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Publicada em 20 de Maio de 2024 às 10:47

Proprietário do Fourth District Space lança campanha para reerguer o 4º Distrito

Espaço que funciona há um ano na região, como casa de shows e eventos culturais, o FDS também foi alagado pela inundação que atingiu a região no início de maio

Espaço que funciona há um ano na região, como casa de shows e eventos culturais, o FDS também foi alagado pela inundação que atingiu a região no início de maio

CARLOS KOLESNY/DIVULGAÇÃO/JC
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Adriana Lampert
Adriana Lampert Repórter
Espaço destinado a apresentações de shows semanais, esquetes de teatro, sessões de autógrafos de escritores, saraus e rodas de samba, jazz e MPB, o Fourth District Space (FDS) está entre os estabelecimentos culturais alagados no 4º Distrito. Sem saber se houve (e em qual dimensão) estragos no bar, o proprietário da empresa, Carlos Kolesny, decidiu iniciar uma campanha para reerguer a região, enquanto não consegue acessar o próprio negócio , para limpar a sujeira e retomar as atividades.
Espaço destinado a apresentações de shows semanais, esquetes de teatro, sessões de autógrafos de escritores, saraus e rodas de samba, jazz e MPB, o Fourth District Space (FDS) está entre os estabelecimentos culturais alagados no 4º Distrito. Sem saber se houve (e em qual dimensão) estragos no bar, o proprietário da empresa, Carlos Kolesny, decidiu iniciar uma campanha para reerguer a região, enquanto não consegue acessar o próprio negócio , para limpar a sujeira e retomar as atividades.
"Todos estamos sem poder trabalhar, mas minha maior preocupação é manter o público frequentando o bairro assim que isso for possível", explica o empresário. "Por isso, lançamos, neste domingo (19), um grande movimento nesse sentido, com a ação Amo 4º Distrito ", emenda. "Diversos estabelecimentos comerciais ficaram completamente alagados, com perdas enormes de equipamentos, estoques, mobiliário, além de todo o período fechado sem faturamento. Esses empresários irão precisar de muita ajuda para, não apenas ativar novamente seus estabelecimentos, mas também retomar a frequência de seus clientes", justifica Kolesny. 
Localizado na av. Cairú, 372 - ao lado da fábrica da Neugebauer - o bar do empresário está fechado por tempo indeterminado. Na última vez que esteve no FDS (no dia 3 de maio), ele saiu de lá "com água batendo na altura no joelho". "Passei os dois dias seguintes em estado de choque, simplesmente não sabia o que fazer", recorda. "Logo que começaram os resgates, decidi então servir como ´ponte`nas informações das demandas das pessoas que tinham que evacuar a região, e ajudei na busca de animais. Mas, desde quinta-feira (16), comecei a me organizar para promover a campanha, e também falando com alguns artistas, para tentar lançar uma programação de retorno do bar, mais adiante."
De acordo com Kolesny, se tudo der certo, o FDS reabrirá "com um grande show benemerênte do Nei Lisboa". Essa será a primeira atração da retomada do bar, que funcionará sob a campanha Amigo do FDS é 10: a comprar adiantado (no valor de R$ 100,00) cada cliente terá direito a dez ingressos para os shows de sua preferência. "Isso é um terço do valor que cobro nas entradas, mas vou investir nessa saída para movimentar o local. O FDS tem só um ano de atividades e já passa por uma tragédia histórica, mas a sua trajetória não estará interrompida, isso eu garanto", afirma o empresário. "Me dá um desconforto pedir ajuda em dinheiro, prefiro que me apoiem pagando antecipadamente pelos shows - essa promoção será válida pelo menos até o final do ano, pois, com esse dinheiro, arrecado uma receita para me reeguer." 
Além do estabelecimento cultural, Kolesny é proprietário da metalúrgica Ergocentro, que funciona ao lado do bar. Ambos os prédios estão alagados. "Na metalúrgica, tem máquinas pesadas (de CNC), e algumas pequenas, que consegui levantar a um metro do chão. Mas, como o nível da água chegou a dois metros, é certo que a inundação atingiu tudo. Provavelmente, teve perda total", estima o empresário. "No FDS estão minhas memórias de vida: lá tem um museu contando a história da antiga metalúrgica Tornearia Antonio Kolesny, que meu pai tocou por 65 anos – são painéis com fotos, ferramentas e notas fiscais de memória do empreendimento, acessórios de escritório, quadros antigos. Espero que não tenham se perdido", pontua.
Ainda de acordo com o empresário, há risco do bar ter perdido o mobiliário, um computador, e 12 refrigeradores. "Infelizmente, a estimativa é que esteja tudo embaixo d´água, mas como não consigo entrar ali, isso é uma incógnita, não sei mensurar e fazer um balanço do prejuízo." Kolesny reforça que tudo que consegue pensar em fazer no momento é tocar a ação Amo 4º Distrito para a frente. "Esta primeira ação é extremamente orgânica e colaborativa, o sucesso irá depender da adesão das pessoas e do comprometimento quando oferecer a sua ajuda pelo Instagram (nos perfis @4distritoaquitem e @somos4distrito)".
Neste primeiro momento, a ideia da campanha é listar empresas que precisem de alguma ajuda profissional ou voluntária e reunir pessoas interessadas a oferecer essa ajuda - de forma voluntária ou, se não for possível, com um desconto para os empresários do 4° Distrito. O proprietário do FDS adianta que a campanha pode evoluir, mais adiante, para ações maiores, reunindo novos voluntários para ajudar um determinado estabelecimento ou mesmo incentivando as pessoas a voltarem a frequentar a região quando os locais quando forem reabertos. "Desde que foi lançada, neste domingo, a campanha está um sucesso nas redes sociais: já tendo resultados imediatos, pois as pessoas estão combinando entre elas no privado as ações", destaca Kolesny.
 

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