoras para o tratamento de doenças graves, com foco em acessibilidade.

A principal tecnologia da empresa é uma plataforma baseada em vírus modificados, com destaque para um vírus derivado do Zika, capaz de identificar e destruir seletivamente células tumorais, sem afetar células saudáveis.
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Pedro Machado, fundador da startup, participou pela primeira vez do evento e destacou a relevância da iniciativa.

"Ser finalista global mostra que a nossa tecnologia tem relevância e impacto. A gente quer desenvolver tratamentos disruptivos, mas que cheguem para toda a população", afirma.

O projeto já apresentou resultados em laboratório e em testes com animais. Agora, busca captação de recursos para avançar à fase de produção em padrão regulatório e iniciar testes em humanos — especialmente no tratamento do glioblastoma, um tipo de câncer cerebral agressivo e com poucas opções terapêuticas.