A plataforma ÍmPares (@impares.educacao) é uma iniciativa que surgiu do aumento da demanda e dos desafios para formação de professores de crianças atípicas. Os três sócios do negócio são de formações e áreas distintas, mas têm em comum a preocupação com a formação integral e inclusiva dos estudantes. Camila Melnick, presidente do Instituto Melnick, Caroline Turri, educadora e advogada, e André Borba, especialista em tecnologia, são os nomes à frente do projeto, que se conecta a instituições de ensino para oferecer capacitações aos professores e suporte às famílias dos alunos.
De 2014 até 2024, o número de matrículas de educação especial nos ensinos fundamental e médio cresceu em todos os anos no Brasil, de acordo com o Censo Escolar. Desde 2023, entramos na casa dos milhões de crianças que necessitam de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Em dezembro de 2025, o decreto 12.773 atualizou a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, definindo diretrizes importantes, como a preferência de matrículas em escolas comuns, da rede regular de ensino, e a formação continuada em educação especial inclusiva de, no mínimo, 360 horas para professores da AEE e de 180 horas para profissionais de apoio escolar.
De 2014 até 2024, o número de matrículas de educação especial nos ensinos fundamental e médio cresceu em todos os anos no Brasil, de acordo com o Censo Escolar. Desde 2023, entramos na casa dos milhões de crianças que necessitam de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Em dezembro de 2025, o decreto 12.773 atualizou a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, definindo diretrizes importantes, como a preferência de matrículas em escolas comuns, da rede regular de ensino, e a formação continuada em educação especial inclusiva de, no mínimo, 360 horas para professores da AEE e de 180 horas para profissionais de apoio escolar.
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As mudanças na legislação, de acordo com Caroline, vieram ao encontro do planejamento da ÍmPares. “A lei previa uma carga de 80 horas, e nós chegamos a nos questionar, porque nosso projeto era de uma formação mais longa. Acreditamos na multidisciplinaridade. Não adianta só olhar para as questões neurológicas da criança e ignorar os impactos psicológicos, de nutrição, de fonoaudiologia. É preciso compreender o indivíduo amplamente”, destaca. “Aquele formato de uma palestra única, que o professor assiste numa manhã e numa tarde e depois o assunto morre, não gera grandes evoluções neste tema”, completa Camila.
As mudanças na legislação, de acordo com Caroline, vieram ao encontro do planejamento da ÍmPares. “A lei previa uma carga de 80 horas, e nós chegamos a nos questionar, porque nosso projeto era de uma formação mais longa. Acreditamos na multidisciplinaridade. Não adianta só olhar para as questões neurológicas da criança e ignorar os impactos psicológicos, de nutrição, de fonoaudiologia. É preciso compreender o indivíduo amplamente”, destaca. “Aquele formato de uma palestra única, que o professor assiste numa manhã e numa tarde e depois o assunto morre, não gera grandes evoluções neste tema”, completa Camila.
Como surgiu a ÍmPares
Em suas experiências profissionais, Caroline teve muito contato com gestores públicos que atestavam sua preocupação. “Sempre recebi o feedback de que os professores estavam se sentindo pressionados e aflitos com a falta de preparação para lidar com essas crianças. Foi com base neste cenário que começamos a estudar o tema de forma mais profunda, nos amparamos em dados e fomos conversar com as escolas, que vinham muito ao encontro da nossa percepção”, retoma Caroline. “Muitos profissionais têm sofrido com burnout, estão extremamente cansados, então o que acontece é que acabam sendo afastados do trabalho, e tem ainda menos profissionais que conseguem atender essas crianças. Acabam ficando ainda mais sobrecarregados”, conclui Camila.
A plataforma surge, portanto, como uma maneira de auxiliar toda a cadeia de pessoas envolvidas no contexto dessas crianças, desde pessoas da cantina, do refeitório, da segurança, até familiares. “O nome é ÍmPares porque acreditamos que cada pessoa tem suas particularidades, mas ela também precisa dos seus pares. Queremos que as crianças se sintam pertencentes e que tenham autonomia”, explica Camila.
A plataforma surge, portanto, como uma maneira de auxiliar toda a cadeia de pessoas envolvidas no contexto dessas crianças, desde pessoas da cantina, do refeitório, da segurança, até familiares. “O nome é ÍmPares porque acreditamos que cada pessoa tem suas particularidades, mas ela também precisa dos seus pares. Queremos que as crianças se sintam pertencentes e que tenham autonomia”, explica Camila.
Formação da ÍmPares
Para desenvolver o curso, as sócias pesquisaram métodos de ensino e chegaram à conclusão de que as aulas não poderiam ser longas. Sendo assim, os vídeos são separados nessa faixa de tempo e, ao final de cada etapa, é feito um quiz para melhor absorção do conteúdo. “Um tópico pode ter uma, duas horas, mas nós fragmentamos em aulas pequenas para que essa interiorização do conteúdo seja mais eficiente”, esclarece Caroline.
Os cursos são ofertados em trilhas para cada atipia e neurodivergência específica. “As escolas são obrigadas a ter capacidade de atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), altas habilidades e superdotação. Nós temos trilhas para isso e para outras atipias”, afirma Caroline, ponderando que os cursos são bastante completos, especialmente pela alta incidência de dupla excepcionalidade. “É muito comum que crianças com TEA tenham também TDAH [Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade], por exemplo”, complementa.
Caroline também pontua que o curso é pensado e ministrado em parceria com profissionais de diversas áreas, como neurologistas, geneticistas, psicólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas. Além disso, a grade de aulas muda conforme os ajustes discutidos semanalmente com os professores, já que os estudos sobre atipias são atualizados constantemente.
Até o momento, o resultado tem sido muito satisfatório, de acordo com Caroline. “Nós recebemos ótimos feedbacks. Pedimos retornos para as escolas sobre o formato e o conteúdo das aulas e sobre a aplicabilidade no ambiente escolar. Recebemos uma resposta muito legal, dizendo que essa interdisciplinaridade enriqueceu muito a visão deles sobre as neurodivergências”, relata Caroline.
Em relação às famílias, a plataforma também oferece ferramentas de acolhimento. “Temos grupos onde essas famílias podem se encontrar, mediadas por uma psicóloga. Elas também são pares, têm as mesmas dores, e essas trocas trazem um enriquecimento, até um conforto maior, porque muitas vezes elas não têm com quem conversar e quem vá entender esses desafios”, ressalta Camila.
“Para nós, incluir é conseguir entender que a gente precisa tratar, de forma específica, cada criança dentro da sua individualidade. Colocar todo mundo no mesmo ambiente com as mesmas condições não é inclusão. As crianças devem estar expostas no mesmo ambiente, mas de acordo com as características delas”, resume Caroline.
Os cursos são ofertados em trilhas para cada atipia e neurodivergência específica. “As escolas são obrigadas a ter capacidade de atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), altas habilidades e superdotação. Nós temos trilhas para isso e para outras atipias”, afirma Caroline, ponderando que os cursos são bastante completos, especialmente pela alta incidência de dupla excepcionalidade. “É muito comum que crianças com TEA tenham também TDAH [Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade], por exemplo”, complementa.
Caroline também pontua que o curso é pensado e ministrado em parceria com profissionais de diversas áreas, como neurologistas, geneticistas, psicólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas. Além disso, a grade de aulas muda conforme os ajustes discutidos semanalmente com os professores, já que os estudos sobre atipias são atualizados constantemente.
Até o momento, o resultado tem sido muito satisfatório, de acordo com Caroline. “Nós recebemos ótimos feedbacks. Pedimos retornos para as escolas sobre o formato e o conteúdo das aulas e sobre a aplicabilidade no ambiente escolar. Recebemos uma resposta muito legal, dizendo que essa interdisciplinaridade enriqueceu muito a visão deles sobre as neurodivergências”, relata Caroline.
Em relação às famílias, a plataforma também oferece ferramentas de acolhimento. “Temos grupos onde essas famílias podem se encontrar, mediadas por uma psicóloga. Elas também são pares, têm as mesmas dores, e essas trocas trazem um enriquecimento, até um conforto maior, porque muitas vezes elas não têm com quem conversar e quem vá entender esses desafios”, ressalta Camila.
“Para nós, incluir é conseguir entender que a gente precisa tratar, de forma específica, cada criança dentro da sua individualidade. Colocar todo mundo no mesmo ambiente com as mesmas condições não é inclusão. As crianças devem estar expostas no mesmo ambiente, mas de acordo com as características delas”, resume Caroline.
Como contratar a ÍmPares
A plataforma ÍmPares trabalha em conjunto com escolas públicas e particulares. Na rede pública, a contratação pode ser feita via licitações, enquanto as instituições privadas podem entrar em contato diretamente com a entidade. Mais informações podem ser consultadas no site impareseducacao.com.br.

