Júlia Fernandes

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Repórter

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Operando há mais de 20 anos, agência de turismo gaúcha foca no público 40+

Celebrando 23 anos de atuação, a Uni Explorer Turismo se consolidou com viagens ao Chile
A agência Uni Explorer Turismo é reconhecida como a empresa do Rio Grande do Sul que mais levou turistas ao Chile. Atualmente, a marca ocupa um lugar de destaque entre as agências gaúchas, mas há quatro anos a história era diferente. Recuperando-se da crise instalada no mundo inteiro devido à pandemia de Covid-19, o negócio, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, teve suas portas fechadas por dois anos e sete meses. A primeira viagem pós-pandemia foi organizada na mesa da casa do sócio-fundador, Uiliam Machado, ao lado da sócia Lisiane Silva. O lucro da primeira excursão serviu para pagar as contas de luz do escritório, que estavam atrasadas. 
A agência Uni Explorer Turismo é reconhecida como a empresa do Rio Grande do Sul que mais levou turistas ao Chile. Atualmente, a marca ocupa um lugar de destaque entre as agências gaúchas, mas há quatro anos a história era diferente. Recuperando-se da crise instalada no mundo inteiro devido à pandemia de Covid-19, o negócio, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, teve suas portas fechadas por dois anos e sete meses. A primeira viagem pós-pandemia foi organizada na mesa da casa do sócio-fundador, Uiliam Machado, ao lado da sócia Lisiane Silva. O lucro da primeira excursão serviu para pagar as contas de luz do escritório, que estavam atrasadas. 
Há 23 anos na estrada, a Uni Explorer Turismo surgiu como um departamento de turismo estudantil da empresa familiar União Santa Fé Turismo, presente no mercado há 40 anos. “Seguimos como um braço da União Santa Fé por três anos para ganhar um corpo, nos estruturar. Depois disso, começamos a trabalhar de forma independente”, conta Uiliam, sobre o início do empreendimento. Foram cinco anos operando no ramo estudantil, até que, em 2008, a empresa passou a se dedicar ao turismo universitário. 
A transição para o público universitário marcou um período de grande crescimento. A Uni Explorer chegou a ter 75 vendedores e se destacou por roteiros inovadores, sendo uma das pioneiras a levar o público jovem para Punta del Este, que, na época, era conhecido como um destino para pessoas mais maduras. “O roteiro de Punta del Este foi muito importante, porque ele nos posicionou no mercado de uma forma diferente”, comenta o fundador, detalhando que a empresa seguiu nesse formato até 2016.

Ruptura e reposicionamento de marca 

Com o avanço dos aplicativos e a popularização de serviços online que remodelaram o turismo, a Uni Explorer sentiu a necessidade de recalcular a rota. O surgimento de aplicativos como o Airbnb e ferramentas digitais de navegação mudaram o comportamento de jovens viajantes, que passaram a organizar suas viagens de forma mais independente. Percebendo que o modelo de negócio universitário estava morrendo, o fundador buscou referências no mercado americano e decidiu focar em outro nicho. 
“Nos artigos que passei a acompanhar, vi muitas vezes a palavra ‘insubstituível’, o que me chamou a atenção”, lembra Uiliam, afirmando que, na época, já entendia que era preciso focar em serviços que tornariam a empresa referência e imprescindível para a clientela. Na casa dos 33 anos, o empreendedor admite que lidar com o público universitário era trabalhoso. “Não queria mais seguir atendendo jovens, pois é uma responsabilidade ainda maior.” Na mesma época, surgiu a oportunidade da primeira viagem ao Chile. “Ir para o Chile dependendo somente de aplicativos é outra história, não era um roteiro tão fácil”, explica. 
Assim, começou um novo momento na Uni Explorer, agora focando no público 40+ e majoritariamente feminino. O Chile tornou-se o destino estratégico, pois exigia uma logística onde a agência ainda era essencial. Para isso, tudo foi reformulado, desde os ônibus e hotéis até a identidade visual e o marketing, que passou a ser um turismo digital adaptado para pessoas mais velhas
Na mesma época, Lisiane era contadora em um escritório de contabilidade, e já atuava na agência como vendedora e guia, e foi peça essencial para o processo de migração do negócio. “Começamos a colher os resultados dessa mudança em 2018, 2019. Foi o momento em que nos consolidamos com esse novo público”, afirma a sócia. 

Portas fechadas e recomeço 

A empresa enfrentou o seu maior desafio durante a pandemia, ficando fechada por 2 anos e 7 meses. Com uma operação voltada ao turismo rodoviário internacional, o empreendimento foi severamente impactado, perdendo investimentos em hotéis e em empresas que faliram. De acordo com o Uiliam, eles trabalhavam com pagamentos antecipados com hotéis e empresas de ônibus. “Eu tinha uns R$ 30 mil de reserva em um hotel e R$ 15 mil de sinal em empresas de ônibus. Todos esses negócios faliram, e esse dinheiro foi perdido”, conta. 
Com o cenário de crise instalado, Uiliam dispensou os funcionários e fechou a porta do seu negócio “Posso estar enganado, mas acredito que o nosso segmento tenha sido um dos mais afetados. Nessa época, fui trabalhar com uma deputada federal, porque não tinha mais o que fazer em relação à empresa”, lembra o empreendedor. 
No fim da pandemia, Uiliam decidiu retomar o negócio. Em uma tarde, tomando chimarrão com Lisiane, na época ex-colaboradora da agência, o empreendedor a convidou para se tornar sócia da Uni Explorer. “Eu disse: ‘Lise, vou reabrir a agência. Podíamos fazer algo juntos’. E a gente acabou se acertando”, conta Uiliam, sobre a entrada definitiva da contadora na gestão do negócio. 
A primeira viagem pós-pandemia, para a Ferrovia do Vinho, na Serra Gaúcha, foi organizada na mesa da casa de Uiliam. Os sócios sentaram e começaram a trabalhar em casa, já que o escritório fechado não tinha nem luz. “O lucro da primeira viagem usamos para pagar as contas de luz atrasadas”, lembra Lisiane. 
A empresa fez questão de honrar todas as viagens dos 48 passageiros que já haviam pago. A primeira viagem ao Chile, após a pandemia, foi realizada em setembro de 2022. “A cada 20 pacotes que vendíamos, a gente colocava cinco clientes que perderam viagens na pandemia”, comenta Lisiane. 
Lisiane Silva e Uliam Machado são sócios na Uni Explorer Turismo  | NATHAN LEMOS/JC
Lisiane Silva e Uliam Machado são sócios na Uni Explorer Turismo NATHAN LEMOS/JC

Roteiros consolidados 

A Uni Explorer possui uma estrutura de roteiros bem definida, dividida por estágios de maturação, e foca em uma experiência de alta qualidade para garantir a segurança e o conforto dos clientes. 
Atualmente, o carro-chefe da agência são as viagens ao Chile. Nos últimos anos, a agência chegou a ter oito operações anuais, transportando cerca de 400 passageiros em um único ano. Além do Chile, Machu Picchu, no Peru, e Ushuaia, na Argentina, têm grande procura
“Também tem os nossos roteiros de entrada, que são Punta Del Este e Buenos Aires, que são viagens de feriadão, e os destinos nacionais, como Ilha do Mel, no Paraná, e Bonito, em Minas Gerais”, relata. 
Hoje, a agência busca trabalhar com os melhores ônibus do mercado e foca em hotelaria de 4 e 5 estrelas. Além disso, o negócio foca em hotéis localizados na região central das cidades. “Todas nossas viagens contam com um guia e, ao chegar em cada destino, há o suporte de guias locais que trazem a história e o contexto cultural de cada ponto turístico”, explica a sócia. 

Futuro da agência 

A primeira operação da Uni Explorer para Europa ocorrerá em outubro. A viagem será o primeiro roteiro fora do continente americano após mais de 20 anos de atuação. O roteiro inicial irá focar na Espanha e em Portugal.
De acordo com os sócios, a criação deste destino surgiu da demanda direta de clientes antigos, que já haviam completado todos os roteiros oferecidos pela agência na América do Sul e buscavam novas experiências com a mesma equipe. “Já temos uma lista de espera, e a maioria dos passageiros para essa viagem são pessoas que já viajaram com a gente”, conta Lisiane. 
Essa expansão faz parte de uma visão estratégica de futuro que também inclui, em um segundo momento, a possibilidade de operar roteiros para os Estados Unidos.