O planejamento para saber o quanto uma organização está gerando de gases de efeito de estufa (GEE) está se disseminando cada vez mais entre a sociedade. Uma das instituições que está adotando essa estratégia é o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que está atualizando o inventário de emissões da sua sede, em Porto Alegre. O trabalho, desenvolvido pela Mercado Net Zero, deverá ser divulgado ainda neste mês.
A coordenadora do Gabinete de Mudanças Climáticas – GabClima MPRS, a procuradora de Justiça Sílvia Cappelli, detalha que o primeiro inventário da instituição foi apresentado em agosto de 2024. O levantamento, comenta a procuradora, apontou que aproximadamente 73% das emissões estavam concentradas em bens e serviços comprados, bens de capital, transporte e distribuição, resíduos, viagens a negócio e deslocamentos de casa ao trabalho.
“A partir da reflexão sobre o inventário, o Ministério Público adotou ações para reduzir as emissões”, enfatiza Sílvia. Uma dessas iniciativas foi o projeto Caronas, que consiste em um sorteio de vagas para o uso do estacionamento coberto a partir da inscrição de servidores que dão carona para colegas.
Outra prática da instituição, de acordo com a procuradora, é a compra de energia para atender a parte do seu consumo com geração de fontes renováveis. Essa medida é possível por meio da contratação da eletricidade no ambiente do mercado livre de energia (em que os consumidores podem escolher de quem vão adquirir a geração). E uma ação adotada recentemente foi a do uso de alguns veículos elétricos.
O GabClima MPRS é uma estrutura voltada à atuação institucional em mudanças climáticas e desastres socioambientais. A coordenadora do gabinete enfatiza que é importante engajar a sociedade quanto à preocupação sobre as alterações do clima.