É impossível contar a história do Café Bar Olavo, novidade no bairro Santana, sem contar a história da família de João Henrique Pimentel da Conceição, um dos empreendedores à frente do novo negócio, que irá operar em uma casa centenária na esquina das ruas Olavo Bilac e Ignácio Montanha. Além dele, sua esposa, Daniella Selbach Pons, forma o quadro societário do empreendimento.
Moradores de um apartamento na rua que dá nome ao bar, o casal tinha uma história com o ponto antes mesmo de decidir o negócio que ocuparia o endereço. “Moramos em um apartamento aqui na Olavo Bilac, que foi da minha bisavó”, conta João, afirmando que o apartamento já foi lar de muitos familiares em diferentes momentos, inclusive seu tio, o jornalista Tatata Pimentel. “Muita gente liga a Olavo com a figura dele”, comenta Daniella.
Moradores de um apartamento na rua que dá nome ao bar, o casal tinha uma história com o ponto antes mesmo de decidir o negócio que ocuparia o endereço. “Moramos em um apartamento aqui na Olavo Bilac, que foi da minha bisavó”, conta João, afirmando que o apartamento já foi lar de muitos familiares em diferentes momentos, inclusive seu tio, o jornalista Tatata Pimentel. “Muita gente liga a Olavo com a figura dele”, comenta Daniella.
A história de afeto com a rua é tão importante que, há 10 anos, a dupla adotou um cachorro que foi batizado Olavo. Atualmente, o pet é figura presente no bar em obras. "Ele fiscaliza tudo por aqui", brinca Daniella.
João conta que ele, assim como toda sua família, era consumidor frequente do minimercado que operava no ponto, o Lodi e Gabiatti. O negócio, com mais de 30 anos, era comandado por Claodecir Lodi. “Sempre gostei desse mercadinho, vinha aqui desde criança”, diz João, que, em 2025, de forma despretensiosa, resolveu fazer uma proposta para comprar o ponto. “A surpresa foi que ele aceitou, e a gente se viu obrigado a montar um plano de negócio”, conta João, que comanda mais dois empreendimentos: o Doca, na Orla do Guaíba, e um café no Parque Harmonia.
Após negociações, o contrato foi fechado no dia 1º de dezembro, data em que começaram as obras no local. “Depois que fechamos o contrato, pensamos: ‘e agora, o que vamos fazer aqui?’. Naquele momento, a gente só sabia que adquirir aquele ponto era o nosso sonho”, comenta Daniella.
Após negociações, o contrato foi fechado no dia 1º de dezembro, data em que começaram as obras no local. “Depois que fechamos o contrato, pensamos: ‘e agora, o que vamos fazer aqui?’. Naquele momento, a gente só sabia que adquirir aquele ponto era o nosso sonho”, comenta Daniella.
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Café-bar e moda autoral
Com o tempo, surgiu a ideia de apostar em um café-bar focado em uma operação mais diurna. “O Olavo será um bar com uma pegada bem boteco raiz, justamente para manter a história, mas também trazer algumas coisas contemporâneas”, explica Daniella. Para garantir o conceito, os empreendedores contaram com a consultoria da Elo Gastronomia. O bar contará com cervejas locais e drinks. “O Dry Martini, que era o drink preferido do Tatata, estará presente na carta de drinks e levará o nome dele”, destaca João, afirmando que a ideia é trazer a história da casa, da rua e da família para o negócio.
“Pensamos em uma operação mais diurna, que não se estenda muito à noite, por isso a ideia de inserir o café”, explica Daniella. A empreendedora diz que sente falta de opções desse perfil em Porto Alegre. “Também não queremos nos estender, pois é um bairro residencial e precisamos respeitar a vizinhança”, contextualiza.
Os empreendedores compartilham que a obra é um dos maiores desafios do negócio. “Essa casa tem 100 anos, então não é fácil fazer obra aqui, porque é sempre uma surpresa”, relata Daniella. Segundo os sócios, a ideia, desde o início, era fazer uma reforma que mantivesse a história e as marcas da casa. “Conseguimos trazer vários itens do Tatata, coisas de família e do próprio mercado que esteve aqui por mais de 30 anos”, afirma João.
Um dos diferenciais do Olavo será o conceito de bar aberto, sem um balcão dividindo o espaço das torneiras dos clientes. “O bar vai ser todo na parede. Foi uma referência que vimos em bares de fora do Brasil. Isso nos proporciona ter mais espaço dentro do bar”, explica João. O espaço interno contará com cerca de 15 mesas, enquanto o espaço externo, composto pela calçada e pátio da casa, terá 25 mesas.
O pátio interno da casa conecta o bar a outro espaço, que abrigará a loja de moda autoral Bossa, negócio que Daniella está à frente. “Já tenho a marca há muitos anos. Desde que a Madalena chegou às nossas vidas, há dois anos, eu tive que dar uma pausa”, conta a empreendedora, sobre o período da maternidade.
A marca opera exclusivamente online, e o novo espaço possibilita que ela exista fisicamente também. “São negócios diferentes que se encontram em um pátio em comum”, explica. De acordo com Daniella, nesse novo formato, a ideia é trabalhar com itens mais diversos, como acessórios, moda casa, itens presenteáveis, além do vestuário. “Vamos vender também bonés, acessórios que conversam com o público do bar e com a própria marca Olavo”, detalha.
A Bossa oferece peças autorais, todas criadas por Daniella — que também atua como figurinista da Record — e produzidas por um alfaiate da Capital. Nesse recomeço, a mãe da empreendedora entrou como sócia da marca para auxiliar a filha nos negócios. “Ela sempre me ajudou muito, mas agora oficializamos”, conta.
“Pensamos em uma operação mais diurna, que não se estenda muito à noite, por isso a ideia de inserir o café”, explica Daniella. A empreendedora diz que sente falta de opções desse perfil em Porto Alegre. “Também não queremos nos estender, pois é um bairro residencial e precisamos respeitar a vizinhança”, contextualiza.
Os empreendedores compartilham que a obra é um dos maiores desafios do negócio. “Essa casa tem 100 anos, então não é fácil fazer obra aqui, porque é sempre uma surpresa”, relata Daniella. Segundo os sócios, a ideia, desde o início, era fazer uma reforma que mantivesse a história e as marcas da casa. “Conseguimos trazer vários itens do Tatata, coisas de família e do próprio mercado que esteve aqui por mais de 30 anos”, afirma João.
Um dos diferenciais do Olavo será o conceito de bar aberto, sem um balcão dividindo o espaço das torneiras dos clientes. “O bar vai ser todo na parede. Foi uma referência que vimos em bares de fora do Brasil. Isso nos proporciona ter mais espaço dentro do bar”, explica João. O espaço interno contará com cerca de 15 mesas, enquanto o espaço externo, composto pela calçada e pátio da casa, terá 25 mesas.
O pátio interno da casa conecta o bar a outro espaço, que abrigará a loja de moda autoral Bossa, negócio que Daniella está à frente. “Já tenho a marca há muitos anos. Desde que a Madalena chegou às nossas vidas, há dois anos, eu tive que dar uma pausa”, conta a empreendedora, sobre o período da maternidade.
A marca opera exclusivamente online, e o novo espaço possibilita que ela exista fisicamente também. “São negócios diferentes que se encontram em um pátio em comum”, explica. De acordo com Daniella, nesse novo formato, a ideia é trabalhar com itens mais diversos, como acessórios, moda casa, itens presenteáveis, além do vestuário. “Vamos vender também bonés, acessórios que conversam com o público do bar e com a própria marca Olavo”, detalha.
A Bossa oferece peças autorais, todas criadas por Daniella — que também atua como figurinista da Record — e produzidas por um alfaiate da Capital. Nesse recomeço, a mãe da empreendedora entrou como sócia da marca para auxiliar a filha nos negócios. “Ela sempre me ajudou muito, mas agora oficializamos”, conta.
Entre a Cidade Baixa e o Bom Fim
Ambos os empreendedores olham para o endereço como uma oportunidade. “A gente está entre dois bairros boêmios muito conhecidos e frequentados”, reflete João. Eles acreditam que o novo café bar irá suprir a necessidade do público que mora entre a Cidade Baixa e o Bom Fim e que, quando sai, precisa se deslocar até um dos bairros.
“Estamos juntos há 10 anos, e toda vez que a gente tinha vontade de sair, nos incomodava o deserto que fica na região”, desabafa Daniella, afirmando que o Olavo pode ser ponto de partida para um novo perfil na região.
“Desde que começamos a obra, é impressionante o que para de vizinhos por aqui, celebrando a chegada de um negócio novo e ansiosos pela abertura”, conta João. A ideia, segundo os empreendedores, é que o bar comece a operar nas próximas semanas.
“Estamos juntos há 10 anos, e toda vez que a gente tinha vontade de sair, nos incomodava o deserto que fica na região”, desabafa Daniella, afirmando que o Olavo pode ser ponto de partida para um novo perfil na região.
“Desde que começamos a obra, é impressionante o que para de vizinhos por aqui, celebrando a chegada de um negócio novo e ansiosos pela abertura”, conta João. A ideia, segundo os empreendedores, é que o bar comece a operar nas próximas semanas.

