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Publicada em 17 de Agosto de 2026 às 18:34

Expointer testa reação do mercado de máquinas ao novo Plano Safra

Governador espera por melhorias na MP 1.376 que trata da renegociações das dívidas

Governador espera por melhorias na MP 1.376 que trata da renegociações das dívidas

Claudio Medaglia/ESPECIAL/JC
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Claudio Medaglia
Claudio Medaglia Repórter
A 49ª Expointer foi lançada oficialmente nesta segunda-feira (17), no Palácio Piratini, com a expectativa de que a feira volte a funcionar como termômetro para os investimentos no agronegócio. Um dos principais testes estará no Parque de Máquinas, que chega à edição deste ano depois de uma queda de cerca de 49% nos negócios em 2025 e terá na disponibilidade de crédito uma das principais variáveis para uma possível recuperação.

Primeira grande mostra do setor após o lançamento do Plano Safra 2026/2027, a Expointer será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) considera a feira um teste da capacidade de transformar a intenção de compra dos produtores em novos investimentos.

O número de empresas de máquinas expositoras ainda não está fechado, mas a tendência é de redução em relação às 150 que participaram em 2025. A área ocupada, porém, deverá ser mantida, já que algumas empresas ampliaram o tamanho de seus estandes, segundo o Simers.

“O que esperamos é que as linhas de crédito estejam plenamente operacionais e acessíveis durante a Expointer. Se o financiamento chegar efetivamente ao produtor, teremos um ambiente muito favorável para impulsionar os negócios e estimular novos investimentos”, afirma o presidente da entidade, Claudio Bier.

Em 2025, máquinas e implementos movimentaram R$ 3,77 bilhões durante a Expointer, cerca de 49% abaixo dos R$ 7,39 bilhões registrados no ano anterior. O Simers relaciona o ambiente ainda cauteloso à baixa rentabilidade das principais culturas, diante da combinação entre preços pressionados das commodities e custos elevados de produção.

Para o governador Eduardo Leite, embora a renegociação das dívidas dos produtores rurais já esteja em andamento, nos termos da MP 1.376, ainda há muito a ser debatido e melhorado no texto. Ele acredita que a feira irá sediar muitas discussões em torno do tema. “Acredito que possamos melhorar o texto antes de ir a votação pelo Congresso para atender melhor os anseios do setor.” Leite ainda reforçou o discurso pela prorrogação da suspensão do pagamento da dívida do RS com a União para investir em irrigação.

A feira terá cerca de 2 mil expositores e mais de 400 eventos e atrações ao longo dos nove dias. A programação reúne produção animal, máquinas e implementos agrícolas, agricultura familiar, inovação e tecnologia, atividades técnicas, negócios e atrações culturais. Nos pavilhões de animais, estarão representadas mais de 150 raças.

A presença dos animais de argola, que participam dos julgamentos morfológicos, cresceu nesta edição. Foram 5.756 inscrições, 12,7% acima das 5.107 registradas em 2025 e o maior número desde 2012. Entre as atrações estão ainda o tradicional Desfile dos Campeões e a programação de julgamentos, leilões e provas.

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