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Publicada em 15 de Agosto de 2024 às 18:39

Futuro da Cobasi em shopping gaúcho é incerto após caso de animais mortos na cheia

Nassar determinou que não sejam comercializados animais no local

Nassar determinou que não sejam comercializados animais no local

THAYNÁ WEISSBACH/JC
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Caren Mello
Caren Mello
A loja Cobasi ainda não definiu se reabrirá a unidade no Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre. O sócio-diretor da rede de pet shops, Ricardo Nassar, esteve em Porto Alegre para conferir as obras que estão sendo feitas na região do entorno para prevenir futuras inundações. A unidade foi afetada pelas enchentes de final de abril e maio, ocasionando a morte de 38 animais no local.
A loja Cobasi ainda não definiu se reabrirá a unidade no Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre. O sócio-diretor da rede de pet shops, Ricardo Nassar, esteve em Porto Alegre para conferir as obras que estão sendo feitas na região do entorno para prevenir futuras inundações. A unidade foi afetada pelas enchentes de final de abril e maio, ocasionando a morte de 38 animais no local.
Após a visita de Nassar ao shopping, foi oferecido um espaço no terceiro andar, mas a empresa recusou a oferta. A estrutura da loja e o tipo de produtos comercializado requererem logística adequada para entregas. “A definição sobre reabertura ou não vai ser tomada na semana que vem. O certo é que, caso a decisão seja pela volta, não haverá mais animais comercializados naquele local”, revelou o executivo. Nassar teme que Porto Alegre e, sobretudo, a região próxima ao rio volte a sofrer enchentes.
Durante a passagem pela Capital, o empresário relatou o que chamou de “linchamento” pelas redes sociais, em paralelo ao ajuizamento de uma ação judicial, antes mesmo da conclusão do inquérito. Alegando danos ambientais e à saúde pública, a ação pediu indenização de R$ 50 milhões e a proibição de venda de animais, cuja liminar foi revista em segunda instância, pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.
“Foi uma catástrofe, ninguém esperava que a água subisse mais do que 60 cm. E o impacto na imagem foi desastroso”, disse, ao citar as ameaças sofridas pelas gerentes – impedidas pelo shopping de acessar as lojas – e o movimento de boicote sofrido. “Temos 38 anos de história. Resgatamos e colocamos para adoção 50 mil animais, temos programas de lar temporário, levantamos um hospital de campanha durante a queimada no Pantanal. Aqui temos 480 empregos diretos”, elencou.
Após o ocorrido, o faturamento da rede caiu de 15% a 20% em todas as lojas do país. “Fomos julgados e condenados, sem direito de resposta”, disse, ao ponderar que milhares de animais mortos em todo o Estado, como cavalos, suínos e bovinos. Ele rebate a acusação de que foram protegidos computadores pelo custo de reposição. Os medicamentos perdidos teriam valores muito superiores. Ao total, a rede teria tido R$ 2 milhões de prejuízo.
Após o ocorrido, a empresa estabeleceu procedimentos de emergência, como a adoção e treinamento de uma brigada de incêndio. O grupo terá a responsabilidade de retirar prioritariamente os animais, em gaiolas especiais que foram adquiridas.
Nassar citou ainda o acordo que fez com Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, para o encerramento do processo e o inquérito. Pelo acordo de transação penal, a empresa se comprometeu a estruturar abrigo para animais a ser aberto pela Prefeitura de Porto Alegre. Serão doadas casinhas plásticas, potes e coleiras e ração premium para alimentar, ao longo de um ano, 500 animais. Todo o material já está reservados, aguardando apenas o movimento do Executivo para a abertura do local que abrigará cerca de 500 animais.
Há cerca de 15 dias, a empresa abriu mais unidade no Estado, em Novo Hamburgo, e deverá manter e ampliar investimentos no Estado. “Acreditamos no Rio Grande do Sul. Somos filhos de produtores rurais e sabemos as dificuldades quando acontecem essas perdas”, concluiu.

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