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Publicada em 23 de Abril de 2024 às 17:51

Indústria de máquinas para infraestrutura estima 6% de alta

O 12ª M&T Expo iniciou nesta terça-feira (23) em São Paulo

O 12ª M&T Expo iniciou nesta terça-feira (23) em São Paulo

WTF Live/Divulgação/JC
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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
De São Paulo (SP)
De São Paulo (SP)
A indústria de máquinas para construção e mineração tem expectativa de crescer 6% neste ano, com a entrega de 55 mil unidades. O cenário favorável foi exposto por lideranças do setor, que está reunido em São Paulo, desde esta terça-feira (23), na 12ª M&T Expo, feira organizada pela Messe Muenchen, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria da Construção e Mineração (Sobratema). O evento reúne, até sexta (26), mais de 500 marcas nacionais e do exterior, ocupando 84 mil m² de área de exposição no Expo São Paulo, e expectativa de 35 mil visitantes.

O vice-presidente da Sobratema, Eurimilson Daniel, afirmou que o setor tem expectativa de cenário positivo para este e próximos anos por conta, principalmente, das obras de infraestrutura decorrentes das concessões feitas pelo poder público, em especial por estados e municípios. "A União ainda não está fazendo a sua parte", ponderou. Frisou que a conjuntura econômica não está prejudicando o setor, mas demonstrou preocupação com o quadro orçamentário do governo federal, que pode repercutir em inflação e taxas de juros mais elevadas. Ainda assim, entende que o setor tem maturidade e está descolado da política econômica.
O presidente da entidade, Afonso Mamede, recordou o auge do setor, em 2011, com 83 mil unidades entregues, e o pior momento, em 2016, com queda de 85%, para 13 mil vendas. Após esse período, grandes reestruturações foram implementadas no setor de infraestrutura, incentivando investimentos privados, acelerando privatizações, e estimulando a captação de recursos através dos fundos financeiros.
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O evento ocorre em parceria com a Associação Brasileira da Indústria da Construção e Mineração (Sobratema). FOTO: WTF Live/Divulgação/JC
Houve ainda mudanças no modelo de gestão do patrimônio das empresas de construção, agro, mineração e logística que migraram da aquisição dos ativos para a locação dos equipamentos, aumentando a produtividade, utilizando a máquina que melhor atende a produção naquele momento, eliminando administração da frota pós utilização e reduzindo os custos de mobilização e desmobilização, fatores determinantes para o crescimento de 430% entre 2018 e 2023. A locação de equipamentos já é responsável por 26% dos negócios do segmento, mas com potencial para, em breve, alcançar 30%. O índice, no entanto, está distante dos 60% de mercados desenvolvidos, como Europa e Estados Unidos.

O vice-presidente citou estudo da Fundação Getúlio Vargas que revela alto grau de confiança do setor na expansão dos negócios. A visão de crescimento está presente em 68% dos empresários do setor, 16 pontos acima de 2022. A expectativa de diminuição dos negócios, que era de 24% em 2022, caiu para zero nos últimos dois anos. Para Mamede, caso se confirmem as obras do PAC 3, anunciadas pelo governo federal, o volume de 55 mil unidades pode ser ampliado. Daniel reforçou o pensamento, definindo como modesta a projeção. "O potencial é muito maior, as concessões ao setor privado demandarão muitos equipamentos", afirmou.

CEO da Messe Muenchen do Brasil, Rolf Pickert destacou que a primeira edição, em 1995, é um marco para o setor, pois foi o período de início das concessões da infraestrutura. Registrou que, em 2022, a feira recebeu 31 mil visitantes, teve 54 mil m² de exposição, com marcas de 42 países, e geração de R$ 2,8 bilhões em negócios. Destacou estudo de consultoria que aponta para investimentos programados em infraestrutura na ordem de R$ 215,8 bilhões em 2024, alta de 11% sobre o ano passado.

O executivo comentou a realização, a partir desta quarta-feira (24), no mesmo local da M&T Expo, da primeira Ifat (Feira Internacional em Água, Esgoto, Drenagem e Soluções de Recuperação de Resíduos), já realizada em outros países. O evento apresenta tecnologias para atender demandas por água tratada, gestão de esgoto eficiente e sustentabilidade ambiental desenvolvidas por 160 marcas, que ocuparão área de 15 mil m² de exposição.

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