O índice dos gerentes de compras (PMI) sobre a atividade industrial do Brasil caiu de 46,3 pontos em agosto para 44,8 pontos em setembro, informou a S&P Global nesta quinta-feira (1º). Este foi o quinto recuo consecutivo do indicador, marcando o ritmo de queda mais rápido desde o início de 2020. Com isso, o PMI industrial aprofunda a permanência abaixo de 50 pontos, o que aponta para retração da atividade no setor.
Em nota, a diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima, afirma que setembro foi um mês mais difícil para os fabricantes, com quedas mais acentuadas na produção e nos novos pedidos, diante da demanda mais fraca, concorrência elevada e incerteza às vésperas das eleições presidenciais. Segundo ela, as empresas reagiram cortando compras e estoques para proteger o fluxo de caixa.
Ao mesmo tempo, as pressões sobre os custos se intensificaram, com materiais importados e transporte internacional sendo relatados como mais caros. "No entanto, com as vendas em queda e a concorrência continuando acirrada, os fabricantes não conseguiram repassar integralmente esses aumentos aos clientes", destaca Pollyanna. Por outro lado, Pollyanna ressalta que as empresas ainda se mostram mais otimistas em relação às expectativas para o próximo ano, impulsionadas pela expectativa de alguma melhora nas condições de mercado após as eleições.