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Publicada em 02 de Setembro de 2026 às 16:40
A Marcopolo encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 271,2 milhões, queda de 15,5% em relação aos R$ 321,1 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O recuo ocorreu apesar do avanço da produção e da receita, em um trimestre marcado pela maior participação de micro-ônibus no mix de vendas e pelo enfraquecimento da demanda privada por veículos de maior valor agregado.
A produção consolidada chegou a 4.105 unidades, alta de 8%, enquanto a receita líquida cresceu 3%, para R$ 2,37 bilhões. O Ebitda recuou 15%, para R$ 338,6 milhões, e a margem Ebitda passou de 17,3% para 14,3%. A margem líquida também caiu, de 13,9% para 11,4%.
Segundo o CFO da Marcopolo, Pablo Freitas Motta, o descompasso entre produção e rentabilidade está relacionado principalmente ao cenário de juros elevados e restrição de crédito. A conjuntura reduziu encomendas de ônibus rodoviários e urbanos por operadores privados, levando a companhia a concentrar parte das entregas em micro-ônibus destinados a programas governamentais.