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Publicada em 27 de Outubro de 2026 às 00:55

Padronização ajuda empresas a preparar operações para a Black Friday 2026

Dados corretos evitam divergências entre catálogos e erros de estoque

Dados corretos evitam divergências entre catálogos e erros de estoque

/Dragos Condrea/Magnific/Divulgação/JC
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As ofertas que chegam ao consumidor na Black Friday começam a ser preparadas bem antes de novembro. Estoques, preços, divulgação e logística entram no planejamento das empresas para atender ao aumento da demanda e reduzir o risco de falhas na operação. Em 2026, a data será celebrada em 27 de novembro, e o desafio do comércio eletrônico será garantir que os produtos anunciados estejam corretamente identificados, cadastrados e disponíveis para entrega.
A dimensão dessa operação ficou evidente na edição de 2025. O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 4,76 bilhões em um único dia, com quase 9 milhões de pedidos processados, segundo levantamento da Confi Neotrust divulgado pelo E-Commerce Brasil. Os números ajudam a dimensionar o volume de transações que exige preparação das empresas para períodos de vendas concentradas, o que faz com que a qualidade das informações sobre os produtos ganhe ainda mais relevância.
Dados incorretos ou incompletos podem provocar divergências entre catálogos, erros de estoque, dificuldades na separação de pedidos e problemas na expedição. A identificação padronizada ajuda a reduzir essas diferenças e permite que fabricantes, marketplaces, varejistas e operadores logísticos trabalhem com uma referência comum para cada item.
Um dos recursos utilizados nesse processo é o GTIN (Global Trade Item Number), número de identificação único atribuído a um produto e representado no código de barras. Ao permitir o reconhecimento do mesmo item em diferentes sistemas, essa identificação facilita a integração das informações ao longo da cadeia de abastecimento.
Para João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, a preparação para a Black Friday também depende da consistência dos dados que sustentam as operações. “Quando fabricantes, marketplaces, varejistas e operadores logísticos trabalham com a mesma identificação para um produto, fica mais fácil manter os cadastros alinhados, localizar as mercadorias e acompanhar os pedidos. Em uma data com milhões de transações, essas informações ajudam a reduzir divergências e a evitar problemas que podem afetar a entrega ao consumidor”, afirma.
O GTIN permite identificar individualmente os produtos comercializados e facilita seu reconhecimento em diferentes etapas da operação. Para que cumpra essa função, porém, é necessário que o número esteja associado ao item correto e que as informações cadastrais sejam mantidas atualizadas.
No comércio eletrônico, a consistência dos dados ajuda a evitar que um mesmo produto apareça com informações divergentes em diferentes canais. Na logística, contribui para o reconhecimento dos itens durante o recebimento, a armazenagem e a separação dos pedidos. No varejo, facilita processos como o controle de estoque e o registro das vendas.
A identificação padronizada não substitui a gestão dos estoques nem elimina a possibilidade de erros, mas ajuda a estabelecer uma referência comum entre os sistemas utilizados pelas empresas.

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