Porto Alegre, sex, 04/04/25

Anuncie no JC
Assine agora
Mercado Digital
Patricia Knebel

Patricia Knebel

Publicada em 05 de Agosto de 2024 às 11:47

IPR desenvolve tecnologia para tratar e prevenir cálculos renais

 Instituto é um dos dois laboratórios do Brasil a realizar esse tipo de análise

Instituto é um dos dois laboratórios do Brasil a realizar esse tipo de análise

IPR/Divulgação/JC
Compartilhe:
Patricia Knebel
Patricia Knebel
Com a expertise em trabalhar com diferentes tipos de minerais, o Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) da Pucrs, com sede no Tecnopuc, começou a realizar um serviço voltado para a medicina, com o desenvolvimento da análise cristalográfica de cálculos renais. A expectativa é ajudar médicos, nutricionistas e pacientes a tratar e prevenir cálculos renais.
Com a expertise em trabalhar com diferentes tipos de minerais, o Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) da Pucrs, com sede no Tecnopuc, começou a realizar um serviço voltado para a medicina, com o desenvolvimento da análise cristalográfica de cálculos renais. A expectativa é ajudar médicos, nutricionistas e pacientes a tratar e prevenir cálculos renais.
Foi ao ver laudos que médicos recebem de análises de cálculos renais que o engenheiro de produção Filipe Albano, gerente da qualidade do IPR e professor da Escola Politécnica da Pucrs, se inspirou.
Os cálculos renais são minerais e, por isso, têm relação com o que fazemos aqui no IPR, com nossos equipamentos e tecnologias. Sabendo disso, levei a ideia para a equipe do nosso Laboratório de Caracterização de Rochas, coordenado pela geóloga Rosalia Barili da Cunha, que aceitou o desafio”, relata Filipe.

Saber quais minerais compõem os cálculos renais de cada paciente é uma informação importante para a tomada de decisões clínicas, a prevenção de recorrências e o tratamento das pessoas que enfrentam esse problema.
A análise dos cálculos permite descobrir quais os minerais específicos estão envolvidos no processo, o que possibilita orientar o tratamento para que eles não voltem a se formar, seja através de dieta, hábitos e até medicações que serão guiadas a partir dessa análise”, explica o médico nefrologista e clínico geral Giovani Gadonski, chefe do serviço de clínica médica do Hospital São Lucas, professor adjunto e agente de Inovação da Escola de Medicina da Pucrs.
Como funciona
A análise do cálculo renal é realizada no difratômetro de raios-X (DRX) do IPR, método utilizado para análise mineralógica e cristalográfica. Assim como o DRX, o Laboratório de Caracterização de Rochas, acreditado pela ISO/IEC 17025, conta com equipamentos de ponta e equipe especializada, composta por geólogos e químicos.
Quando submetemos o cálculo renal à radiação não ionizante, parte dessa radiação é absorvida e outra parte, difratada. Os padrões de difração resultantes são expressos como picos com posições e intensidades variáveis. Essas posições variam de acordo com a estrutura cristalina da amostra e, por sua vez, refletem sua composição química e volume das diferentes fases, tornando possível a identificação e quantificação dos minerais que compõem aquele cálculo”, explica Rosalia.
A técnica também pode ser utilizada para apoiar no tratamento de cálculos biliares e de vesícula, além de ajudar a identificar biominerais associados a nódulos.
O IPR é um dos dois laboratórios do Brasil a realizar esse tipo de análise. Médicos, nutricionistas e pacientes que contratam o serviço recebem um laudo contendo a imagem da pedra em microscópio e a identificação de todos os minerais que estão em sua composição. Com isso, poderão traçar uma estratégia para prevenir, por meio da alimentação, por exemplo, a formação de novos cálculos renais, além de direcionar o melhor tratamento.
Dietas ricas em proteínas, sódio e alimentos ultraprocessados podem aumentar a formação de cálculos, enquanto a hidratação adequada e o consumo equilibrado de alimentos in natura, especialmente frutas cítricas, vegetais e fontes adequadas de cálcio, podem reduzir os riscos”, explica a nutricionista Rafaela Caron, doutora em Nefrologia e professora da Escola Ciências da Saúde e da Vida da Pucrs.

Comentários

0 comentários