No caso da Alisul, a proposta é a de aprimorar a produção em diferentes frentes. A perspectiva é de que o projeto já tenha sido colocado em prática no primeiro semestre de 2027. Entre as novidades estão uma caldeira moderna, um secador para a linha de extrusados, que é voltada à psicultura e em uma linha robotizada de equipamentos de empacotamento.
"Vai ser um investimento diversificado em três áreas distintas que vem em boa hora. Esse aporte é fundamental para que possamos seguir investindo e fazendo as coisas acontecerem no agro, que é onde atuamos. Nosso negócio é fundamentalmente de nutrição animal", avalia a presidente da Alisul Alimentos, Susana Schmitz Gewehr.
Enquanto isso, a mineradora Brita Ouro Preto obteve uma linha de crédito de R$ 10 milhões para modernizar seu parque industrial em Santa Cruz do Sul. A perspectiva é a de produzir, nesse primeiro momento, 50 mil toneladas ao ano de um remineralizador de solo, conhecido como pó de rocha, que é utilizado como insumo agrícola. A demanda pode levar à ampliação da fabricação.
Mesmo em cenário adverso, BRDE espera repetir volume de financiamentos da Expointer 2025
"Pretendemos replicar os mesmos R$ 500 milhões mesmo sabendo de todas as dificuldades que tem o produtor rural, com o endividamento, a taxa de juros alta e a expectativa de El Niño. Nossa visão é de médio e longo prazo e os investimentos que o BRDE apoia não são só para o próximo ano. Incluem diferentes áreas de retorno de longo prazo. E nossos recursos são muito competitivos. O produtor sabe que o mercado é cíclico, que tem anos bons e ruins, mas que ao longo do tempo certamente vale a pena", avalia o diretor do BRDE Leonardo Busatto.
O executivo ressalta, ainda, que, ao longo do último ano, as tarifas dos Estados Unidos aos produtos brasileiros limitaram os investimentos no País. "Alguns setores sofreram mais que outros, como a indústria do fumo, madeireira, calçadista e o polo metalmecânico. E isso trouxe dificuldades. Mas conseguimos, de alguma maneira, apoiar com linhas de financiamento alguns deles para esse socorro emergencial", pontua.
No caso da agropecuária, entretanto, o cenário é diferente. "A produção é em boa parte para consumo interno ou exportada para a Ásia. Então, o que pega para o produtor acaba sendo os custos da produção", avalia Busatto.