Socorre a natureza, diminui a poluição e a sujeira, ajuda na renda dos recicladores, mas tem um fator que considero de grande importância cultural/social: reciclar é fazer entrar novamente no ciclo da vida, da utilidade – este material poderia estar nos entulhos das sarjetas, nos lixos ou em algum bueiro, causando transtorno. Foi coletados, selecionado e furado a ferro quente e, então, voltou a ter uma utilidade: enfeitar uma árvore de Natal. São coisas, mas fico feliz em “re-ciclar” as coisas e dar-lhes uma nova chance e serem vistas com um outro olhar. Neste 2012, juntamos e furamos mais de 5.500 tampinhas de refrigerante, mais de 2.000 garrafas pet, 7.800 potes de fermento, 1.500 tampas de requeijão, e por aí se vai. O Jornal do Comércio sempre foi um grande parceiro. Muito obrigado! Na simplicidade deste presente, uma árvore de Natal feita com garrafas pet, vai o nosso carinho e nosso reconhecimento. Com a graça de Deus! (Julio Pedro Querotti, professor)
Proer x Proes
O JC Empresas & Negócios de 3 de dezembro nos informa que bancos estão negociando o pagamento das dívidas contraídas no âmbito do Proer - Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional – criado pela União em 1995 para evitar a falência de alguns bancos, que viram as suas receitas sobre a intermediação financeira desabarem em decorrência da queda da inflação promovida pelo Plano Real. Na média de todos os bancos, estas receitas caíram de 42% em 1992 para 0,6% em 1995. Esta queda de receita atingiu também os bancos estaduais, que tiveram de se abrigar no Proes - Programa de Incentivo à Redução do Setor Público Estadual na Atividade Bancária – criado em 1996. O que surpreende na notícia é o fato de que, enquanto os acionistas de bancos privados ainda estão discutindo o débito com o Proer, os governos estaduais tiveram que incluir os débitos do Proes, na famosa renegociação das dívidas estaduais ocorrida nos anos de 1997 e 1998, que, devido aos encargos que lhe foram impostos, tornou-se uma dívida interminável. Um peso, duas medidas? Isto é inaceitável! (João Pedro Casarotto, contador)
Supremo
O aumento salarial dos comerciários, industriários, operários e trabalhadores rurais é baseado pela inflação. O Congresso aprovar um aumento de 16% para os ministros federais é um disparate. Para quem ganha bem em relação ao assalariado, isso tem efeito cascata no Judiciário. Os nossos deputados foram eleitos pelo povo, que fazem esses beneplácitos, afora os penduricalhos e isenções. A solução é aumentar impostos para manter a máquina política. (Lauro Reis, Porto Alegre)
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