Jamil Aiquel

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Marcas de Quem Decide

Cesar e Greta Paz debatem o empreendedorismo intergeracional no Marcas de Quem Decide

A dupla detalhou suas trajetórias como empreendedores, buscando lustrar os aprendizados que resultaram no sucesso e na longevidade de seus negócios
Na tarde desta terça-feira (3), durante a 28ª edição do Marcas de Quem Decide, os empreendedores Cesar e Greta Paz subiram ao palco para falar sobre as suas trajetórias de vida. Durante o painel, a dupla detalhou suas trajetórias como empreendedores de diferentes gerações, buscando ilustrar os aprendizados que resultaram no sucesso e na longevidade de seus negócios. 
Na tarde desta terça-feira (3), durante a 28ª edição do Marcas de Quem Decide, os empreendedores Cesar e Greta Paz subiram ao palco para falar sobre as suas trajetórias de vida. Durante o painel, a dupla detalhou suas trajetórias como empreendedores de diferentes gerações, buscando ilustrar os aprendizados que resultaram no sucesso e na longevidade de seus negócios. 
O caminho de César Paz e sua filha, Greta Paz, é marcada pela superação de crises e pelo encontro de diferentes visões geracionais. César iniciou sua carreira vendendo aviões na indústria aeronáutica, mas migrou para o mundo digital nos anos 1990, motivado, segundo ele, pelo sonho de "resolver todos os problemas da humanidade". Após a quebra de sua primeira empresa de impressão, devido à alta do dólar em 1999, ele se reergueu fundando a AG2. A agência digital alcançou grande relevância no mercado nacional e foi vendida ao grupo francês Publicis em 2010. 
Greta, inspirada pelo pai,  iniciou sua própria jornada aos 20 anos com a motivação de "entregar pro mundo mais do que tira dele". Tendo César como sócio e investidor, ela fundou a agência MPQuatro, que encerrou suas atividades após quatro anos em meio a uma traumática dissolução societária judicializada.
"Uma dissolução societária foi um grande desafio. Imaginem que eu tinha 20 e poucos anos. E esse processo foi um processo judicializado, terrível. Não sabia o que eu estava fazendo", destacou Greta.
Esse processo a fez refletir em como seu pai havia reconstruído a própria carreira no passado. Assim, Greta conta que recusou-se a desistir e, junto com César, fundou uma nova agência, a Eyxo. A empresa focada na construção de marcas a partir de conteúdo consolidou-se sob o comando de Greta e a mentoria de César, e apresentou um crescimento de acima de 30% ao ano, e expandiu sua atuação para diversos países. 
Outro ponto destacado por ele foi o forte compromisso com a diversidade e o letramento em sustentabilidade. Durante essa gestão, ambos mantiveram uma governança extremamente rigorosa nas áreas financeira, jurídica e contábil, ratificando o lema: "não tem jeito certo de fazer a coisa errada".
"Na vida do empreendedor é tentador fazer coisa errada. A gente tem muitas justificativas para abrir um segundo CNPJ, pagar um pouquinho menos de imposto, contratar de um jeitinho errado. Mas meu pai sempre falou isso para mim: 'Grê, não tem jeito certo de fazer coisa errada, vai fazer direitinho'. E tenho certeza que isso de mostrar que não tinha atalho foi muito importante", destacou Greta.
O ápice dessa parceria ocorreu recentemente, quando a Eyxo chamou a atenção do mercado internacional, o que resultou na venda da agência para o grupo suíço MCI. Segundo Greta, a aquisição garantirá a continuidade do crescimento global da empresa e a preservação do sonho de seus funcionários. A venda também marcou a saída oficial de César do quadro societário, permitindo que Greta siguisse liderando a empresa em sua nova fase, agora apoiada por ele exclusivamente na figura de pai. 
Por fim, o ensinamento final da palestra foi a importância de não focar apenas no lucro. Para César e Greta, o resultado financeiro é indispensável, mas atua apenas como o meio para viabilizar um propósito maior: entregar para à sociedade mais do que se tira dela. Eles defendem que a verdadeira razão para uma empresa buscar o crescimento contínuo e a expansão de mercado é poder honrar os seus compromissos e garantir a estabilidade do seu time. 
"O lucro é condição para se fazer muitas coisas, mas não é razão de existir. As empresas crescem fundamentalmente para manter vivo o sonho das pessoas que estão embarcadas nesse projeto", afirmou César.