Entre os dias 26 e 28 de novembro, a cidade de Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, sediará o 3° Congresso Cerealista Brasileiro. O evento, organizado pela Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra) será realizado no Malai Manso Resort, e contará com a presença de cerca de 700 pessoas, além de nove governadores estaduais.
Presidente da ACEBRA há três mandatos, o ex-deputado federal Jerônimo Goergen afirma que o evento tem como objetivo consolidar uma nova imagem do cerealista brasileiro. Assim, o congresso foi organizado para debater assuntos de interesse comum e reafirmar a força política e econômica do setor.
“Teremos todo o debate necessário para o nosso segmento. Queremos consolidar a imagem de um cerealista que quer mostrar a importância que tem. Que faz bons negócios e, que no final, esses bons negócios sejam bons para o produtor também, porque a gente tem esse reconhecimento que não tem como ser forte sem ter o produtor fortalecido”, destacou.
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A programação do Congresso, então, irá abranger debates estratégicos sobre infraestrutura, logística, transporte e armazenagem, pontos fundamentais para elevar a competitividade e reduzir custos. Serão analisados avanços em investimentos públicos e privados, modernização dos corredores logísticos e ampliação da capacidade de armazenagem, com foco em eficiência e inovação.
Outro destaque, segundo o presidente, é o eixo da inovação e tecnologia, com discussões sobre a evolução da biotecnologia, a nova geração da soja no Brasil, tendências de bioinsumos, avanços em biocombustíveis e impactos das mudanças regulatórias para empresas cerealistas e produtores.
O evento também terá como foco temas como sustentabilidade, crédito de carbono, pulses e lavouras especiais, refletindo a crescente demanda global por rastreabilidade e responsabilidade ambiental.
Durante a tarde desta terça-feira (18), Goergen visitou a sede do Jornal do Comércio e foi recebido pelo diretor-presidente do JC, Giovanni Jarros Tumelero e pelo presidente do Conselho do JC, Mércio Cláudio Tumelero. Durante a conversa, foram debatidos o segmento das empresas cerealistas no Brasil, além do posicionamento do país no mercado global.
Durante a conversa, foram debatidos o segmento das empresas cerealistas no Brasil, além do posicionamento do país no mercado global.
EVANDRO OLIVEIRA/JC
Na oportunidade, o presidente da associação explicou que o congresso contará com um foco especial na política. O objetivo, segundo ele, é tratar das demandas do segmento e do produtor, além de discutir a política brasileira e o relacionamento do setor com parlamentares.
“Nós não entendemos que a gente tem que fugir da política. Temos que nos relacionar com a política. Queremos fazer debates para mostrar o que os políticos pensam. Vamos tratar da política brasileira, do relacionamento do setor com os políticos brasileiros e das demandas do nosso segmento”, enfatizou.
Nesse contexto, ele destaca a presença de nove governadores de diversos Estados brasileiros. Entre os citados na programação do 3º Congresso Cerealista Brasileiro estão Mauro Mendes (MT), Antonio Denarium (RR), Rafael Fonteles (PI), Jorginho Mello (SC), Eduardo Leite (RS), Ratinho Junior (PR ), Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (MG) e Tarcísio Freitas (SP).
Por fim, Goergen destaca que o congresso deve focar no futuro e no presente, corrigindo rumos e debatendo dificuldades para mostrar o que é positivo e o que precisa ser resolvido por “quem tem o poder”, seja público ou privado.
Ele destaca que as relações internacionais e o posicionamento do Brasil no mercado global de grãos também estão em pauta, especialmente no diálogo com grandes parceiros comerciais como a China e Estados Unidos. O objetivo, segundo ele, é diminuir os entraves que impedem o país de chegar ao seu potencial.
“O Brasil tem que ser pragmático. Nós temos o que o mundo precisa, que é alimento, que é geração de energia sustentável. Nós temos gente, nós temos solo, nós temos clima, nós temos tudo, mas nós temos que parar de nos atrapalhar”, enfatizou Goergen.