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Publicada em 31 de Agosto de 2026 às 14:29

Governo projeta neutralizar emissões do South Summit e da próxima Expointer

Parceria entre poder público e empresa CRVR tem vigência de dois anos

Parceria entre poder público e empresa CRVR tem vigência de dois anos

Jefferson Klein/Especial/JC
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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Apesar de ser o último ano do mandato de Eduardo Leite, o atual governo do Estado espera repetir a experiência deste ano da compensação das emissões de gases de efeito estufa da Expointer na próxima edição da feira e também no South Summit de 2027. O objetivo é compartilhado pelos secretários da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, e do Meio Ambiente e Infraestrutura, Isa Carla Osterkamp.
“Após toda a sucessão de eventos extremos pelos quais o Estado passou, a gente sabe que a mitigação dos gases de efeito estufa é muito relevante”, frisa Isa. Ela recorda que a chamada pública voltada a empresas que possuíam créditos de carbono certificados e que quisessem participar como parceiras do governo do Estado em diferentes eventos tem vigência de dois anos. A chamada foi atendida recentemente pela empresa CRVR, de forma voluntária, sem a necessidade de desembolso financeiro do governo para obter os créditos de carbono.
Esses créditos são gerados pela CRVR por meio da queima ou do aproveitamento do metano gerado em seus aterros sanitários localizados no Rio Grande do Sul. Como essa atividade representa um ganho ambiental, propicia um “saldo” que pode ser repassado para compensar impactos de outras atividades.
A atual Expointer, que ocorre até 6 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, é um teste fundamental para difundir a ideia de eventos com carbono neutro. O secretário da Agricultura defende que a agropecuária precisa fazer parte da solução dos problemas climáticos. "É importante levar isso para a nossa maior vitrine", enfatiza o dirigente.
A compensação de carbono do evento abrangerá todo o período da feira, da montagem à desmontagem, e considera o impacto das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa (GEE) como consumo de energia elétrica e água, a geração de resíduos e o transporte dos animais. O diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi, detalha que a emissão gerada pelos próprios animais não está incluída no levantamento.
Sobre a compensação da emissão proveniente dos visitantes, durante o evento, estarão disponíveis QR Codes, totens e ferramentas que permitem ao público calcular sua própria pegada de carbono informando dados como, por exemplo, o transporte utilizado para chegar na feira. Girondi estima que esta edição da Expointer deve gerar algo entre 1 mil a 1,5 mil toneladas de CO2.
A coordenadora de legalidades da CRVR, Laura Pompeu de Toledo Viveiros, explica que 1 tonelada de CO2 equivale ao consumo de aproximadamente 400 litros de gasolina por um carro, o que sete árvores levariam em torno de 20 anos para compensar. Ela destaca que a CRVR, com suas atividades, possui uma geração de créditos certificados na ordem de 500 mil toneladas por ano. Girondi estima que o inventário das emissões desta Expointer possa ser finalizado cerca de 30 dias após o término do encontro. Antes disso, no próximo sábado (5), deve ser divulgado o inventário que a empresa fez da última Fenasoja.
O diretor da Solví Energia Verde (grupo ao qual a CRVR é vinculada), Rafael Salamoni, reforça ainda que, além da geração de créditos de carbono, o grupo desenvolve projetos de produção de biometano em seus aterros e já possui uma capacidade para 100 mil metros cúbicos anuais do biocombustível. Essa produção é alcançada a partir das suas unidades nos municípios de Minas do Leão e São Leopoldo.
Apesar de ser o último ano do mandato de Eduardo Leite, o atual governo do Estado espera repetir a experiência deste ano da compensação das emissões de gases de efeito estufa da Expointer na próxima edição da feira e também no South Summit de 2027. O objetivo é compartilhado pelos secretários da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, e do Meio Ambiente e Infraestrutura, Isa Carla Osterkamp.
“Após toda a sucessão de eventos extremos pelos quais o Estado passou, a gente sabe que a mitigação dos gases de efeito estufa é muito relevante”, frisa Isa. Ela recorda que a chamada pública voltada a empresas que possuíam créditos de carbono certificados e que quisessem participar como parceiras do governo do Estado em diferentes eventos tem vigência de dois anos. A chamada foi atendida recentemente pela empresa CRVR, de forma voluntária, sem a necessidade de desembolso financeiro do governo para obter os créditos de carbono.
Esses créditos são gerados pela CRVR por meio da queima ou do aproveitamento do metano gerado em seus aterros sanitários localizados no Rio Grande do Sul. Como essa atividade representa um ganho ambiental, propicia um “saldo” que pode ser repassado para compensar impactos de outras atividades.
A atual Expointer, que ocorre até 6 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, é um teste fundamental para difundir a ideia de eventos com carbono neutro. O secretário da Agricultura defende que a agropecuária precisa fazer parte da solução dos problemas climáticos. "É importante levar isso para a nossa maior vitrine", enfatiza o dirigente.
A compensação de carbono do evento abrangerá todo o período da feira, da montagem à desmontagem, e considera o impacto das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa (GEE) como consumo de energia elétrica e água, a geração de resíduos e o transporte dos animais. O diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi, detalha que a emissão gerada pelos próprios animais não está incluída no levantamento.
Sobre a compensação da emissão proveniente dos visitantes, durante o evento, estarão disponíveis QR Codes, totens e ferramentas que permitem ao público calcular sua própria pegada de carbono informando dados como, por exemplo, o transporte utilizado para chegar na feira. Girondi estima que esta edição da Expointer deve gerar algo entre 1 mil a 1,5 mil toneladas de CO2.
A coordenadora de legalidades da CRVR, Laura Pompeu de Toledo Viveiros, explica que 1 tonelada de CO2 equivale ao consumo de aproximadamente 400 litros de gasolina por um carro, o que sete árvores levariam em torno de 20 anos para compensar. Ela destaca que a CRVR, com suas atividades, possui uma geração de créditos certificados na ordem de 500 mil toneladas por ano. Girondi estima que o inventário das emissões desta Expointer possa ser finalizado cerca de 30 dias após o término do encontro. Antes disso, no próximo sábado (5), deve ser divulgado o inventário que a empresa fez da última Fenasoja.
O diretor da Solví Energia Verde (grupo ao qual a CRVR é vinculada), Rafael Salamoni, reforça ainda que, além da geração de créditos de carbono, o grupo desenvolve projetos de produção de biometano em seus aterros e já possui uma capacidade para 100 mil metros cúbicos anuais do biocombustível. Essa produção é alcançada a partir das suas unidades nos municípios de Minas do Leão e São Leopoldo.

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