Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 16 de Abril de 2024 às 17:16

Investimentos da Amazon no RS geram R$ 568 milhões para o PIB estadual, aponta relatório

Relatório de investimentos foi divulgado no Amazon Conecta, evento para vendedores da plataforma, realizado em São Paulo

Relatório de investimentos foi divulgado no Amazon Conecta, evento para vendedores da plataforma, realizado em São Paulo

Bárbara Lima/ Especial/ JC
Compartilhe:
Bárbara Lima
Bárbara Lima Repórter
De São Paulo (SP)
De São Paulo (SP)
Desde que iniciou suas operações no Rio Grande do Sul, a multinacional de tecnologia Amazon Brasil contribuiu com R$ 568 milhões para o PIB (Produto Interno Bruto) gaúcho. O grupo também gerou mais de 300 empregos diretos e indiretos e impulsionou 3,4 mil empregos em outros setores, como construção civil e logística. No total, a plataforma de marketplace e assinaturas gerou R$ 274 milhões para funcionários ligados à Amazon e fora dela. Os dados são do relatório inédito "De A a Z: Os Impactos da Amazon no Brasil", divulgado na manhã desta terça-feira (16), no Amazon Conecta, evento para vendedores que acontece até esta quarta-feira (17) em São Paulo.
A Amazon também revelou que investiu R$ 548,3 milhões no Estado. A maior parte do aporte se concentra no Centro de Distribuição (CD) de Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Inaugurado em 2020, o CD tem uma área de 41 mil metros quadrados e, recentemente, se tornou o primeiro centro do País a unir varejo e marketplace em um único local. O sistema já funciona em 21 países e, de acordo com o presidente da multinacional no Brasil, Daniel Mazini, a ideia é expandir esse tipo de operação para mais cinco centros em breve.
"O bom é que isso nivela a qualidade da entrega do varejo e do marketplace. A experiência do vendedor fica muito boa, porque ele armazena os produtos com a Amazon e nós fazemos o restante do processo, como emitir nota, fazer devolução. O sistema corta os custos para o 'seller'. Isso se reflete também numa experiência melhor para o cliente, que recebe as compras mais rapidamente e de forma mais econômica", disse Mazini. O presidente afirmou, ainda, que o centro de Nova Santa Rita já está operando com quase 100% da capacidade e que, apesar de haver espaço interno para aumentar a capacidade de armazenagem com mezaninos, por exemplo, o foco da empresa é a agilidade na rotatividade dos produtos.
Só no Rio Grande do Sul, a Amazon Brasil contabiliza pelo menos dois mil "sellers", os vendedores parceiros. Em todo o País são cerca de 78 mil. Além disso, segundo o relatório, 99% desses vendedores nacionais são de pequenas e médias empresas. Esse é um dos motivos que favorecem a adoção desse sistema de logística em que a Amazon cuida das distribuições, denominado FBA, uma vez que os empreendedores não ficam restritos à vizinhança local e podem vender mais facilmente para outros estados, agilizando os processos. Conforme o relatório, os vendedores que usam a FBA convertem até cinco vez mais do que os que não utilizam.
Outra vantagem é que, no Brasil inteiro, quase 3 mil vendedores já estão exportando para fora com o programa. Apesar de considerar os números positivos, especialmente porque o investimento em logística no País é recente, o presidente da Amazon afirmou que pretende aumentar o número de vendedores parceiros para a casa das centenas de milhares, mas que ainda há desafios, como incluir os empreendedores nas vendas digitais e nas plataformas de venda da Amazon, além de possibilitar mais formas de pagamento aos consumidores.
Conforme o diretor de marketplace da Amazon, Ricardo Garrido, a multinacional vai continuar investindo em estações de entrega na região sul nos próximos anos. Essas estações são centros logísticos menores que os CDs. A empresa também está apostando na entrega final ao consumidor. "Tem sido nosso foco nos últimos dois anos e vai continuar sendo", ponderou.
No Brasil, além do polo de Nova Santa Rita, existem outros nove centros de distribuição e 64 estações de entrega. Em 13 anos de operação nacional, a Amazon divulgou que investiu R$ 33 bilhões e contribuiu para mais de R$ 25 bilhões do PIB brasileiro. Já quando o assunto é trabalho, são 18 mil empregos diretos e indiretos e 165 mil empregos externos. Somando, foram mais de R$ 17 bilhões pagos em salário.

Foco em tecnologia e sustentabilidade

O presidente da Amazon no Brasil, Daniel Mazini, também destacou que os próximos anos serão de foco total em tecnologia e sustentabilidade. Com a ajuda da inteligência artificial (IA), os consumidores terão assistente de compra e uma visão otimizada das avaliações dos produtos. Além disso, a IA está ajudando os vendedores e a própria Amazon a fazer melhorias nos processos logísticos e nas plataformas.
Na cadeia logística, por exemplo, a tecnologia tem auxiliado na redução de desperdícios de materiais ao indicar tamanhos de caixas mais apropriados e ao apontar de onde e de quem se deve comprar os produtos para determinado tipo de consumidor. "A sustentabilidade e a economia dos custos são uma prioridade. A tecnologia consegue fazer esse trabalho com as informações e nos ajuda a tomar decisões mais assertivas."
Nos próximos dias, um selo com certificado de produto sustentável estará disponível para os vendedores que tenham, comprovadamente, esse tipo de mercadoria. Segundo o presidente, isso agrega valor às compras e tem se tornado uma forma de aumentar as vendas. "Assim como produtos feitos por mulheres, por pequenas e médias empresas, os produtos realmente sustentáveis têm mais conversão. O consumidor final está preocupado com esses temas", afirmou.

Notícias relacionadas