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Publicada em 23 de Setembro de 2026 às 10:06

Dólar avança com Fed e eleição no Brasil no radar

Às 9h35min, a moeda americana subia 0,73%, a R$ 5,1404

Às 9h35min, a moeda americana subia 0,73%, a R$ 5,1404

Arte/JC
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Agências
O dólar avança no mercado à vista e puxa os juros futuros na manhã desta quarta-feira, 23, após fecharem em baixa na véspera. Às 9h35min, a moeda americana subia 0,73%, a R$ 5,1404, enquanto o índice DXY do dólar renovava máxima, a 100,961 pontos.
O real é pressionado em meio à valorização global da moeda americana e alta dos rendimentos dos Treasuries, diante das expectativas de novas elevações de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Essas apostas se sobrepõem ao alívio dos preços do petróleo, diante da possibilidade de desescalada do conflito no Oriente Médio, fator que em geral pesaria contra a moeda, já que os EUA são exportadores líquidos de petróleo.
Investidores locais também repercutem a pesquisa Atlas/Bloomberg, que mantém o empate técnico no 2º turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas mostra inversão da vantagem numérica em favor de Lula, ante a sondagem anterior, reforçando a percepção de estagnação de Flávio.
No 2º turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47,7% e Flávio Bolsonaro (PL), 47,4%, invertendo a vantagem numérica de 0,4 ponto de Flávio para 0,3 ponto de Lula. Nos votos válidos:
  • Lula marca 50,2%
  • Flávio, 49,8%
No 1º turno, ambos avançaram 1,7 ponto:
  • Lula foi a 45,8%
  • Flávio, a 43,4%
mantendo distância de 2,4 pontos. Juntos, passaram de 85,8% para 89,2%.
O UBS GWM vê três fatores mantendo elevado o prêmio de risco no Brasil:
  • eleição disputada
  • deterioração fiscal
  • juros globais estruturalmente altos
Nesse cenário, considera atraentes apenas títulos indexados à inflação e ativos globais para reduzir riscos eleitorais e fiscais.
No Oriente Médio, ataque a cargueiro no Estreito de Ormuz deixa o navio em chamas e à deriva, com dois feridos; toda a tripulação foi retirada. O incidente reforça a tensão e o risco à navegação na região.
A Rússia voltou a atacar a capital ucraniana, Kiev, com drones em ações à luz do dia nesta quarta-feira, horas antes de o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discursar para líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU.

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