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Publicada em 25 de Setembro de 2026 às 18:29
Hubs de inovação que nasceram e se consolidaram com a missão de aproximar startups, empresas e investidores, agora, começam a colocar essa lógica de colaboração em prática, também, nos seus modelos de negócios, atuando de forma mais integrada para ampliar o alcance de suas redes, conexões e oportunidades. Não só dentro da sua própria região, mas fora.
“É a diversidade que faz o ecossistema. Tanto a diversidade de geografias, como a diversidade de pensamentos e abordagens”, aponta a Head do inovabra, Renato Petrovic, que esteve em Porto Alegre participando da Semana Caldeira, que encerrou nessa sexta-feira (25). Segundo ela, embora dentro do mesmo País, diferentes regiões desenvolvem empreendedores e soluções a partir de necessidades específicas, o que permite que os ecossistemas aprendam uns com os outros.
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“O Rio Grande do Sul tem características únicas. Unir tudo isso é muito legal. Para a gente, é ampliar os horizontes da inovação”, diz. Um dos motivos da sua presença na capital gaúcha, inclusive, foi a assinatura de uma parceria firmada entre o Instituto Caldeira, de Porto Alegre, e o Inovabra, ecossistema de inovação do Bradesco, com sede em São Paulo, voltada à geração de negócios, ampliação de oportunidades para startups e empresas e desenvolvimento de iniciativas conjuntas para suas comunidades.
O acordo prevê ações conjuntas, acesso recíproco às comunidades e plataformas, sinergia entre programas e oportunidades de geração de negócios para startups, empresas e centros de pesquisa dos dois lados.
A primeira iniciativa conjunta será a Missão China 2027, que levará membros dos dois ecossistemas para uma imersão de oito dias em Hong Kong e Shenzhen. O Caldeira tem a experiência acumulada em missões anteriores, como a realizada em maio deste ano, que levou uma delegação brasileira a Pequim e Shangai, enquanto o Inovabra contribui com curadoria de conteúdo e conexões. A agenda sugerida prevê visitas técnicas e reuniões com lideranças de organizações como Alibaba Health, BYD, DJI, Huawei, Tencent e Tsinghua University.
“A riqueza das missões é o próprio debate que acontece entre as pessoas que participam, os relacionamentos e a geração de negócios que acontece durante e no pós-missão”, analisa Renata.
A parceria também amplia o acesso das comunidades aos programas e serviços de cada ambiente. Membros do Caldeira poderão utilizar iniciativas de capacitação, eventos e serviços de inovação do Inovabra, além de acessar a rede de empresas e startups ligada ao Bradesco. Do outro lado, integrantes do Inovabra terão acesso às oportunidades e iniciativas do ecossistema gaúcho.
“Trazer o inovabra para dentro do nosso ecossistema significa colocar startups daqui frente a frente com demandas reais de um dos maiores ecossistemas de inovação e uma das maiores instituições da América Latina”, afirma Pedro Valério, CEO do Caldeira.
A diversidade é um dos elementos mais importantes para o fortalecimento dessa grande rede, destaca Renata Petrovic, e movimentos como essa conexão entre os hubs acompanha o amadurecimento que temos visto nesse mercado no Brasil.
“Temos evoluído a nossa visão de como a inovação corporativa pode trazer valor para as empresas. As companhias passaram a esperar resultados mais concretos dos processos de inovação, como novas receitas, produtos, melhoria da experiência do cliente e ganhos de eficiência. Nesse sentido, a colaboração se torna essencial”, aponta.