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Publicada em 16 de Outubro de 2026 às 18:45

Liderança na era da IA é tema de debate no evento Conexão G2

A discussão evidenciou que a inserção da automação gerada pela IA altera a dinâmica operacional, demandando novas posturas dos gestores

A discussão evidenciou que a inserção da automação gerada pela IA altera a dinâmica operacional, demandando novas posturas dos gestores

Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC
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Jamil Aiquel
Jamil Aiquel Repórter
O uso da Inteligência Artificial (IA) nos setores corporativo e jurídico centralizou os debates da terceira edição do Conexão G2, evento realizado no dia 16 de outubro de 2026, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. O encontro reuniu especialistas em direito digital, tecnologia e negócios para discutir a nova arquitetura de responsabilidade em um cenário onde algoritmos influenciam operações cotidianas e decisões gerenciais. 
Organizado pela G2 Advocacia, o evento teve como objetivo estabelecer um espaço onde as principais diretrizes do universo jurídico e corporativo possam ser debatidas de forma integrada. Gabriel Moreira, sócio fundador da G2 Advocacia e um dos organizadores da conferência, ressaltou a inevitabilidade tecnológica atual e a necessidade urgente de promover o diálogo entre as instituições.
"O mercado jurídico, da mesma forma como qualquer segmento empresarial hoje no Brasil, no mundo, não tem como fugir desse tema de inteligência artificial, porque é o assunto que efetivamente todo mundo fala. O mínimo que podemos fazer é discutir o assunto", afirmou Moreira. 
Durante a programação da tarde, um dos destaques do evento foi o painel intitulado "A cadeira ainda é sua? Decisão, Risco e Responsabilidade na era da IA". A sessão debateu se as novas ferramentas de automação e algoritmos auxiliam, dificultam ou reconfiguram o peso das tomadas de decisão nas estruturas corporativas. 
O debate foi mediado por Gabriel Moreira, e a mesa de discussão foi formada por Marta Saft, vice-presidente Latam na Thoughtworks, consultoria global de tecnologia, e por Giovanni Jarros Tumelero, diretor-presidente do Jornal do Comércio.
A discussão evidenciou que a inserção da automação gerada pela IA altera a dinâmica operacional, demandando novas posturas dos gestores. Marta detalhou o impacto prático da inteligência artificial no desenvolvimento avançado de softwares, mas destacou que o papel da gestão humana estratégica ainda é de extrema importância para a validação dos negócios
"A IA não vai assumir responsabilidade por ninguém. O papel do CEO e dos gestores no geral continua sendo muito especial, de estabelecer a direção e de decidir onde de fato vale a pena investir no momento em que as opções se multiplicam", avaliou Marta Saft.
Pelo segmento de comunicação e tratamento de dados informativos, Giovanni Jarros Tumelero falou que o Jornal do Comércio investe na ferramenta como um catalisador das rotinas produtivas. Ele explica que o jornal emprega a inteligência artificial na automação de processos primários, a exemplo da transcrição de áudios em entrevistas, o que viabiliza um ganho significativo de tempo para os repórteres.

"A inteligência artificial aumenta a responsabilidade do CEO", destacou Giovanni Jarros Tumelero | Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC
"A inteligência artificial aumenta a responsabilidade do CEO", destacou Giovanni Jarros Tumelero Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC
Além disso, o dirigente destacou que o JC processa seu acervo com 93 anos de dados históricos da economia gaúcha, para apoiar investidores por meio de serviços de mapeamento regional de negócios. Para Tumelero, as inovações trazem velocidade, mas transferem ao dirigente um rigor crítico superior no trato da informação.
"A inteligência artificial aumenta a responsabilidade do CEO. Se a pessoa não estiver preparada, ela pode sim ter tomadas de decisão erradas por usar e confiar em uma informação que não seja verdadeira. O grande ponto de um CEO é saber o que e onde confiar nela", declarou o diretor-presidente.

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