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Repórter Brasília
Edgar Lisboa

Edgar Lisboa

Publicada em 09 de Setembro de 2024 às 18:51

Reforma tributária é prioridade

Heitor Schuch, deputado federal gaúcho pelo PSB

Heitor Schuch, deputado federal gaúcho pelo PSB

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/JC
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A Câmara dos Deputados realiza mais uma semana de esforço concentrado por causa das eleições municipais. Uma das prioridades é a análise dos destaques apresentados pelos partidos para mudar o Imposto sobre Bens e Serviços, do segundo projeto de regulamentação e a transição para o fim da desoneração da folha de pagamento, avaliada para a coluna Repórter Brasília, pelo deputado federal gaúcho Heitor Schuch (PSB).
A Câmara dos Deputados realiza mais uma semana de esforço concentrado por causa das eleições municipais. Uma das prioridades é a análise dos destaques apresentados pelos partidos para mudar o Imposto sobre Bens e Serviços, do segundo projeto de regulamentação e a transição para o fim da desoneração da folha de pagamento, avaliada para a coluna Repórter Brasília, pelo deputado federal gaúcho Heitor Schuch (PSB).
É hora das mudanças
Na opinião do deputado Heitor Schuch, "a questão da reforma tributária, já está lapidada; as coisas mais importantes foram votadas na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Arcabouço, mas sempre vai ter um grupo que vai contra. É comum terem medo de mudanças, mas acho que está na hora de o Brasil fazer estas mudanças para não ficarmos tão na contramão do mundo".
O 'economista' Lula
"Estou convencido que esta reforma, efetivamente, vai dar certo", avalia Heitor Schuch, acrescentando, "até porque quando todos os economistas dizem que o Brasil não vai crescer, o PIB fica positivo, ou seja, o único 'economista' que acertou chama-se Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que dizia 'vai ser positivo', e foi".
Subir de andar
Na visão do deputado gaúcho, "pode não ser uma coisa duradoura, mas é melhor ser positivo por um período do que ser negativo sempre". Heitor Schuch aponta que "a questão da reforma tributária caminha na direção de incluir mais gente no processo daquele camarada que está fora, e quem é MEI (Microempreendedor Individual) vai subir de andar, vai ter uma empresa maior".
Sinais de recuperação na indústria
Segundo o parlamentar, "a indústria está começando a dar sinais de recuperação. Agora que chegou a primavera, no próximo PIB, pode ter certeza que a agricultura vai ser positiva, diferente do que foi no último ano, porque agora começa um novo ano agrícola. É muita compra de insumo, material combustível, os produtos que são utilizados. Então, acho que a reforma tributária está no horizonte e não tem muito o que discutir, nem fazer barulho. É votar, aprovar e ponto".
Prazo para votação
Questionado se acredita que o segundo projeto de regulamentação da reforma tributária será votado antes das eleições municipais, Heitor Schuch afirmou que depende do time do presidente Arthur Lira (PP-AL). "Ele que vai nos dizer se é antes ou depois. Por mim, não tenho nenhum problema de votar antes", acentuou o deputado.
Desoneração da folha
Com relação à desoneração da folha, considerou Heitor Schuch, "é um tema um pouco mais espinhoso, porque o Brasil está, na verdade, há muito tempo abrindo mão de receita, e não é só com desoneração da folha, mas com outras tantas coisas. Os números mostram isso, e é preocupante".
Tem que ter 'pila na guaiaca'
Heitor Schuch avalia que, "em especial, para a Previdência, num país que vai perder população jovem e que vai aumentar a população idosa, precisa ter, como diz o gaúcho, 'os pila na guaiaca' para fazer com que, quando as pessoas tiverem necessidade de hospital, de internação, de exame, de remédio, o SUS e o INSS estejam com recursos, porque senão a gente vai se encaminhando para uma situação que a roda vai travar".
 

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