O déficit da balança comercial de produtos químicos caminha para ser o maior ou, pelo menos, seguir no mesmo patamar de 2022, quando atingiu o seu recorde. A projeção é feita pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), André Passos Cordeiro, com base nos últimos 12 meses (junho de 2022 a junho de 2023) desse indicador, que somou US$ 56,9 bilhões, sinalizando que o déficit neste ano deverá permanecer acima da média histórica. No ano passado, a diferença entre importações versus exportações foi de cerca de US$ 65 bilhões (US$ 82,6 bilhões em importações e US$ 17,7 bilhões em exportações).
Conforme números da Abiquim, no primeiro semestre, o déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos totalizou US$ 23,7 bilhões, resultado superior a grande parte dos déficits anuais nos últimos 30 anos. “A tendência é de que o setor bata o recorde de 2022, caso nenhuma medida seja tomada”, ressalta Passos.
Como forma de reduzir o déficit, ele cita que, de modo circunstancial, poderiam ser adotadas medidas de defesa comercial para combater a entrada de um grande volume de produtos químicos chineses e norte-americanos, que possuem um forte subsídio, além de um custo de matéria-prima menor. Passos destaca o caso da China, que tem deslocado a indústria doméstica, a partir de competitividade sustentada em matérias-primas russas adquiridas com preços favorecidos em razão da guerra no leste europeu.
O dirigente também ressalta a necessidade de reduzir o peso tributário do segmento, além da retomada do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), suspenso no ano passado. O regime prevê a redução do PIS e da Cofins incidentes sobre a compra de matérias-primas químicas básicas da primeira e da segunda geração, como nafta, eteno, butadieno, polietileno e polipropileno. “Houve a elevação de impostos com o fim do Reiq no ano passado, isso diminui a competitividade do setor”, pontua.
Outra agenda reforçada pela Abiquim é a de redução do custo do gás natural. Segundo Passos, o combustível é vendido no Brasil pelo preço de cerca de US$ 18 o milhão de BTU, enquanto em outros países é possível encontrar por um valor entre US$ 2,5 e US$ 3, e na Europa, por cerca de US$ 9. “Nessas condições, por mais competente que o setor químico brasileiro possa ser, e é, fica muito difícil de competir””, critica.
Dados do primeiro semestre da Abiquim mostram ainda que as exportações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 7,5 bilhões no semestre, queda de 14,9% em relação aos mesmos meses de 2022. O tombo das exportações está relacionado ao agravamento das dificuldades econômicas e cambiais da Argentina, que é, individualmente, o principal mercado de destino dos produtos químicos brasileiros.
Outro número que preocupa está relacionado ao valor das importações brasileiras de produtos químicos, que chegou a US$ 31,2 bilhões de janeiro a junho. Segundo a Abiquim, trata-se de uma medida bem superior a de períodos iguais das últimas décadas, que oscilaram entre US$ 10 bilhões e US$ 25 bilhões.
Conforme números da Abiquim, no primeiro semestre, o déficit acumulado da balança comercial de produtos químicos totalizou US$ 23,7 bilhões, resultado superior a grande parte dos déficits anuais nos últimos 30 anos. “A tendência é de que o setor bata o recorde de 2022, caso nenhuma medida seja tomada”, ressalta Passos.
Como forma de reduzir o déficit, ele cita que, de modo circunstancial, poderiam ser adotadas medidas de defesa comercial para combater a entrada de um grande volume de produtos químicos chineses e norte-americanos, que possuem um forte subsídio, além de um custo de matéria-prima menor. Passos destaca o caso da China, que tem deslocado a indústria doméstica, a partir de competitividade sustentada em matérias-primas russas adquiridas com preços favorecidos em razão da guerra no leste europeu.
O dirigente também ressalta a necessidade de reduzir o peso tributário do segmento, além da retomada do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), suspenso no ano passado. O regime prevê a redução do PIS e da Cofins incidentes sobre a compra de matérias-primas químicas básicas da primeira e da segunda geração, como nafta, eteno, butadieno, polietileno e polipropileno. “Houve a elevação de impostos com o fim do Reiq no ano passado, isso diminui a competitividade do setor”, pontua.
Outra agenda reforçada pela Abiquim é a de redução do custo do gás natural. Segundo Passos, o combustível é vendido no Brasil pelo preço de cerca de US$ 18 o milhão de BTU, enquanto em outros países é possível encontrar por um valor entre US$ 2,5 e US$ 3, e na Europa, por cerca de US$ 9. “Nessas condições, por mais competente que o setor químico brasileiro possa ser, e é, fica muito difícil de competir””, critica.
Dados do primeiro semestre da Abiquim mostram ainda que as exportações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 7,5 bilhões no semestre, queda de 14,9% em relação aos mesmos meses de 2022. O tombo das exportações está relacionado ao agravamento das dificuldades econômicas e cambiais da Argentina, que é, individualmente, o principal mercado de destino dos produtos químicos brasileiros.
Outro número que preocupa está relacionado ao valor das importações brasileiras de produtos químicos, que chegou a US$ 31,2 bilhões de janeiro a junho. Segundo a Abiquim, trata-se de uma medida bem superior a de períodos iguais das últimas décadas, que oscilaram entre US$ 10 bilhões e US$ 25 bilhões.


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