Pelos olhos das crianças da cidade, a oportunidade de ver de perto um pouco das peculiaridades do mundo rural. Para os produtores, o momento de expor os animais pelos quais trabalham dia a dia. Aos empreendedores, a chance de ampliar as oportunidades de negócios. Todo ano, esse é o clima da maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina. Após um 2024 prejudicado pelas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, neste ano, o otimismo de todos está redobrado na 48ª edição da Expointer.
São Pedro já começou colaborando com um lindo dia de sol e temperatura agradável a todos que chegaram na manhã deste sábado (30), primeiro dia do evento, ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O único porém era o longo congestionamento na rodovia BR-116, causando a paralisação quilométrica de carros que tentavam chegar ao local. Nada que tirasse o brilho da agenda agrária mais aguardada do ano.
Abertura da Expointer contou com a presença do secretário estadual de Agricultura, Edivilson Brum
Dani Barcellos/JC
Esse era o caso do pequeno Vitor, de um ano e seis meses, que passeava pelo pavilhão de animais de grande porte acompanhado dos pais. Os administradores Katiesca Kulpa, 42 anos, e Matheus Cassani, 32, fizeram questão de apresentar ao menino criado em Canoas um pouco da vida do campo. A mãe contou que costumava visitar a Expointer quando era criança e agora viu a oportunidade de mostrá-la ao filho. "Ele só tinha visto os animais nos livros, já que a gente mora na cidade, onde a realidade é outra. Logo na chegada ele ficou encantado com os tratores, ele tem vários de brinquedo mas nunca tinha visto um de verdade", comemora Katiesca.
O mesmo aconteceu com o Enrico, de 4 anos, levado pelo casal Mariana Rittmann, 38, e Diogo Guaragni, 30. No caso deles, o filho já conhecia a feira, mas para o pai tudo era novidade: "Estou achando muito legal, grande, imenso. Não tinha noção do tamanho, mas estou encantado com a variedade de animais, de máquinas, de tudo", admira-se Guaragni.
Preparativos para churrascadas começam cedo
Dani Barcellos/JC
Nos espaços comerciais, o sentimento também é de dias intensos de vendas. No espaço da Noxon do Brasil Saúde Animal, o coordenador da empresa no Rio Grande do Sul, Ramon Leote, lembra que esta é a 13ª participação deles no evento. "Trouxemos para cá nossa linha de medicamentos voltada ao bovino, e o gado vem numa ascendente. Então, a expectativa é de bons negócios, até pelo clima também, que é a nossa linha voltada ao verão".
O promotor de vendas da loja de cercas elétricas Zebu, Neco Borger, aposta nos lançamentos para fechar o período com faturamento superior a 2024. "A nossa nova linha de cercas elétricas pode ser controlada via controle remoto e via Wi-Fi. De qualquer parte do planeta hoje você pode ligar, desligar, pode fazer o mapeamento da sua propriedade e ver onde que possa ter um possível problema na sua cerca", detalha.
Próximo dali, o criador da raça simental fleckvieh, Édson Lazzarotto, de Jaquirana, preparava-se para mais uma jornada de negócios em Esteio. Apesar de alguns percalços, como o tarifaço dos Estados Unidos às carnes brasileiras, ele segue com boas perspectivas. "A gente tem que ter sempre a esperança de que cada vez será melhor, né? Esse é o momento de rever os clientes, os amigos, que isso aqui é uma festa, né? Em relação às tarifas, também acredito que as coisas melhorem, vamos passar para um futuro melhor", reafirma o produtor.