Atuando desde 2023 em Porto Alegre, a Uliving (@ulivingbrasil) é uma rede de moradia estudantil 100% pensada para universitários. Com sede em São Paulo, a empresa surgiu em 2012 com pequenos imóveis e, a partir de 2019, com a busca de investidores e a experiência de gestão, passou a ter edifícios inteiros para abrigar vários moradores.
De acordo com o CEO da Uliving, Ewerton Camarano, o modelo das residências é comum em outros países, mas ainda pouco explorado no Brasil. “Ainda precisamos deixar bem claro do que se trata, porque as pessoas não estão tão familiarizadas. Não é uma residência comum e tem um valor agregado muito importante, que é o que acontece dentro dos prédios”, garante Ewerton. “Tanto é que um dos primeiros investimentos que recebemos foi de um investidor americano, que vivia numa cidade pequena, perto de Boston, se mudou para fazer a faculdade e essa experiência catapultou a carreira dele, então tinha um valor sentimental com a ideia do negócio”, revela.
De acordo com o Censo da Educação Superior de 2024, o Brasil tem cerca de 5 milhões de estudantes universitários na modalidade presencial. “É um grande mercado, então restringimos o público a estudantes universitários, de graduação, pós, mestrado, ou até carreiras não necessariamente universitárias, como teatro, idiomas, música. Mas fazemos questão de manter este público de pessoas que estão vivendo a mesma fase da vida e dispostas a trocar experiências umas com as outras”, destaca Ewerton.
Como funciona a moradia
Mas além das áreas de estudo, as moradias também contam com vários espaços de lazer para serem compartilhados. “Varia de unidade para unidade, mas sempre tem sala de estar com TV, algumas com salas de cinema, sala de vídeo game, áreas externas com solário, com piscina, quadras de vôlei de areia. E sempre pensamos no aspecto regional também. Na unidade de Porto Alegre tem um chimarródromo”, exemplifica Ewerton.
A arquitetura dos edifícios é planejada para estimular a convivência entre os moradores. “Se reunir na cozinha faz parte da cultura do brasileiro, quase toda casa é assim. Aqui, temos cozinhas compartilhadas, que acabam se tornando um grande centro de encontro. São bem equipadas para que as pessoas não precisem comprar utensílios para o apartamento, que serve basicamente como uma área de descanso. A maior parte das coisas ficam da porta para fora”, frisa Ewerton.
Ewerton conta que há uma série de eventos e encontros promovidos pela Uliving, também pensando na integração entre os estudantes, como oficinas de arte, apresentações de trabalhos, ou até o Chef da Vez, atividade em que alunos de diferentes regiões do país e do mundo cozinham um prato típico do local de onde vêm. “Estamos falando de pessoas que estão em faculdades muito prestigiadas, então tem uma massa pensante muito relevante, com uma riqueza sendo compartilhada entre eles”, reitera.
Os estrangeiros, inclusive, representam boa parte dos residentes da Uliving. “Para nós, a diversidade é um grande valor. Não só a diversidade de gênero ou racial, mas também recebemos muitos estrangeiros. Eles representam cerca de 30% dos moradores. Tem unidade com 150 estrangeiros. É uma forma de viver uma espécie de intercâmbio dentro do próprio País”, percebe Ewerton.
Com tantas trocas entre estudantes, diversas histórias surgiram dessa convivência. “Alguns relacionamentos nasceram aqui. Teve um caso de um casal de um menino francês e uma menina brasileira. Nós acompanhamos o drama que foi a volta dele para a França, mas, um tempo depois, ela conseguiu fazer a transferência para um intercâmbio lá e estão juntos até hoje”, conta Ewerton. “Já tivemos casos de pessoas mais velhas, que começaram carreiras mais tarde e vieram morar na Uliving. Essas experiências foram muito ricas porque eles se tornaram meio tios da galera”, comenta.
Por que Porto Alegre?
A escolha não se deu apenas por afinidade à cidade, explica Ewerton. “Sempre partimos do entendimento da demanda do nosso serviço a partir de alguns indicadores, como ranking de vagas, se as faculdades são particulares ou federais, o quanto elas atraem pessoas de fora”, detalha, deixando em aberto uma possibilidade de nova expansão. “Estamos no Bom Fim, mas estamos sempre antenados, especialmente na região mais próxima à Pucrs. Enxergamos muito potencial ali”, analisa.
Informações sobre a Uliving Porto Alegre
Loja de uniformes escolares opera há 25 anos e produz mais de 15 mil peças
A antiga Loja Hortênsia já atuava no mercado de uniformes escolares. Com o falecimento da fundadora, Edilaine e Luiz Carlos assumiram a gestão, rebatizando o empreendimento como Top Sul Uniformes, há 25 anos. "Os primeiros colégios que começamos a atender foram o Farroupilha, o Rainha do Brasil, o Israelita e o Santa Cecília", comenta Edilaine.
Com o passar dos anos e o aumento dos clientes, para dar conta da demanda, a Top Sul deixou de ser apenas uma loja para se tornar uma operação robusta. A marca possui confecção própria, onde realiza desde a costura até processos de serigrafia e bordado. Além disso, tem pontos de vendas espalhados nas escolas. "Temos a nossa loja matriz, na rua Vicente da Fontoura, e operamos sete lojas físicas dentro dos próprios colégios, facilitando o atendimento às famílias", explica a empreendedora.
Além dos uniformes em tamanhos e modelos padrão, a marca trabalha com uniformes sob medida para crianças com necessidades específicas e produz uniformes para os funcionários das escolas. "Temos uma grande demanda de uniformes dos funcionários, principalmente no Farroupilha, no Anchieta e no João XXIII", destaca Edilaine. Ela afirma que o período de volta às aulas é um desafio para a empresa, que chega a produzir cerca de 15 mil peças de uniforme na largada do ano letivo.
A alta demanda por uniformes não se limita apenas a este período. Segundo a empreendedora, alguns meses após o início das aulas, a busca por uniformes de inverno, casacos e moletons acaba sendo mais um ponto alto. “A linha de verão tem muita saída e, a partir de março, começa a produção das peças de inverno”, compartilha Edilaine. Para dar conta do volume, a Top Sul segue um rigoroso cronograma de produção, garantindo que as peças sejam confeccionadas antes do período de maior procura.
A empreendedora compartilha o processo de criação dos uniformes, realizado em parceria com o time de marketing de cada instituição, responsável por definir o design das peças. “Cada colégio tem o seu tecido e a sua cor exclusiva, mas toda a produção é concentrada na nossa fábrica: a impressão, a parte de serigrafia e os bordados”, explica. Ela afirma que, atualmente, o foco da gestão não é a expansão para novos colégios, mas sim a manutenção da qualidade do atendimento e dos contratos já conquistados, especialmente devido à dificuldade de encontrar mão de obra qualificada no setor.
Edilaine acredita que o acerto do negócio está nas parcerias de longo prazo com as escolas. Um diferencial importante citado por ela é a fidelidade dos clientes, já que a empresa acompanha a vida escolar dos alunos, muitas vezes atendendo a mesma criança dos 2 aos 17 anos.
“O que nos motiva é lidar com bons clientes. Temos uma clientela muito fiel, que nos gera confiança e muita tranquilidade em trabalhar. Nós vemos as crianças crescendo, e há pais que mandam as crianças só com as babás, pois as vendedoras já conhecem os alunos e o tamanho. Já existe uma relação de confiança”, relata a empreendedora.
Da crise ao aumento de clientes
A empresa ficou por um longo período com todo o estoque de uniformes guardado, sem perspectiva de saída imediata. Para manter a operação sem perspectiva de lucro, a marca precisou diversificar seu portfólio temporariamente. A principal estratégia foi migrar para a produção de uniformes para empresas. Esse movimento serviu apenas para manter a estrutura e o quadro de funcionários. “Ninguém foi demitido, essa era a nossa meta, então deu certo”, destaca Edilaine, afirmando que, entre os colaboradores, muitos já têm mais de 15 anos de casa.
Atualmente, a empresa vê o mercado em plena recuperação, notando que a busca por colégios particulares em Porto Alegre é uma prioridade para as famílias, o que tem gerado um crescimento constante na demanda pós-pandemia.
“A gente observa um aumento expressivo na busca por educação particular. Acho que aqui na Capital é uma tendência, é quase que uma prioridade das famílias.”

