As vendas de tecnologia cresceram 27,5% de 2024 para 2025 e avançaram 90% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre os projetos em andamento,
80% correspondem a hiperautomação de processos com agentes de IA e 20% a soluções preditivas e prescritivas.
“O retorno do uso da tecnologia só aparece quando ela se acopla à estratégia, promove uma alteração, ou mudança completa, do modelo operacional - cultura que a sustenta -, e vem com uma governança de resultados”, afirma o
CEO da Falconi, Alexandre Ribas.
LEIA TAMBÉM: Adoção de IA com velocidade, mas sem direção é risco, aponta Alexandre MaioralO investimento feito nos últimos anos começou com a
contratação de profissionais de dados e IA em 2022, para construir uma plataforma própria sobre a infraestrutura do Google Cloud. Desde então, a área evoluiu de IA Consulting para Tech Consulting, com parcerias estratégicas com Celonis, Databricks, AWS, Microsoft Azure, e outras mais específicas para construções de modelos de IA sob medida, como a firmada com o CEIA/UFG por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
Os recursos envolvem ainda
infraestrutura em nuvem, licenciamento de modelos de Machine Learning, alguns deles desenvolvidos em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA/UFG), LLMs de IA Generativa, contratação de profissionais especializados e programas de capacitação interna.
Já dentro de casa, entre os ativos desenvolvidos está o
“Vicente”, plataforma interna que estrutura o conhecimento acumulado em mais de 40 anos de operação da consultoria, como organizações, projetos, profissionais e indicadores. A solução foi disponibilizada em linguagem natural para outras ferramentas de IA usadas pelas equipes da consultoria, por meio do Model Context Protocol (MCP), protocolo de código aberto desenvolvido pela Anthropic.
"O que aprendemos é que o valor que geramos não está somente no investimento em si, mas na capacidade que já tínhamos antes de a IA generativa se popularizar, a de reconhecer um problema estratégico e de negócio, desenhar a solução certa e implementá-la com rigor", afirma o executivo. "Agora fazemos isso com velocidade amplificada”, complementa.