Após a reunião do Ministério Extraordinário da Reconstrução do RS com entidades empresariais dos ramos de Alimentação Fora do Lar e Hospedagem realizada na terça-feira (2), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) reivindica ampliação e mudanças nos auxílios anunciados até o momento pelo Governo Federal.
A entidade defende que o programa emergencial de apoio financeiro, que propõe o pagamento de até dois salários-mínimos para os estabelecimentos atingidos, foi anunciado de forma tardia e não contempla a realidade do setor por não incluir as empresas que estão fora da mancha de inundação das enchentes. Mesmo que os bares e restaurantes não tenham sofrido danos patrimoniais, os problemas de abastecimento de energia, água e insumos, dificuldades de deslocamento e queda de faturamento, atingiram a maioria dos locais.
A última pesquisa da Abrasel revela que 84% faturaram menos em maio comparado com abril. Além da cobertura insuficiente do programa, a entidade recebeu relatos dos associados de liberação indevida de recursos destinados para quem já foi desligado das empresas, em alguns casos, mais de 2 meses antes das enchentes.
"O auxílio do Governo Federal está lento. Por enquanto, temos só o Pronampe, cujos recursos acabaram em alguns bancos. O BNDES ainda não foi liberado e o pagamento de salários está restrito apenas para quem foi alagado. Os auxílios não estão chegando em todos que precisam", destaca Maria Fernanda Tartoni, presidente do Conselho Fiscal da Abrasel no RS, que representou a entidade na reunião.
"Ouvimos de alguns associados que conseguiram o benefício e perceberam que a lista de funcionários para receber os valores incluía até quem não trabalhava mais lá, enquanto outras empresas estão na mancha e não foram aprovadas. Acreditamos na prioridade aos que estão na mancha, mas ressaltamos a importância de incluir também quem não foi atingido pelas águas, mas tem comprovação de forte queda de faturamento, porque os clientes não circulam como antes diante da situação. Poder abrir as portas não significa que o movimento não foi afetado e que os empregos não estão em risco", completa.
Estavam presentes na reunião o Secretário Executivo do Ministério da Reconstrução do RS, Maneco Hassen, Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal, Renato Scalabrini, Superintendente Estadual do Banco do Brasil, Sinvaldo Vieira dos Santos, Superintendente Regional do Banco do Brasil, Cibele Borges e membros da equipe do ministério, Carlos Paiva e Ronaldo Zulke. Junto com a Abrasel também participou o Sindicato de Alimentação e Hospedagem – Sindha.
Estavam presentes na reunião o Secretário Executivo do Ministério da Reconstrução do RS, Maneco Hassen, Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal, Renato Scalabrini, Superintendente Estadual do Banco do Brasil, Sinvaldo Vieira dos Santos, Superintendente Regional do Banco do Brasil, Cibele Borges e membros da equipe do ministério, Carlos Paiva e Ronaldo Zulke. Junto com a Abrasel também participou o Sindicato de Alimentação e Hospedagem – Sindha.
Durante o encontro, foram tratadas novidades sobre acesso ao crédito do Pronampe como mais de R$ 1 bilhão em subsídio que dará para contratar R$ 2,5 bilhão em novas operações e a tentativa de aumento de limite para R$300 mil, mas que ainda não há confirmação. Em relação ao BNDES, a previsão dada é de que será liberado apenas para quem está na mancha do alagamento, detalhe que a Abrasel se posiciona contra.
A renegociação do Simples Nacional ainda na Receita Federal entrou em debate com o pedido da entidade de descontos e prazos maiores e que as dívidas ainda na Receita Federal possam ser renegociadas tal qual as dívidas mais antigas habilitadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional a Transição Tributária, no entanto, sem definição. Outra pauta debatida foi a de flexibilização para crédito, mas também não houve avanço.
"Acreditamos que o Governo Federal poderia fazer empréstimos a fundo perdido, com o foco em movimentar a economia. Muitos bares e restaurantes estão endividados desde a pandemia. Na época foram feitos empréstimos para poder manter as empresas abertas e funcionando. Agora vem outro baque, porque tem estabelecimentos que não possuem score admitido pelos bancos e vão precisar de ajuda. É o momento de injetar dinheiro no Rio Grande do Sul", ressalta Maria Fernanda.
Outros temas debatidos foram a prioridade máxima para que o Aeroporto Internacional Salgado Filho tenha voos diurnos o quanto antes e a possibilidade da edição do programa Desenrola Brasil para empresas do Rio Grande do Sul.
"Acreditamos que o Governo Federal poderia fazer empréstimos a fundo perdido, com o foco em movimentar a economia. Muitos bares e restaurantes estão endividados desde a pandemia. Na época foram feitos empréstimos para poder manter as empresas abertas e funcionando. Agora vem outro baque, porque tem estabelecimentos que não possuem score admitido pelos bancos e vão precisar de ajuda. É o momento de injetar dinheiro no Rio Grande do Sul", ressalta Maria Fernanda.
Outros temas debatidos foram a prioridade máxima para que o Aeroporto Internacional Salgado Filho tenha voos diurnos o quanto antes e a possibilidade da edição do programa Desenrola Brasil para empresas do Rio Grande do Sul.