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Publicada em 17 de Outubro de 2024 às 13:21

Trabalhadores em campanha salarial realizam manifestação em Triunfo

Categoria pede reajuste pelo INPC mais aumento real de 3% e ampliação da licença-paternidade

Categoria pede reajuste pelo INPC mais aumento real de 3% e ampliação da licença-paternidade

Sindipolo/Divulgação/JC
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Os trabalhadores do Polo Petroquímico de Triunfo/RS realizaram na manhã desta quinta-feira (17), um ato na via de acesso ao complexo em protesto contra as empresas na negociação coletiva da categoria, que tem data-base em setembro (trabalhadores da Arlanxeo) e em outubro - os funcionários da Braskem, Innova e Oxiteno. Procurada pela reportagem do Jornal do Comércio, o Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim/RS), se pronunciou por meio de nota, representando as indústrias envolvidas.
Os trabalhadores do Polo Petroquímico de Triunfo/RS realizaram na manhã desta quinta-feira (17), um ato na via de acesso ao complexo em protesto contra as empresas na negociação coletiva da categoria, que tem data-base em setembro (trabalhadores da Arlanxeo) e em outubro - os funcionários da Braskem, Innova e Oxiteno. Procurada pela reportagem do Jornal do Comércio, o Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim/RS), se pronunciou por meio de nota, representando as indústrias envolvidas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Petroquímicas de Triunfo (Sindipolo), Ivonei Arnt, disse que a categoria está indignada com a postura das empresas na negociação. De acordo com o Arnt, em outras regiões do País, as mesmas empresas já apresentaram uma proposta de reposição das perdas inflacionárias com aumento real da ordem de 0,8% a 1%. No Rio Grande do Sul, segundo ele, a proposta é de apenas de reposição da inflação (INPC). "No Estado, onde os trabalhadores viveram uma situação dramática com as enchentes de maio, as empresas adotam uma postura discriminatória ao oferecer reajustes menores que nos outros polos do Brasil", explica.
Arnt destaca que o Polo Petroquímico é um setor forte, com empresas robustas, como a Braskem e a Arlanxeo, que pertence ao Grupo Saudi Aramco. O sindicalista destaca que segundo o Dieese, em 2024, até agosto, mais de 83% das negociações tiveram ganhos reais, especialmente no setor da indústria. Os trabalhadores pedem reajuste pelo INPC mais aumento real de 3%, equalização no auxílio educação, vale-alimentação e ampliação da licença-paternidade, entre outros itens.
Já as empresas ofereceram reajuste pelo INPC (3,71% para setembro e 4,09% para outubro) e não avançam nas demais demandas da categoria, em discordância com os petroquímicos do Rio de Janeiro e Bahia, onde apresentaram 4,5% (INPC + 0,79%) para setembro de reposição salarial e avançaram em outros itens do acordo coletivo.
O Sindiquim, por sua vez, confirmou a apresentação de uma proposta com reposição integral da inflação do período, rejeitada pelo Sindicato dos Trabalhadores. Também reiterou que as empresas mantém uma Política de Remuneração baseada no INPC, que contempla uma faixa salarial acima de outros segmentos da indústria. A negociação seguirá a partir de sexta-feira (18).

Leia, abaixo, a nota na íntegra

O Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul - Sindiquim/RS que representa as empresas petroquímicas envolvidas nesta negociação, com data-base em outubro (Braskem, Innova e Oxiteno), além da Arlanxeo com data-base outubro, informa que as negociações vigentes para Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2024 junto ao Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Petroquímicas de Triunfo/RS (Sindipolo), encontram-se em total conformidade com as prerrogativas legais e negociais dentro do prazo historicamente respeitado da Data-Base (outubro) e que as companhias tem participado normalmente das reuniões agendadas, de acordo com a agenda de negociações firmada com o Sindipolo.
Na negociação coletiva já foi apresentada uma proposta, com reposição integral da inflação do período, medida pelo INPC, que foi rejeitada em mesa pelo Sindicato dos Trabalhadores e temos reunião agendada para o dia 18/10, onde esperamos avançar com a conclusão da negociação, considerando os parâmetros das negociações já fechadas em outras bases petroquímicas.
As negociações finalizadas até o momento tinham data-base anterior, em setembro, e mesmo assim existem algumas negociações de setembro que estão em curso ainda, o que é normal dentro de uma negociação coletiva.
Mesmo em um contexto de mercado amplamente desfavorável, com significativa falta de competitividade por parte da indústria nacional e altos níveis de ociosidade em suas plantas, naquele que se caracteriza como o maior ciclo de baixa do setor petroquímico, as empresas mantêm uma Política de Remuneração competitiva baseada no Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC) e que contempla uma faixa salarial acima de outros segmentos da indústria, não estando previstos cortes de benefícios ou demissões de sua força de trabalho.
O Sindiquim reforça a posição conciliatória das empresas e de respeito junto ao sindicato do segmento, fornecedores, parceiros e integrantes da companhia, em vistas a manter uma operação econômica, social e ambientalmente sustentável.

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