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Publicada em 04 de Setembro de 2026 às 18:43
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também responsável pela frente econômica da candidatura de Lula (PT), disse nesta quinta-feira (3) que um novo mandato petista não descartaria fazer mudanças na Previdência Social no futuro. No entanto, o tema não está em discussão agora, acrescentou.
"Não é um tema que estamos discutindo agora. Acho que é um tema que precisamos de espaço para poder sentar com os vários atores, empregadores e empregados para discutir com calma. Mas eu não descarto que a gente tenha que discutir sustentabilidade e aprimoramentos na nossa Previdência", disse Durigan em entrevista ao SBT News.
A declaração respondia a um questionamento sobre o corte de gastos obrigatórios para conter o crescimento da dívida pública do país medida que Durigan apontou entre os passos necessários para melhorar a situação fiscal brasileira.
Ele acrescentou que a gestão econômica está lutando para entregar o superávit prometido. A meta fiscal proposta para este ano é de superávit primário de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), equivalente a R$ 34,3 bilhões, mas a margem de tolerância prevista no arcabouço fiscal permite um resultado zero.
No PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027 enviado ao Congresso em abril, o superávit é de 0,5% do PIB, com a margem de tolerância permitindo um resultado de 0,25% do PIB.
Na sequência, Durigan defendeu que governos petistas são mais reformistas do que as gestões de outras siglas, citando reformas nos governos Dilma e Lula e no mandato de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
A fala de Durigan surge em meio à divulgação de uma proposta de nova reforma da Previdência, apresentada por um grupo de estudiosos liderados pelo economista Paulo Tafner, uma referência no assunto desde a década de 1990 e autor de algumas das regras aprovadas na reforma de 2019.
Entre as medidas propostas pelo grupo está a definição de idade mínima de 67 anos na aposentadoria de homens e mulheres tanto na área urbana quanto rural. Reforma também mexeria nas regras de concessão de auxílio por acidente de trabalho e na contribuição de MEIs (microempreendedores individuais).