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Publicada em 02 de Setembro de 2026 às 18:37

Liberação de fábrica de celulose da CMPC pode ocorrer ainda neste mês

Antonio Lacerda, diretor-geral da CMPC, espera a licença prévia da operação ainda em setembro

Antonio Lacerda, diretor-geral da CMPC, espera a licença prévia da operação ainda em setembro

TÂNIA MEINERZ/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter

Após meses de imbróglios jurídicos e ambientais, a fábrica de celulose da CMPC em Barra do Ribeiro, na Região Centro-Sul do Estado, pode ter seu futuro definido ainda neste mês. O diretor-geral da multinacional no Brasil, Antonio Lacerda, traz uma perspectiva positiva sobre o empreendimento e reafirma que o mês de setembro deverá ser decisivo ao projeto que envolve o maior investimento já anunciado no Rio Grande do Sul, de R$ 27 bilhões. 

É um mês decisivo em dois aspectos. Primeiro, porque o procurador federal Ricardo Gralha pediu pela segunda vez a suspensão de todo o processo do licenciamento por uma liminar. Ele já não conseguiu sucesso na primeira junto à justiça federal na primeira instância e, agora, esperamos que o TRF-4 se manifeste de forma negativa em relação à segunda liminar, temos uma esperança muito grande de que isso aconteça. E, também, o processo de licenciamento continua paralelamente. E esperamos ter a licença prévia até o final do mês”, avaliou Lacerda durante evento na Casa do Jornal do Comércio na 49ª Expointer realizado nesta quarta-feira (2). 

O governador Eduardo Leite traçou uma perspectiva semelhante. Reafirmando considerar a interpretação que o procurador federal faz da norma de licenciamento equivocada, ele disse que o governo estadual aguarda apenas um segundo estudo técnico da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para emitir a licença prévia a partir da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). 

“O processo de licenciamento contempla toda a parte de impacto ambiental e também o chamado componente indígena, que é analisado pela Funai. Já há, para um primeiro grupo de indígenas, uma análise da Funai, mas aguarda-se uma segunda sobre um outro grupo indígena que está na área impactada. No momento que houver essa manifestação da Funai, estaremos em condições de ter a emissão da licença pela Fepam”, pontuou o líder do Piratini. 

LEIA TAMBÉM: Governador do RS prevê licença para fábrica da CMPC após manifestação da Funai

 

Terminal de celulose em Rio Grande avança paralelamente

Além do projeto da fábrica em Barra do Ribeiro, avança a construção de um terminal de celulose junto ao porto de Rio Grande, que receberá R$ 1,4 bilhão do montante. Com a licença prévia já emitida, esse projeto deverá ter seu contrato assinado em um evento previsto para as 9h do dia 9 de setembro, na planta industrial da CMPC em Guaíba. A cerimônia contará com a presença da ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

“Assinaremos junto com a ministra o contrato de cessão do terminal portuário. É um projeto muito importante para a região, com mais de 1,2 mil empregos gerados e, com certeza, já é um marco para a cidade de Rio Grande”, avalia o diretor-geral da CMPC no Brasil. 

O executivo da multinacional também afirma que a expectativa é de iniciar as obras no princípio de 2027, com previsão de serem concluídas dentro de um período de 30 meses — cerca de dois anos e meio. Há contrapartidas exigidas para a cessão da área que podem ter sua execução iniciada assim que a autorização for emitida. 

“A melhoria da navegabilidade com o aumento do calado beneficia todos os usuários do porto, é muito importante para nós. Assim que estivermos liberados, começaremos a dragagem e a reforma de dez casas históricas do terminal portuário. Também daremos início à construção do terminal, que queremos começar o quanto antes”, acrescenta Lacerda. 

LEIA TAMBÉM: Economia brasileira tem desempenho melhor que o esperado em 2026, avalia vice-presidente do Bradesco

Após meses de imbróglios jurídicos e ambientais, a fábrica de celulose da CMPC em Barra do Ribeiro, na Região Centro-Sul do Estado, pode ter seu futuro definido ainda neste mês. O diretor-geral da multinacional no Brasil, Antonio Lacerda, traz uma perspectiva positiva sobre o empreendimento e reafirma que o mês de setembro deverá ser decisivo ao projeto que envolve o maior investimento já anunciado no Rio Grande do Sul, de R$ 27 bilhões. 

É um mês decisivo em dois aspectos. Primeiro, porque o procurador federal Ricardo Gralha pediu pela segunda vez a suspensão de todo o processo do licenciamento por uma liminar. Ele já não conseguiu sucesso na primeira junto à justiça federal na primeira instância e, agora, esperamos que o TRF-4 se manifeste de forma negativa em relação à segunda liminar, temos uma esperança muito grande de que isso aconteça. E, também, o processo de licenciamento continua paralelamente. E esperamos ter a licença prévia até o final do mês”, avaliou Lacerda durante evento na Casa do Jornal do Comércio na 49ª Expointer realizado nesta quarta-feira (2). 

O governador Eduardo Leite traçou uma perspectiva semelhante. Reafirmando considerar a interpretação que o procurador federal faz da norma de licenciamento equivocada, ele disse que o governo estadual aguarda apenas um segundo estudo técnico da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para emitir a licença prévia a partir da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). 

“O processo de licenciamento contempla toda a parte de impacto ambiental e também o chamado componente indígena, que é analisado pela Funai. Já há, para um primeiro grupo de indígenas, uma análise da Funai, mas aguarda-se uma segunda sobre um outro grupo indígena que está na área impactada. No momento que houver essa manifestação da Funai, estaremos em condições de ter a emissão da licença pela Fepam”, pontuou o líder do Piratini. 

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Terminal de celulose em Rio Grande avança paralelamente

Além do projeto da fábrica em Barra do Ribeiro, avança a construção de um terminal de celulose junto ao porto de Rio Grande, que receberá R$ 1,4 bilhão do montante. Com a licença prévia já emitida, esse projeto deverá ter seu contrato assinado em um evento previsto para as 9h do dia 9 de setembro, na planta industrial da CMPC em Guaíba. A cerimônia contará com a presença da ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

“Assinaremos junto com a ministra o contrato de cessão do terminal portuário. É um projeto muito importante para a região, com mais de 1,2 mil empregos gerados e, com certeza, já é um marco para a cidade de Rio Grande”, avalia o diretor-geral da CMPC no Brasil. 

O executivo da multinacional também afirma que a expectativa é de iniciar as obras no princípio de 2027, com previsão de serem concluídas dentro de um período de 30 meses — cerca de dois anos e meio. Há contrapartidas exigidas para a cessão da área que podem ter sua execução iniciada assim que a autorização for emitida. 

“A melhoria da navegabilidade com o aumento do calado beneficia todos os usuários do porto, é muito importante para nós. Assim que estivermos liberados, começaremos a dragagem e a reforma de dez casas históricas do terminal portuário. Também daremos início à construção do terminal, que queremos começar o quanto antes”, acrescenta Lacerda. 

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