Ao final de um ano especialmente desafiador para os gaúchos, o tema escolhido para a última edição do Menu POA de 2024, realizado nesta terça-feira (10), foi “Por onde começar?”. Para abordar um assunto tão abrangente, a Associação Comercial de Porto Alegre convidou dos nomes expressivos do empreendedorismo de inovação no Rio Grande do Sul: o diretor executivo do Instituto Caldeira, Pedro Valério, e o publicitário Zeca Honorato.
Na avaliação de Valério, as enchentes de maio, que atingiram de forma agressiva o hub de tecnologia, a união de esforços teve papel fundamental na reconstrução da organização dedicada à agenda de transformação digital e de todo 4° Distrito (um dos principais polos de inovação da Capital).
"A gente está começando muito forte pela colaboração, pelo diálogo, pelo planejamento e pela alta capacidade de execução. Quando a gente fala de colaboração, a gente presenciou esse ano, talvez, um dos momentos mais importantes para entender que, sim, o povo gaúcho é altamente colaborativo", destacou.
Quando se olha para o prisma empresarial, ele acredita em cada vez mais se incentivar a assistência mútua. "Esses papéis estão sendo totalmente ressignificados, e a alta capacidade de colaboração é absolutamente fundamental para ganho de competitividade, para ganho de avanços tecnológicos, para adoção de novos insights. Então, e óbvio, isso desemboca dentro de uma perspectiva de planejamento", completa.
Segundo o executivo, uma das formas de garantir o crescimento social e econômico do Estado vem capacidade de reter os talentos dentro do RS. Nesse sentido, Honorato acredita na reinvenção profissional para se chegar a esse objetivo.
Segundo ele, uma das formas de se resolver esse problema está justamente no investimento em novas tecnologias. "Eu acho que nunca se teve tantas oportunidades, porque também existem ferramentas que contribuem muito pra isso. Se a gente pegar, por exemplo, a tecnologia, a inteligência artificial, muitos questionam o seu papel, talvez prejudicial, de perda de empregos e funções. Por outro lado, eu vejo a capacidade de auxílio que essas ferramentas nos dão. Tanto é que já tem muita gente chamando não mais de inteligência artificial, mas de inteligência aumentada".
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Por seu ponto se vista, "por trás dos recursos tecnológicos existe alguém que está, de alguma forma, propiciando, questionando ou estimulando aquelas ferramentas a realizarem tais funções". Diante dessas possibilidades, afirma Honorato, uma grande tendência que surge é a da reversão do etarismo.
"Por exemplo, pessoas que antes estariam fora do mercado, justamente por talvez não serem tão adeptas às tecnologias, agora vão ser necessárias novamente. Já existe um ambiente pra isso nas empresas no mundo inteiro de contratação dessas pessoas, porque elas têm mais conteúdo, mais capacidade cognitiva, mais bagagem acumulada pra poder, inclusive, demandar uma ferramenta de inteligência artificial pra poder co-criar alguma coisa", destacou.