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Publicada em 21 de Outubro de 2026 às 13:50

Previdência não pode ser coadjuvante, diz ministro da pasta

Wolney Queiroz participou do 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada

Wolney Queiroz participou do 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada

agência brasil/divulgação/jc
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Agências
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, defendeu nesta terça-feira, no 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP), a manutenção da Previdência como área com estrutura própria no governo federal e argumentou que o tema não pode voltar a ser secundário dentro de outra pasta.
"Hoje nós temos um ministério para chamar de nosso, o Ministério da Previdência Social, um ministério que tem nome e sobrenome. É bom lembrar que esse ministério estava extinto no governo anterior", afirmou, ao creditar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a recriação do órgão.
Ao ressaltar o peso fiscal e social do sistema, o ministro disse que "o presidente Lula recriou esse Ministério dando a força, a potência e a importância ao ministério que cuida de 47% do orçamento primário brasileiro". Wolney também citou números do desembolso anual: "Nós pagamos R$ 1,2 trilhão por ano, R$ 83 bilhões por mês".
Ao defender prioridade permanente à área, ele disse que a Previdência "se trata de um dos maiores sistemas de proteção social do mundo" e que o País não pode aceitar perder novamente o Ministério da Previdência Social".
No discurso, Wolney também conectou a centralidade institucional da Previdência ao debate sobre a política do salário mínimo e seus reflexos nos benefícios, afirmando que a preservação do modelo é parte da defesa do sistema de proteção social.
Previdência complementar não se separa do RGPS, há risco de retrocesso
Wolney Queiroz afirmou ainda, durante o evento, que a previdência complementar fechada deve ser vista como parte do mesmo sistema de proteção previdenciária, que inclui o Regime Geral (RGPS) e os regimes próprios. Ele defendeu também a ampliação da cobertura com mais participantes e patrocinadores. "Previdência Complementar não está separada da previdência social. O próprio nome já diz, ela complementa a atividade da previdência base", afirmou.
Segundo ele, quem participa de fundo de pensão também construiu ou constrói a sua proteção a partir de um regime geral ou de um regime próprio. O ministro citou iniciativas recentes voltadas ao crescimento do setor, como a inscrição automática e o lançamento, em 2026, do selo para patrocinadores do futuro, voltado a reconhecer empresas comprometidas com a proteção previdenciária de trabalhadores. "Conseguimos 110 inscrições. Isso mostra que há intenção e compromisso de fazer a previdência complementar crescer", disse.
Wolney também mencionou ações de educação financeira e previdenciária para crianças e jovens, com o objetivo de transformar o esforço em política de Estado. Para ele, a Previdência deve ser entendida como proteção familiar e garantia de dignidade. "Previdência é proteção para uma família, é tranquilidade para quem trabalha, é dignidade para quem envelhece."
No encerramento, o ministro voltou ao debate sobre a política de reajuste de benefícios e à necessidade de manter a vinculação ao salário mínimo, afirmando que experiências internacionais de desvinculação, como no Chile, resultaram em aumento de pobreza entre idosos. Ele disse ainda que o lema do congresso, "previdência em movimento", é um alerta para evitar retrocessos: "Movimento nem sempre significa que é para frente pode ser retrocesso", disse.

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