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Publicada em 21 de Julho de 2024 às 09:09

Vendas de setores da economia tiveram queda de quase 90% no auge das cheias

Comércio teve fechamento de lojas em áreas afetadas pela cheia, como o Centro de Porto Alegre

Comércio teve fechamento de lojas em áreas afetadas pela cheia, como o Centro de Porto Alegre

PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
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O período mais crítico das inundações no Rio Grande do Sul derrubaram as vendas dos setores econômicos do Rio Grande do Sul. Dados da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) apontam quedas de quase 90% na indústria, atacado e varejo.
O período mais crítico das inundações no Rio Grande do Sul derrubaram as vendas dos setores econômicos do Rio Grande do Sul. Dados da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) apontam quedas de quase 90% na indústria, atacado e varejo.
O indicador é formado pelo fluxo de notas fiscais eletrônicas e guias de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A movimentação também afeta a arrecadação do Estado. O boletim faz parte da revista RS 360, disponível no site Receita.doc.
O pico do recuo no varejo foi entre 10 e 17 de maio, com redução de 85% da comercialização frente a mesma semana de abril. No mês, a queda chegou a 16% ante o mesmo mês de 2023. 

A Sefaz aponta o maior recuo do volume financeiro de vendas no setor industrial. O declínio das transações atingiu o pico de 87% entre os dias 10 e 17 de maio, na comparação com a mesma semana do mês anterior.
Em relação a maio de 2023, o acumulado do mês registrou um recuo de 27% nas comercializações – índice que frustrou o setor que vinha demonstrando tendência de recuperação em abril, após uma série de quedas no fluxo comercial. Na visão trimestral, comparando o desempenho de março, abril e maio com os meses imediatamente anteriores, a queda foi de 11,3%.
No recorte por área, as maiores quedas foram registradas nos segmentos coureiro-calçadista e metalomecânico, com recuos de 42,5% e 39,6% nas vendas em maio, respectivamente. A forte retração se deve, entre outros fatores, aos danos causados ao patrimônio das empresas, à redução da demanda e a questões logísticas, como o fechamento do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

De acordo com o estudo da Receita Estadual, das 47,5 mil empresas do segmento industrial gaúcho, 93% estão localizadas em municípios atingidos pelas fortes chuvas. Desse total, 16% possuem planta em área alagadas – indústrias que, somadas, respondem por 35% da arrecadação de ICMS do setor.
Depois da indústria, o setor atacadista apresentou a maior queda no volume de vendas em maio. Segundo o boletim, o recuo das transações foi de 23% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No auge da crise, a queda nas vendas alcançou 79% em relação a abril. Além dos impactos logísticos, com a interrupção do fluxo em diversas rodovias do Estado, o atacado sofreu com um volume expressivo de perda de produtos estocados.

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