Ao conquistar a medalha de bronze na trave no Mundial de Roterdã neste domingo (25), a brasileira encerrou um período de dez anos de tentativas sem sucesso de subir ao pódio em grandes eventos mundiais. A ginasta carioca havia sido finalista no aparelho nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e de Tóquio, em 2021, e nos Mundiais de Stuttgart-2019 e Jacarta-2025, sem ter terminado entre as três primeiras colocadas.
"Esta conquista foi especial, porque nunca havia antes ganho uma medalha na trave, e já são dez anos tentando, praticamente. Portanto, conseguir isso me deixa muito feliz", afirmou a brasileira, que na Holanda ficou atrás de Kaylia Nemour (ouro) e Zhang Qinqyng (prata).
"Isso é pra Flavinha, pequenininha, de 2016, que ficou em quinto lugar na Olimpíada, por 0.10", disse a ginasta de 1,48m. "Senti que hoje era o dia. Eu tinha que brilhar hoje. Tava sentindo isso no meu coração", disse ela, que chegou à terceira medalha em Campeonatos Mundiais após a prata por equipes e o bronze no solo em Antuérpia-2023.
O treinador Francisco Porath Neto afirmou que a ginasta se superou. "Já faz anos que ela luta por isso, sempre está nas finais. Falei pra ela ter coragem. E foi lindo demais. Ela merece tudo isso", afirmou o técnico, acrescentando que é necessário arriscar para conquistar a medalha.
"Na classificatória, as notas estavam muito altas. Eram muitas meninas muito próximas para se conseguir um lugar entre as três na final. Agora é curtir a medalha, voltar para casa e descansar. E depois retomar o trabalho, para conquistarmos outras."