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Publicada em 04 de Setembro de 2026 às 18:43

Durigan diz que reforma da Previdência não está em discussão agora, mas admite debate futuro

Ministro da Fazenda afirma que eventual novo governo Lula poderá discutir mudanças na Previdência, enquanto proposta prevê idade mínima de 67 anos para aposentadoria

Ministro da Fazenda afirma que eventual novo governo Lula poderá discutir mudanças na Previdência, enquanto proposta prevê idade mínima de 67 anos para aposentadoria

Marcelo Camargo/Agência Brasil/JC
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Agências

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também responsável pela frente econômica da candidatura de Lula (PT), disse nesta quinta-feira (3) que um novo mandato petista não descartaria fazer mudanças na Previdência Social no futuro. No entanto, o tema não está em discussão agora, acrescentou.


"Não é um tema que estamos discutindo agora. Acho que é um tema que precisamos de espaço para poder sentar com os vários atores, empregadores e empregados para discutir com calma. Mas eu não descarto que a gente tenha que discutir sustentabilidade e aprimoramentos na nossa Previdência", disse Durigan em entrevista ao SBT News.

 

A declaração respondia a um questionamento sobre o corte de gastos obrigatórios para conter o crescimento da dívida pública do país medida que Durigan apontou entre os passos necessários para melhorar a situação fiscal brasileira.

 

Ele acrescentou que a gestão econômica está lutando para entregar o superávit prometido. A meta fiscal proposta para este ano é de superávit primário de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), equivalente a R$ 34,3 bilhões, mas a margem de tolerância prevista no arcabouço fiscal permite um resultado zero.

 

No PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027 enviado ao Congresso em abril, o superávit é de 0,5% do PIB, com a margem de tolerância permitindo um resultado de 0,25% do PIB.

 

 

Na sequência, Durigan defendeu que governos petistas são mais reformistas do que as gestões de outras siglas, citando reformas nos governos Dilma e Lula e no mandato de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.

 

A fala de Durigan surge em meio à divulgação de uma proposta de nova reforma da Previdência, apresentada por um grupo de estudiosos liderados pelo economista Paulo Tafner, uma referência no assunto desde a década de 1990 e autor de algumas das regras aprovadas na reforma de 2019.

 

Entre as medidas propostas pelo grupo está a definição de idade mínima de 67 anos na aposentadoria de homens e mulheres tanto na área urbana quanto rural. Reforma também mexeria nas regras de concessão de auxílio por acidente de trabalho e na contribuição de MEIs (microempreendedores individuais).

 

Flávio Bolsonaro (PL) que afirmou em entrevista recente que não seria necessário mexer em aposentadorias e no salário mínimo para fazer ajuste fiscal.

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