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Publicada em 18 de Setembro de 2026 às 11:52

Bom Princípio projeta chegar a R$ 1 bilhão de faturamento até 2032

Diretor-presidente da Bom Princípio, Alexandre Ledur.

Diretor-presidente da Bom Princípio, Alexandre Ledur.

Grupo BPA/JC/Divulgação
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter

Neste mês de outubro, pela primeira vez, os produtos naturais da catarinense DaMagrinha estarão lado a lado com os doces da gaúcha Bom Princípio Alimentos em uma feira internacional. A Sial Paris, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, será o palco da estreia internacional da nova configuração do grupo gaúcho, que tem fábrica em Tupandi, no Vale do Caí. A transformação da Bom Princípio Alimentos em grupo inclui também a Cacau Gramado, adquirida pela empresa no ano passado.

A união das três marcas já começou a ganhar visibilidade no mercado brasileiro. Durante a Expoagas, realizada recentemente, o estande da empresa apresentou os produtos de DaMagrinha, Bom Princípio e Cacau Gramado de forma integrada, antecipando o movimento de expansão no varejo que o grupo pretende promover tanto no Brasil quanto no exterior.

Diretor-presidente da empresa, Alexandre Ledur não revela quanto foi investido nas aquisições, tampouco quanto tem desembolsado este ano em melhorias estruturais na planta industrial da Bom Princípio Alimentos, em Tupandi, mas aponta que o movimento é considerado fundamental para, em 2032, atingir o faturamento de R$ 1 bilhão. Neste ano, a estimativa é ultrapassar R$ 300 milhões. Depois de experimentar um crescimento de 37,5% no faturamento no ano passado, este ano a perspectiva é chegar a 25%.


"Desde que iniciei a Bom Princípio, há 30 anos, fabricando quatro tipos de chimias, expandir era o meu objetivo e, principalmente, garantir um crescimento médio anual constante de 25%. Ou seja, a cada quatro anos, nós dobramos nosso faturamento. Seja de maneira orgânica, como fizemos no ano passado com a ampliação da fábrica e da produção, seja de forma inorgânica, com a aquisição de marcas, que iniciamos agora. Elas representam uma oportunidade de alcançarmos nichos muito importantes, e que são tendências de mercado fundamentais para a ampliação da nossa presença, especialmente no varejo", explica o empresário.


Ledur destaca que, mesmo com a formação do grupo, as fábricas são independentes. Cada uma seguirá produzindo as suas próprias marcas e produtos, mas servirão como base logística para os três segmentos. Por isso, a presença na Sial com a DaMagrinha é considerada estratégica. A indústria com sede em Tijucas, Santa Catarina, produz barrinhas, cereais e outros produtos integrais, orgânicos e funcionais. Um segmento que a própria Bom Princípio já vinha experimentando e é considerado chave na entrada em novos mercados internacionais. 


Ao todo, o Grupo Bom Princípio Alimentos salta de 400 rótulos em seu portfólio para 700. Isso inclui, além das produções somadas das três marcas, o avanço próprio da Bom Princípio Alimentos, que lançou 60 novos produtos este ano, especialmente na linha de bases para sorvetes e funcionais.


"Já estamos presentes em todo o Brasil e em outros 12 países. Com o acréscimo da DaMagrinha, que traz um apelo presente no mundo inteiro, em busca de produtos saudáveis, temos o objetivo de consolidar a nossa presença em novos mercados e naqueles onde já entramos com os nossos doces, que têm justamente nas frutas e na característica natural o principal atrativo", comenta Alexandre Ledur.


Em outra frente, a aquisição da Cacau Gramado, fabricante de chocolates artesanais na cidade da Serra, abre para o grupo uma nova fatia de mercado, relacionada ao turismo.


"Temos em Gramado agora uma loja ao lado da Rua Coberta e ainda uma loja de fábrica, que vai nos permitir essa possibilidade de atrair turistas para conhecerem a produção. É um mercado muito valorizado e de grande qualidade", define o diretor.


Atualmente, a Bom Princípio Alimentos fabrica mais de mil toneladas de produtos por mês. Ainda não há uma estimativa de quanto essa produção amplia com as aquisições. Em 2027, projeta o diretor, estão previstos investimentos em novos maquinários e aportes para maior eficiência e adaptação das linhas produtivas ao padrão da empresa, que vão gerar um aumento na capacidade produtiva. Não será necessário, segundo Ledur, investir em ampliações físicas nas fábricas. Ele não divulga os valores a serem desembolsados.


Ficha técnica

Investimento: não divulgado

Estágio: concluído

Empresa: Grupo Bom Princípio Alimentos

Cidades: Tupandi e Gramado

Área: indústria


Leia também: Cooperativa do Norte do RS investe R$ 26,8 milhões para ampliar produção

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