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Publicada em 19 de Novembro de 2024 às 16:46

Associação Comercial de Porto Alegre debate cidades inteligentes com especialistas

ACPA Menu Poa - "Inovação em Governos e Cidades Inteligentes". Paulo Ardenghi, CEO da Wise Innovation; Rafael Bechelin, especialista em cidades inteligentes;  Santiago Uribe, antropólogo e líder da Oficina de Resiliência de Medellín

ACPA Menu Poa - "Inovação em Governos e Cidades Inteligentes". Paulo Ardenghi, CEO da Wise Innovation; Rafael Bechelin, especialista em cidades inteligentes; Santiago Uribe, antropólogo e líder da Oficina de Resiliência de Medellín

TÂNIA MEINERZ/JC
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Osni Machado
Osni Machado Colunista
Cidades Inteligentes foi tema da reunião-almoço MenuPoa da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), desta terça-feira (19). O evento contou com a participação de Paulo Renato Ardenghi, CEO da Wise Innovation, de Rafael Bechelin, especialista em Cidades Inteligentes e de Santiago Uribe, antropólogo e líder da Oficina de Resiliência de Medellín (Colômbia). O evento foi realizado no Salão Nobre da ACPA, no Centro Histórico de Porto Alegre.Rafael Bechelin abordou os aspectos importantes sobre as Cidades Inteligentes e a inovação para governos. “A inovação pode modernizar a administração pública e transformar a realidade brasileira”, citou.O especialista disse que a gestão das cidades torna-se eficiente quando há o emprego de uma gestão orientada por dados, bem como, no uso de recursos tecnológicos como, por exemplo, a Inteligência Artificial (IA) para melhorar processos. De acordo com Bechelin, vários questionamentos devem ser feitos pelos administradores para melhorar a vida das pessoas. “(Por exemplo), como a inovação na área da saúde pode chegar de modo mais eficiente até o cidadão?”.Bechelin define, particularmente, o conceito de Cidades Inteligentes como sendo aquelas que inovam e melhoram a vida das pessoas. “Não necessariamente a tecnologia é o ponto básico: Cidade Inteligente é aquela que olha também para o cidadão, o colocando no centro do processo e que, a partir desse aspecto, encontra forma inovadoras para resolver os problemas e os desafios existentes”, explicou.O especialista citou que Porto Alegre, assim como as demais cidades em todo o mundo, encontra-se dentro nesse processo de implementação de tecnologias, pensando no futuro, pensando em resiliência. “Inovação deve estar na pauta do gestor público municipal, estadual e federal”, destacou.
Cidades Inteligentes foi tema da reunião-almoço MenuPoa da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), desta terça-feira (19). O evento contou com a participação de Paulo Renato Ardenghi, CEO da Wise Innovation, de Rafael Bechelin, especialista em Cidades Inteligentes e de Santiago Uribe, antropólogo e líder da Oficina de Resiliência de Medellín (Colômbia). O evento foi realizado no Salão Nobre da ACPA, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Rafael Bechelin abordou os aspectos importantes sobre as Cidades Inteligentes e a inovação para governos. “A inovação pode modernizar a administração pública e transformar a realidade brasileira”, citou.

O especialista disse que a gestão das cidades torna-se eficiente quando há o emprego de uma gestão orientada por dados, bem como, no uso de recursos tecnológicos como, por exemplo, a Inteligência Artificial (IA) para melhorar processos. De acordo com Bechelin, vários questionamentos devem ser feitos pelos administradores para melhorar a vida das pessoas. “(Por exemplo), como a inovação na área da saúde pode chegar de modo mais eficiente até o cidadão?”.

Bechelin define, particularmente, o conceito de Cidades Inteligentes como sendo aquelas que inovam e melhoram a vida das pessoas. “Não necessariamente a tecnologia é o ponto básico: Cidade Inteligente é aquela que olha também para o cidadão, o colocando no centro do processo e que, a partir desse aspecto, encontra forma inovadoras para resolver os problemas e os desafios existentes”, explicou.

O especialista citou que Porto Alegre, assim como as demais cidades em todo o mundo, encontra-se dentro nesse processo de implementação de tecnologias, pensando no futuro, pensando em resiliência. “Inovação deve estar na pauta do gestor público municipal, estadual e federal”, destacou.
Medellín é um exemplo em inovação 
Já Santiago Uribe destacou a transformação positiva de Medellín, considerada um lugar de insegurança para a população e que agora é um exemplo em inovação. “Medellín foi uma das mais violentas nos anos de 1980 e 1990 e três décadas depois ela se transformou na cidade mais adorada do mundo”, disse. O antropólogo explicou que, nesse processo, houve mudanças urbanas e sociais fundamentais.
“Medellín, primeiro desenhou uma governança e todo um acordo social foi feito para que empresas e o setor público em conjunto com as universidades e a sociedade civil trabalhassem juntas para a construção de uma solução, de um objetivo comum” explicou.
Paulo Renato Ardenghi citou que o debate promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre é muito importante. “(O tema) ocorre em um momento em que o Brasil teve eleições para escolha de novos prefeitos e, em particular, para o Rio Grande do Sul tem muita importância em um ano que viveu a maior tragédia climática de sua história. A gente nunca precisou tanto de inteligência, como vai precisar a partir de 2025”, salientou.

Ardenghi falou que “inteligência” vai muito além do ato de implantação de postes e de sensores inteligentes para melhorar a vida. “A gente precisa da inteligência para construir as cidades do futuro. Para que isso ocorra será necessário que haja a integração dos líderes municipais e de como pensar os territórios”, detalhou.

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