Humanização foi palavra-chave no evento Comunicação no Varejo - O lado humano do atendimento em vendas, uma programação da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA).
"Quanto mais a digitalização aumenta, mais necessidade as pessoas têm dessa convivência humana. Hoje, muitos negócios estão trabalhando de maneira online, o trabalho em home office está, de alguma forma, afastando as pessoas", afirma o presidente do CDL POA, Irio Piva. Para o dirigente, o segredo para o equilíbrio está na comunicação. "Depois que a gente entende para quem queremos efetivamente comunicar, precisamos entender o que é importante para aquele público e aí procurar atender essa expectativa", explica.
O presidente do Sindilojas POA, Arcione Piva, por sua vez, destaca que falar da humanização da comunicação trará grandes resultados para o dia a dia das empresas. "A interação humana é fundamental nas relações pessoais. A tecnologia vem para ajudar naqueles trabalhos repetitivos, mas, em hipótese alguma, a presença do ser humano pode ser dispensada", ressalta.
O evento realizado nesta quinta-feira (9), no Salão Nobre do Palácio do Comércio, reuniu empreendedores para traçar relações entre os avanços tecnológicos, a comunicação organizacional e a gestão de pessoas. A programação foi conduzida pela presidente da ACPA, Suzana Vellinho.
A programação da tarde contou com a palestra do empreendedor e criador da Charlie Brownie, Tiago Schmitz. O presidente da CDL, Irio Piva, também compartilhou suas experiências como presidente no Grupo Elevato. Além disso, a sócia-administradora do empório uruguaio Sabor de Luna, Tatiana Druck, palestrou junto ao idealizador da marca, Raúl Copetti.
“A gente trabalha com pessoas, a gente precisa de pessoas. A cidade vive por e pelas pessoas. Então, falar sobre isso nos nossos negócios e estimular que outros negócios pensem sobre as pessoas, principalmente neste momento em que vivemos no mundo da tecnologia, é essencial”, destaca o criador da Charlie Brownie. Embora existam desafios, o fundador da marca afirma que tenta fortalecer uma relação de cuidado, transparência e diálogo entre o time. E, nessa história, as tecnologias surgem apenas como um reforço para as conexões humanas.
“Não trabalhamos com tecnologias avançadas no nosso negócio. A gente trabalha com pessoas que fazem o trabalho acontecer. O propósito da Charlie é tornar o dia das pessoas mais felizes. E a gente tenta fazer isso através da nossa gestão do cuidado”, explica Schmitz.
“Temos a sorte da humanização ser parte do nosso DNA”, destaca a sócia-administradora do empório uruguaio Sabor de Luna. Após 14 anos de atuação, o maior desafio da empresa é conciliar os seus valores com a ampliação da marca e o avanço das novas tecnologias. Afinal, se há algo que não está em jogo para a empreendedora é o afeto. “Desconfiamos que o segredo é não terceirizar o afeto. Essa relação íntima com os clientes faz parte da nossa empresa e a gente trata de comunicar para os nossos colaboradores o quão importante ela é, porque é uma relação também de confiança”, completa.