“Me comprometi, enquanto presidente da República, a fazer um plano de recuperação fiscal que realmente seja possível, factível ser cumprido pelo governo do Rio Grande do Sul. Hoje está na faixa de R$ 100 bilhões essa dívida. Eu sou do Rio de Janeiro, e eu sei a dificuldade que é cumprir um plano que é praticamente inexequível, então vamos pegar o Propag e ajustar o que for possível para atender ao povo do Rio Grande do Sul”, declarou Flávio.
O Propag mencionado pelo candidato é o novo programa de renegociação de dívidas estaduais apresentado pelo atual governo federal, do presidente Lula (PT), principal adversário de Flávio neste pleito eleitoral. O projeto prevê redução de juros e a destinação de parte deles para investimentos nos próprios estados em áreas específicas, como educação, e de outra parcela para o Fundo de Equalização Federativa (Fef), que tem o objetivo de compensar os entes adimplentes com a União.
Flávio propôs um projeto de lei que “estabelece um valor fixo e impossível de ser contingenciado para financiamento da nossa produção em todo o Brasil, garantir um valor no seguro rural que atenda a eles de verdade”.
Outro assunto abordado pelo candidato foi o da segurança pública, de destaque em sua campanha presidencial. Flávio afirmou que pretende dobrar o número de presídios federais no Brasil, que passariam a ser chamados de “Treva”, e criar 500 mil novas vagas no sistema prisional do País.
Flávio pede impeachment de Moraes e Gonet, afastamento de chefe da PF e defende Mendonça
O presidenciável defendeu André Mendonça, que foi indicado ao STF pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e associou as notícias sobre encontro do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro a uma suposta “cortina de fumaça”.
“É impossível quererem lançar cortina de fumaça como essa contra o ministro André Mendonça. Pelo que eu vi na nota que ele publicou, foi em uma época em que ele sequer era relator dessa ação (caso do Banco Master no STF), tratando de um assunto específico e registrado em sua agenda. Portanto, algo totalmente profissional, e muito diferente do que fez Alexandre de Moraes. Esse sim, claramente, no meu ponto de vista, na minha opinião, cometeu diversos crimes. É inadmissível, com o que veio à tona, ele continuar sendo ministro do Supremo”, disse Flávio.
Ele ainda pediu o impeachment de Alexandre de Moraes e de Paulo Gonet, assim como do afastamento do chefe da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues.
Flávio Bolsonaro esteve acompanhado em sua visita à Expointer dos candidatos a governador do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), ao Senado, Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo), e de outros aliados gaúchos. O candidato é o terceiro presidenciável a comparecer à feira, que já contou com as presenças de Romeu Zema (Novo) no domingo (30) e Augusto Cury (Avante) na terça-feira (1º).