Seguros e previdência privada são benefícios que podem fazer a diferença na hora de atrair ou reter talentos em uma empresa. De acordo com um estudo realizado pela Datafolha para a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), 80% dos entrevistados na Região Sul consideram o plano/seguro de saúde como um benefício capaz de influenciar no aceite ou na permanência na empresa.
Em segundo lugar, 77% respondeu que seguro invalidez e de acidentes pessoais são essenciais. Já 71% considerou o seguro de vida em grupo como um atrativo poderoso. Quando o assunto é previdência privada, 68% acreditam ser um benefício capaz de definir o aceite ou a permanência numa instituição.
Apesar disso, no Sul, apenas 21% dos entrevistados afirmaram que as empresas onde trabalham oferecem seguro saúde, 9% ofertam seguro de invalidez ou incapacidade, 16% seguro de vida em grupo e 11% das empresas onde trabalham os entrevistados oferecem previdência privada com contribuição do empregador. O levantamento mostrou, ainda, que 41% (total Brasil) dos respondentes afirmaram que as empresas brasileiras, no geral, não proporcionam nenhum benefício.
Em relação à previdência privada, outro dado que chama a atenção é que 11% dos respondentes possuem plano e que 41% no Sul contratam os planos da empresa onde trabalham. Outros 40% contratam através de corretores ou bancos.
• LEIA TAMBÉM: A pesquisa também apontou que, no Sul, quase 50% pretende contratar algum tipo de seguro em 2024
Metodologia
Foram 2008 pessoas entrevistadas no geral, sendo 315 no Sul. Nos três estados da Região, a Datafolha entrevistou 50% de homens e mulheres na faixa de 45 anos, com renda familiar média R$ 5.208. A maior concentração de pessoas entrevistadas pertence à classe C (52%), seguida de AB (28%) e DE (21%). Para a Região Sul, foram 28% de entrevistados nas capitais e regiões metropolitanas e 72% no interior.
A pesquisa foi feita de forma quantitativa com abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional, distribuídos geograficamente nas áreas pesquisadas. As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 e 20 de julho de 2023. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. No Sul, a margem sobe para 6 pontos.