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Patricia Knebel

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Publicada em 19 de Janeiro de 2024 às 17:42

Regulação da Inteligência Artificial deve ser aprovada até julho

O tema foi um dos focos do encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Zurique

O tema foi um dos focos do encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Zurique

AdobeStock/Divulgação/JC
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O Brasil deve aprovar até o meio do ano uma regulamentação da Inteligência Artificial. A previsão é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Acho que dá. O projeto é relativamente simples, foi concebido por uma comissão de juristas", afirmou em Zurique durante um evento com empresários brasileiros.
O Brasil deve aprovar até o meio do ano uma regulamentação da Inteligência Artificial. A previsão é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Acho que dá. O projeto é relativamente simples, foi concebido por uma comissão de juristas", afirmou em Zurique durante um evento com empresários brasileiros.
Ele sinalizou a importância de ter essas diretrizes antes que engate a campanha para as eleições municipais, em outubro. "Nós temos que disciplinar essa inteligência artificial, senão pode-se perder o controle", afirmou.
Especialistas brasileiros e estrangeiros temem que a tecnologia seja usada, em diferentes países, para forjar gravações e imagens que possam enganar o eleitorado. O tema foi um dos focos do encontro anual do Fórum Econômico Mundial, que terminou nesta sexta (19), e suscita preocupação de organismos multilaterais como a ONU.
Na semana passada, Sam Altman, o diretor-presidente da OpenAI, dona do ChatGPT, evocou em um painel em Davos necessidade de regulação, mas pediu parcimônia para que haja tempo para a tecnologia se desenvolver mais.
Pacheco também tratou das empresas gigantes de tecnologia e defendeu a remuneração das empresas jornalísticas pelo uso de seu conteúdo pelas plataformas. A proposta estava dentro do projeto de lei das fake news, que foi analisado no ano passado, mas está dormente após crescerem as dúvidas a respeito dos riscos à liberdade de expressão.
Ele rechaça, porém, a ideia de que a proposta estimule a censura. "É importante disciplinarmos isso. Combater anonimato, os robôs, dar responsabilidade. As pessoas estão agredindo umas as outras nas redes sociais", disse.

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